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Quatro Alfas, Um Arrependimento
Quatro Alfas, Um Arrependimento
ผู้แต่ง: Summer

CAPÍTULO 1

ผู้เขียน: Summer
"A morte espera por você."

A voz do sistema ecoou na minha mente quando cheguei à cerimônia de vínculo de companheiros de Celeste.

Dentro do grande salão, Sebastian Blackwood e Celeste Moon se beijavam diante do altar.

Ele era o último dos quatro Alfas que eu recebi como alvo para seduzir.

E eu falhei miseravelmente.

Antes, eu era apenas uma garota humana comum. Quando renasci neste mundo de lobisomens, o sistema me propôs um acordo: dentro de dezoito anos, se eu conseguisse fazer um dos quatro Alfas se apaixonar por mim, eu ressuscitaria no meu mundo humano original.

Dezoito anos. Quatro homens. Não consegui um sequer.

Parecia que o destino havia decidido que eu não merecia viver.

Virei-me e fui embora, puxando o acônito que eu preparei. O cheiro acre e amargo encheu minhas narinas. Era ardente e tóxico, como o cheiro da morte.

— Freya, não.

A voz de Snow choramingou dentro da minha cabeça. Minha loba, minha outra metade. O único calor que conheci neste mundo.

— Por favor, não faça isso.

— Eu preciso, Snow. — Pressionei a palma contra o peito, sentindo a presença dela tremular como uma chama morrendo.

— Não existe outro jeito.

— Mas eu te amo. — Ela chorou baixinho.

— Nós somos uma só. Se você morrer, eu também morrerei. Você não se importa?

As lágrimas arderam nos meus olhos. Claro que eu me importava. Snow foi meu único consolo, minha única companheira verdadeira em dezoito anos de solidão e dor. Ela lambeu minhas feridas quando ninguém mais faria isso, uivou comigo sob a lua cheia quando eu não tinha ninguém correndo ao meu lado.

— Sinto muito. Sinto muito mesmo, mas não consigo mais ficar. — Sussurrei para ela.

Cada um daqueles homens escolheu Celeste em vez de mim. Celeste era a protagonista deste mundo. O sistema disse que a culpa não era minha; ela era a heroína, e os protagonistas masculinos eram atraídos por ela como lobos pelo cheiro de uma presa recém-abatida.

— Então deixe que fiquem com ela. — Snow rosnou, fraca.

— Não precisamos deles. Podemos fugir, só nós duas.

— Você sabe que não podemos. — Minha mão apertou o frasco de acônito.

— O sistema vai me apagar se eu não completar a missão. Agora, a morte é a única fuga.

Snow ficou em silêncio. Mas eu senti a tristeza dela, profunda e sem fim, como um rio inundando meu peito.

Levantei os olhos para o céu azul infinito. Será que eu estava condenada desde o começo só porque nasci como uma personagem secundária? Não havia motivo para continuar ali.

Fechei os olhos e dei um passo para fora do penhasco.

Um rosnado cortante soou. Em seguida, veio uma voz masculina furiosa:

— Freya! Você está tentando envergonhar Celeste morrendo? Até que ponto você consegue ser cruel?

Abri os olhos. Era meu irmão, Kael. Um dos quatro protagonistas Alfa. O sistema disse uma vez que, se eu conseguisse elevar o amor familiar dele a cem por cento, eu teria sucesso. Mas então Celeste roubou o coração dele.

Bastou ela dizer que eu contratei lobos renegados para estuprá-la, e ele acreditou sem fazer uma única pergunta.

Desde aquele dia, ele me odiou. Eu já não era mais sua irmã.

Kael me arrastou para longe da beira do penhasco. As mãos dele se transformaram no meio do movimento, as garras se alongando. Ele segurou minha garganta; não para me matar, mas para me dominar. O lobo dele avançou à superfície e, antes que eu pudesse gritar, ele enfiou o frasco de acônito entre meus lábios e despejou tudo.

Queimava. Um fogo ácido inundou minha garganta. Tive ânsia, engasguei, tentei cuspir, mas ele manteve minha mandíbula fechada.

— Esse veneno barato não mataria nem um coelho. — Ele rosnou, me soltando.

— A pureza é ridícula. Você só vai se marcar, sua garota idiota.

Ele riu com amargura.

— Você nunca quis morrer de verdade. Isso é só mais uma encenação, não é? Mais um pedido desesperado por atenção.

Caí de joelhos, tossindo saliva escurecida. Minha garganta parecia dilacerada. Minha bochecha, onde parte do veneno espirrou, começou a criar bolhas e fumaça. A pele se abriu em tiras cruas e úmidas.

Kael se agachou diante de mim, seus olhos cintilando de puro ódio.

— Se vai morrer, encontre um lugar privado. Não faça lobos inocentes pagarem pela sua bagunça. — Ele apontou para o rio revolto abaixo do desfiladeiro oposto.

— Escolhi um bom lugar para você. Pule. Ninguém sequer vai encontrar seu corpo.

— Kael... — Minha voz saiu rouca, pouco mais que um sussurro através da garganta queimada.

— Por que você está aqui? Não deveria estar na cerimônia de vínculo de Celeste? Você me seguiu?

Minha voz se partiu com uma esperança amarga. Ele estava dentro do salão, será que veio atrás de mim porque estava preocupado?
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