Sob a Coroa da Mentira
Rowan continuou com o olhar fixo no salão, mas seus olhos estreitaram-se ligeiramente, indicando que escutava a história, embora não entendesse a intenção de Lucian.
— A raposa, por não compreender o que não podia tocar, começou a se ressentir da lebre. Um dia, quando a lebre parou para beber água próxima a uma toca, a raposa correu em sua direção. Não para atacá-la, mas para prendê-la, buscando entender o que sentia. Mas, no gesto impensado, assustou a lebre, que fugiu e jamais voltou àquela parte da floresta… Depois disso, a raposa nunca mais a viu… — Lucian fez uma pausa deliberadamente antes de continuar: — Nem sempre a gente é cruel por maldade. Às vezes é só impaciência e incompreensão