— Kayra, eu...— Você deve voltar. — Eu desviei dele e caminhei em direção à entrada do prédio. Quando passei ao lado dele, parei por um instante e disse. — Durval, você nunca me amou de verdade. Você amava Luz do Cais, aquela pessoa que conseguia fazer você sorrir através de uma tela. Você amava a sombra que criava sonhos para você pela internet. Você nem se deu ao trabalho de enxergar quem eu era bem diante dos seus olhos.Eu não esperei a resposta dele.Passei a carteirinha de estudante e entrei no prédio.Quando a porta se fechou atrás de mim, ouvi, do lado de fora, um pedido de desculpas quase inaudível.Eu subi as escadas e abri a janela para olhar.Durval ainda estava parado debaixo do plátano, de cabeça baixa, com os ombros ligeiramente caídos.Eu fechei as cortinas.No dia seguinte, ele voltou. Ele deixou um buquê de rosas vermelhas no chão, ao lado da entrada do prédio.Quando desci, eu o vi e contornei o buquê.No terceiro dia, eram rosas brancas. No cartão, estava escrito:
Magbasa pa