— Durval.— Pode falar.— Eu não vou me casar nesta vida.— Sim.— Principalmente, eu não vou me casar com você.Ele fechou os dedos ao redor da aliança e sorriu de leve. Os olhos dele estavam um pouco úmidos, mas ele não chorou.— Eu imaginei. — Ele deu um passo para trás e abriu caminho. — Você pode ir. Se cuida.Eu passei ao lado dele, com passos muito mais leves do que eu imaginava.O vento jogou os meus cabelos no rosto, e eu os afastei com a mão.Mesmo depois de me afastar bastante, eu não olhei para trás. Mas eu sabia que ele continuava parado no mesmo lugar, porque não ouvi passos me seguindo.Quando voltei ao apartamento, fiquei na varanda, deixando o vento bater no meu rosto. As luzes da Torre Eiffel foram se acendendo, andar por andar.O celular tocou. Rita tinha me enviado uma mensagem.[O que você quer comer amanhã? Eu levo para você.]Eu digitei:[Qualquer coisa.]O vento noturno de Paris entrou pela gola do meu casaco, e eu a fechei um pouco mais. O topo da Torre Eiffel
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