O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR
Ao passarem diante dos criminosos, um deles ergueu a cabeça e riu.
— Ora, ora… se não é a granfina Isabela. — o ex chefe do morro bateu as mãos na grade da gaiola, a voz carregada de escárnio. — Vou te mandar a real, sem caô: eu tava era com saudade de te arregaçar todinha, de ouvir tu berrando, chorando, pedindo socorro... — ele deu uma gargalhada suja, cuspindo ódio. — Teu sofrimento era meu barato, mina. Era ali que eu me amarrava, vendo tu se contorcer de dor e não podendo fazer nada. Eu gozava do teu sofrimento vadia.