Jasmine Flower
No terceiro dia em que Grant me castigava com seu silêncio, meu marido — que também era o diretor-executivo da nossa empresa — aprovou um negócio imobiliário proposto por sua assistente, Vanessa.
O prejuízo era garantido.
Ele esperava que eu invadisse seu escritório, furiosa, e o obrigasse a voltar atrás na decisão.
Mas eu não fiz isso.
Uma semana depois, Grant voltou de uma viagem de negócios. Ao perceber que eu não reclamei nem fiz escândalo, olhou para mim com aprovação pela primeira vez em meses.
Em seguida, entregou meu cargo a Vanessa.
Ele esperava que aquilo finalmente me fizesse explodir.
Mas não aconteceu.
Organizei os arquivos de todos os projetos e os deixei perfeitamente arrumados sobre a nova mesa de Vanessa.
Depois, Grant apagou meu nome de uma proposta escrita por mim e colocou o dela no lugar, apenas para que Vanessa pudesse embolsar a bonificação.
Também não lutei contra isso.
Com um sorriso presunçoso, Vanessa disse a ele:
— Viu? Eu avisei que não adiantava bater de frente com Evelyn. Era só isolá-la por tempo suficiente, e ela acabaria cedendo. Ela morre de medo de perder você. Por isso finalmente aprendeu a se comportar.
Grant acreditou em cada palavra.
Chegou até a elogiá-la por sua esperteza.
Naquela noite, ele me chamou até seu escritório e prometeu aumentar meu salário, devolver meu antigo cargo e finalmente fazer a viagem de lua de mel pela Europa que adiava havia três anos.
Foi o primeiro gesto de bondade que recebi dele em muito tempo.
Ele esperava que eu chorasse de felicidade.
Mas eu não chorei.
Porque, sete dias antes, na pressa de aprovar o negócio imobiliário desastroso de Vanessa, Grant assinou sem ler o acordo de divórcio escondido entre os documentos.
Ele só ainda não sabia disso.