Qual Filme De Terror Recente Tem As Melhores Críticas Em 2023?
2026-05-04 16:28:04
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JorgeDiz
Sonhador
Chef
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3 Answers
Wyatt
Leitor experiente
Assistente
Pra quem curte terror com uma pitada de humor negro, 'M3GAN' foi uma grata surpresa esse ano. A boneca assassina criada pela Blumhouse virou febre não só pelo design assustador, mas pela crítica social embutida na história. Diferente de outros filmes do estúdio, esse aqui equilibra muito bem o terror com comentários sobre nossa dependência de tecnologia. As críticas destacaram justamente essa dualidade - consegue assustar enquanto provoca reflexões.
O filme tem uma energia parecida com os clássicos dos anos 80, mas atualizado pra era dos assistentes virtuais. A sequência da dança da M3GAN, por exemplo, já é icônica. E o mais interessante é como eles mantiveram o orçamento relativamente baixo (US$12 milhões) mas alcançaram um impacto cultural enorme, virando meme e rendendo até sequência anunciada.
2026-05-05 02:19:52
14
Ruby
Leitor experiente
Dentista
'Evil Dead Rise' trouxe o caos sanguinolento que os fãs da franquia esperavam. Dessa vez, a ação sai da cabana na floresta e invade um prédio em Los Angeles, com a protagonista Lily Sullivan lutando para proteger os filhos dos demônios. O diretor Lee Cronin manteve a essência violenta da série original, mas com um ritmo mais acelerado e efeitos práticos impressionantes.
As críticas apontam que é um dos melhores da série justamente por equilibrar homenagem e inovação. Cenas como a do elevador de sangue já entraram para a história do terror moderno. E diferente de muitas sequências, essa entrega consegue ser visceral sem perder a coerência narrativa - algo raro no gênero.
2026-05-08 00:52:49
3
Piper
Olhar leitor
Docente
Não dá pra falar de terror em 2023 sem mencionar 'Talk to Me'. Aquele filme australiano que viralizou nas redes sociais antes mesmo de estrear! A premissa parece simples: um grupo de adolescentes encontra uma mão embalsamada que permite contato com espíritos. Mas a forma como o diretor Danny Philippou mistura horror sobrenatural com angústia adolescente é genial. As críticas elogiam especialmente a atmosfera claustrofóbica e a atuação da Sophie Wilde, que carrega o filme nas costas.
O que mais me impressionou foi como conseguiram renovar o subgênero de 'brincadeiras que dão errado'. Tem jumpscares inteligentes, mas também uma tensão psicológica que fica martelando na sua cabeça depois que o filme acaba. E olha que eu sou calejado com terror! A A24 acertou mais uma vez na escolha do projeto, mantendo aquela pegada autoral que foge dos clichês hollywoodianos.
2026-05-09 17:30:07
3
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Álamo
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Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava.
Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada.
Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível.
Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim.
Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado.
Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão.
Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou.
Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria.
Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
Eu entrei num jogo de terror e, por causa da miopia pesada, não enxerguei nada direito.
Acabei cuidando da menina sinistra de vestido ensanguentado como minha filha, tratando o Boss final como marido, e honrando as velhas entidades como meus pais.
Na primeira vez que encontrei o Boss, agarrei os músculos do abdômen dele e suspirei:
— Que corpo ótimo… Pena que só é meio baixinho.
O Boss riu de raiva, encaixou a própria cabeça de volta no pescoço e rangeu os dentes:
— Tenho 1,86m. Olha de novo agora.
Eu sou a heroína de uma história erótica.
Meu talento? Transformar qualquer coisa que seja escaldante ou gélida em algo intensamente provocante.
No primeiro dia em que cheguei a um jogo de terror, o chefe mandou todos escolherem como queriam morrer.
Eu sorri e respondi:
— Quero falta de ar, pernas trêmulas, olhos vidrados… e um prazer tão intenso que me leve à morte.
Chefe:
— ???
Eu, Glória Gomes, morri no dia em que recebi o Prêmio de Ouro Global de Doutorado em Medicina.
Três horas após minha morte, meus pais, meu irmão mais velho e meu noivo voltaram para casa, logo depois de encerrarem a festa de dezesseis anos da minha irmã.
Enquanto minha irmã postava nas redes sociais uma foto de toda a família comemorando seu aniversário, eu estava deitada em uma poça de sangue no porão abafado, tentando usar a língua para deslizar pela tela do celular e fazer uma chamada de emergência.
Dos contatos de emergência, apenas meu noivo atendeu à minha ligação — o que significava que meus pais e meu irmão haviam bloqueado meu número.
Assim que atendeu, meu noivo disse apenas uma frase: — Glória, a festa de dezesseis anos da Ester é importante. Pare de tentar chamar nossa atenção com desculpas inúteis e de fazer birra!
Ele desligou o telefone, cortando também minha última esperança de vida. Meu coração parou de bater junto com o som da linha ocupada.
Foi a centésima vez que eles escolheram minha irmã, a centésima vez que me abandonaram e me decepcionaram, e também a última.
Deitada em meu próprio sangue, senti minha respiração cessar aos poucos...
Eles pensaram que, desta vez, eu estava novamente usando uma desculpa para fugir de casa e expressar minha insatisfação, que, se me dessem uma lição, eu voltaria obedientemente por conta própria, como nas 99 vezes anteriores.
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Porque eu não saí de casa.
Eu estava o tempo todo deitada no porão...
Dois dias antes do Ano Novo, meu namorado, Murilo Santos, decidiu viajar para o litoral... Com a assistente dele.
— Tudo bem. — Eu disse, sem brigar, sem chorar.
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Assim que ele saiu pela porta, fui direto para a clínica. Fiz um aborto.
Na minha vida passada, eu tentei usar aquela criança como amarra. Achei que, com um filho, ele ficaria comigo.
O que aconteceu?
A assistente dele foi brutalmente assassinada na praia.
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Mas quando chegou o dia do parto, ele tirou a própria máscara.
Com uma crueldade que nem nos meus piores pesadelos eu imaginava, ele mesmo abriu meu ventre...
E matou o nosso bebê. Com as próprias mãos.
Foi ali que tudo fez sentido.
Ele nunca me perdoou. Nunca esqueceu.
Agora que voltei no tempo, só tenho um objetivo: Destruir Murilo. Fazer ele perder tudo.
Minha irmã era autista. Os médicos chamavam isso de "sobrecarga sensorial severa". A regra era simples: nada de barulhos repentinos. Nunca.
Então, minha vida inteira foi vivida em silêncio.
Eu nunca usava salto alto. Nunca levantava a voz. Nem sequer tinha permissão para rir. Tudo isso para evitar que ela tivesse uma crise.
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— Sera, você é minha boa menina. Proteger sua irmã é nosso dever. Você é saudável e forte. Pode fazer um pequeno sacrifício por ela, não pode?
Naquele dia, eu estava na varanda do segundo andar e, sem querer, derrubei um vaso de rosas brancas.
O barulho do vaso se estilhaçando fez minha irmã, que tomava sol no jardim lá embaixo, entrar em uma crise.
Pela primeira vez, Victor olhou para mim como se eu fosse a inimiga. Ele gritou:
— Você não consegue simplesmente ficar em silêncio? Quer deixá-la louca?
Minha irmã recuou, apavorada, até bater em uma mesa de vidro, soltando um grito agudo.
Victor passou correndo por mim, tomado pela raiva e pelo pânico. Ele esbarrou em mim na escada quando eu estava descendo para ajudá-la.
Perdi o equilíbrio e bati o peito com força contra a ponta afiada de um poste do corrimão de ferro forjado.
Uma dor intensa explodiu no meu peito. Abri a boca para gritar, mas nenhum som saiu.
Minha família inteira correu para cercar minha irmã, que gritava desesperadamente. Ninguém sequer olhou para mim.
Meus pulmões se encheram de sangue. Eu estava me afogando no chão.
Todos achavam que minha irmã, a autista, era quem precisava do conforto da família. Achavam que eu apenas tinha caído. Que eu podia esperar.
Eles estavam errados.
Lembro que quando saiu 'Nope', do Jordan Peele, a galera ficou dividida entre quem amou e quem ficou confusa, mas uma coisa é certa: o filme gerou debates incríveis. A forma como ele mistura terror com ficção científica e ainda faz críticas sociais afiadas é brilhante. A cena do chimpanzé ainda me dá arrepios só de pensar! E não é só susto barato, tem uma construção de tensão que te deixa grudado na tela do começo ao fim.
Outro que bombou nas críticas foi 'Pearl', a pré-quela de 'X'. A Mia Goth tá absolutamente arrepiante nesse filme, e a estética anos 50 combinada com a loucura da personagem cria algo único. Dá pra sentir a claustrofobia e a desesperança da Pearl em cada frame. Os críticos elogiaram especialmente a direção do Ti West e a fotografia que parece um pesadelo vintage.
Não dá pra falar de terror recente sem mencionar 'Talk to Me' (2023). Aquele filme australiano dirigido pelos irmãos Philippou consegue o que muitos tentam: equilibrar sustos criativos com uma história que prende. A premissa parece simples – um jogo de invocar espíritos – mas o jeito que eles exploram o luto e a vulnerabilidade dos adolescentes é de arrepiar. As críticas elogiaram justamente isso: a capacidade de assustar sem perder profundidade emocional.
E tem a fotografia! Aquelas cenas do 'outro lado' com aquela paleta de cores enferrujadas me deram arrepios genuínos. Vi gente saindo do cinema comentando mais sobre as metáforas do que os jumpscares, o que é raríssimo no gênero. Se você curte terror que fica martelando na cabeça depois que acaba, esse é o atual campeão das resenhas positivas.
Quando o assunto é terror em 2023, 'Talk to Me' foi a surpresa que me arrepiei da cabeça aos pés. A ideia de um jogo macabro que vira portal para o sobrenatural é simples, mas a execução é tão visceral que fiquei grudado na tela como se alguém tivesse colado meus olhos nela. Aquele clima de festa adolescente que descamba para o caos me lembrou porque o terror australiano tá em outro patamar – sem medo de misturar sangue, drama familiar e críticas sociais afiadas.
E sabe o que é genial? O filme não precisa de jumpscares a cada 5 minutos. A tensão vem daquela angústia de ver personagens que poderiam ser seus amigos cometendo erros irreversíveis. A cena do braço quebrando no exorcismo moderno? Nunca mais olho para uma galinha da mesma forma. Difícil acreditar que é estreia dos diretores – parece trabalho de veterano.