4 Respuestas2026-01-06 22:09:46
Machado de Assis é o gênio por trás de 'O Alienista', e essa novela é uma daquelas obras que te fazem rir e pensar ao mesmo tempo. A inspiração dele veio da obsessão do século XIX com a psiquiatria e a ideia de 'loucura'—uma crítica afiada à ciência e à sociedade da época.
Lembro que quando li pela primeira vez, fiquei fascinado como ele usa o Dr. Simão Bacamarte para questionar quem realmente são os loucos: os pacientes ou o próprio médico? Machado tinha esse talento único de misturar ironia com profundidade, e 'O Alienista' é um prato cheio para quem gosta de histórias que cutucam a mente.
4 Respuestas2026-01-06 11:59:01
Lembro de pegar 'O Alienista' na biblioteca da escola, anos atrás, e ficar fascinado pela narrativa ácida de Machado de Assis. A série da Globoplay trouxe uma abordagem visualmente rica, mas mudou alguns detalhes cruciais. Enquanto o livro foca na ironia social e no questionamento da psiquiatria nascente, a adaptação amplifica o suspense e adiciona tramas paralelas, como o romance entre João e Sofia. A atmosfera do livro é mais contida, quase claustrofóbica, enquanto a série explora cores e cenários grandiosos, perdendo um pouco da sutileza crítica do original.
Uma diferença marcante está no personagem do Dr. Bacamarte. No livro, ele é calculista e obsessivo, quase um cientista frio. Já na série, ganha mais camadas emocionais, o que humaniza seu protagonismo, mas também suaviza a crítica à megalomania científica que Machado construía. Os diálogos da adaptação são mais explicativos, enquanto o texto original deixa lacunas intencionais, convidando o leitor a questionar quem são os verdadeiros 'alienados'.
3 Respuestas2026-01-06 01:03:02
O Alienista' de Machado de Assis é uma obra que mergulha fundo na mente humana, explorando as obsessões e loucuras de seus personagens. Dr. Simão Bacamarte, o protagonista, é fascinante por sua busca científica pela 'razão' dentro da loucura, mas acaba revelando sua própria desumanidade ao isolar metade da cidade em um asilo. Sua fixação mostra como a ciência, quando divorciada da ética, pode se tornar tão perigosa quanto a ignorância.
Por outro lado, Dona Evarista, sua esposa, representa a ironia machadiana: ela é considerada 'sã' por Bacamarte, mas sua superficialidade e vaidade questionam quem realmente está louco. A narrativa expõe a fragilidade dos rótulos sociais, fazendo o leitor refletir sobre quem define o que é normal. A Casa Verde, o asilo, vira um microcosmo da sociedade, onde o poder arbitrário de Bacamarte espelha os abusos de autoridade em qualquer época.
4 Respuestas2026-01-06 00:53:52
Lembro de ter devorado 'O Alienista' de Machado de Assis anos atrás e ficar fascinado com aquele misto de análise psicológica e crítica social. Quando soube que ia virar série, fiquei pulando de alegria! A adaptação estreou em 2017 pela Netflix, produzida pela Paramount Television. São duas temporadas que misturam o clima claustrofóbico do livro com um visual lindo da época. A fotografia parece um quadro do século XIX, e o ator que interpreta o Dr. Simão Bacamarte consegue passar toda aquela obsessão científica do personagem.
A série expande bastante o universo do livro, criando tramas paralelas e novos personagens que complementam a história original. Tem até uma pitada de suspense policial que não existia no texto, mas que funciona muito bem. Se você gosta de dramas históricos com um pé no terror psicológico, vai adorar. A segunda temporada, baseada em 'A mão e a luva', saiu em 2020 e fecha a história de forma satisfatória.
4 Respuestas2026-01-06 23:44:31
Me lembro de quando descobri 'O Alienista' pela primeira vez, num sebo empoeirado da minha cidade. Aquele cheiro de páginas amareladas e a capa desbotada me conquistaram na hora. Hoje em dia, a obra do Machado está em domínio público, então dá pra achar legalmente em vários lugares. O site Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) tem uma versão bem formatada pra download. A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin também disponibiliza o texto integral online, com uma digitalização bem cuidadosa das edições antigas.
Outra opção é o Project Gutenberg, que tem versões em vários formatos, inclusive PDF. Já baixei vários clássicos de lá e nunca tive problema. Se preferir ler direto no navegador, o site da Universidade Federal de Santa Catarina tem uma edição digital bem organizada, com notas explicativas que ajudam a entender o contexto histórico da obra.