Pietro Ferrara cruzou os braços sobre o peito, apoiado à antiga escrivaninha de madeira escura que cheirava a verniz envelhecido e papel antigo. Estava sentado em sua sala, com os olhos fixos na tela do computador, mas a mente distante. Não conseguia se concentrar nos artigos que precisava revisar, nas chamadas que deveria registrar, nos e-mails urgentes de colegas de departamento que precisava enviar.A luz da tarde entrava pelas janelas góticas da ala leste do prédio principal da faculdade de Direito em Oxford, projetando sombras angulares pelas paredes altas. Lá fora, um grupo de calouros discutia em voz alta sobre jurisprudência comparada, mas para Pietro, nada mais existia além da mulher de olhos verdes e cabelos ruivos que ocupava, agora, todos os cantos de sua mente.Sua aluna, a ruiva da noite anônima.O nome finalmente tinha forma. Ele nunca imaginou que aquela mulher, daquela noite, voltaria a cruzar seu caminho, ainda mais dentro da universidade que considerava seu templo d
آخر تحديث : 2026-10-21 اقرأ المزيد