A entrega, pra mim, virou um jogo diário depois de ler Tolle. Comecei com coisas pequenas: aceitar o clima chuvoso sem reclamar ou apreciar o sabor do café mesmo que não estivesse perfeito. A chave está em perceber quando a resistência surge—aquela vontade de controlar tudo—e então soltar. Uma técnica que uso é focar no corpo: sentir os pés no chão, a respiração, e lembrar que o presente é o único lugar onde a vida realmente acontece.
Também reparei que a entrega não significa falta de ação. Quando preciso tomar uma decisão difícil, primeiro me conecto com o momento, aceitando quaisquer incertezas. Isso traz uma clareza diferente, menos influenciada pelo medo. Tolle diz que a verdadeira inteligência surge quando estamos alinhados com o agora. Não é algo místico—é prático. Ontem mesmo, quando meu chefe mudou um prazo, em vez de entrar em pânico, parei e respirei. A solução veio naturalmente, sem o estresse de sempre.
Lembro de quando mergulhei no livro 'O Poder do Agora' e fiquei fascinado com a ideia de entrega que Eckhart Tolle propõe. Não se trata de desistir ou ser passivo, mas de aceitar profundamente o momento presente, sem resistência. Comecei a aplicar isso em situações simples, como ficar preso no trânsito. Em vez de me irritar, respirava fundo e observava os detalhes ao redor—o céu, os sons, a textura do volante. Aos poucos, percebi que a frustração diminuía, substituída por uma curiosidade tranquila.
Outro exercício que me ajudou foi observar meus pensamentos como se fossem nuvens passando. Quando algo me aborrecia, tentava não me identificar imediatamente com aquela emoção. Tolle fala muito sobre não deixar o ego dominar a narrativa. Com o tempo, até discussões bobas em casa viraram oportunidades de prática: escutar mais, reagir menos. É um processo contínuo, mas a sensação de leveza que vem dessa entrega é incrível—como se eu tivesse descoberto um botão de pausa interno.
Eckhart Tolle transformou minha relação com o tempo. Antes, vivia ansioso pelo futuro ou remoendo o passado. A entrega me ensinou a pisar fundo no presente. Um exemplo bobo: lavar louça virou um ritual. Em vez de odiar a tarefa, passei a sentir a água morna, o cheiro do sabão, o barulho dos pratos. Tolle chama isso de 'estar presente nas atividades mundanas'.
Outra coisa que mudou foi minha reação aos imprevistos. Se um plano cancela, tento ver o lado bom—talvez era hora de descansar. Não é sobre ser passivo, mas sobre fluir com a vida. A resistência consome tanta energia... Quando soltamos, até os problemas parecem menores. Claro, ainda tenho dias difíceis, mas a diferença é que agora reconheço quando estou lutando contra a realidade—e isso já é meio caminho andado.
2026-07-12 13:10:37
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Bloqueei seu número, apaguei-o da lista de contatos, cortei tudo sem deixar rastros.
Não o procurei mais, e ele também não conseguiu me ver.
Durante os trinta anos anteriores, passei a maior parte da vida apaixonada por ele, cuidando dele com todo o meu empenho.
Só depois de ser deixada esperando pela sétima vez no cartório é que despertei.
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Toda véspera de Natal, o herdeiro da família mafiosa Marco, Adrian Marco, deve seguir a tradição da família: sortear um nome para decidir se pode se casar comigo ou não.
Porque eu, Irene Cast, não nasci na máfia.
A menos que ele tire o papel com o meu nome, ele não pode me tomar como esposa.
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Toda vez que falhava, ele me abraçava com força e sussurrava:
– Tudo bem. Sempre tem o ano que vem.
E eu o amava tanto que doía.
Doía a ponto de eu aceitar esperar, ano após ano.
Este ano, eu disse a mim mesma:
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