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CAPÍTULO 132 – O ENCONTRO

Author: Joss Austen
last update publish date: 2026-09-23 04:21:42

LEON

O contato de Rafael nos recebeu em um bar decadente no centro de São Paulo. Era um homem magro, de olhos fundos e mãos inquietas, que fumava um cigarro atrás do outro. Ele se apresentou como "Evandro", mas eu duvidei que aquele fosse seu nome verdadeiro.

— Então vocês querem saber onde a dondoquinha está — ele disse, sem rodeios.

— Queremos — respondi, impaciente. — E você vai realmente nos dizer ou vai ficar enrolando?

— Calma, senhor Alencar. As informações têm um preço.

— Quanto?

Ele so
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    LEONPedro hesitou. Eu vi o suor escorrendo pela testa dele, os olhos arregalados de pânico. Ele não era um assassino. Era um covarde. E covardes não atiram.— Você está blefando — ele disse, a voz falhando.— Quer testar? — perguntei, dando um passo à frente.— Leon, não! — Rafael sussurrou, mas eu não parei.— Atira, então. Se você tem coragem. Mas saiba de uma coisa: se você não atirar agora, se você não me matar aqui e agora, eu vou te caçar. Vou te encontrar. E quando eu te encontrar, não vai ter polícia, não vai ter advogado, não vai ter nada que te salve. Porque eu não vou parar até ver você e a sua irmã pagarem por tudo o que fizeram.O silêncio no quarto era tenso. Eu podia ouvir a respiração de todos. O coração batendo. O medo. Mas eu não estava com medo. Tinha um único objetivo.Foi quando Isadora, que ainda estava no chão, se moveu. Rápido. Ela chutou a perna de Rafael e foi nesse exato momento, que perdeu o equilíbrio e caiu que eu também perdi o foco. No mesmo instante,

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    LEONO contato de Rafael nos recebeu em um bar decadente no centro de São Paulo. Era um homem magro, de olhos fundos e mãos inquietas, que fumava um cigarro atrás do outro. Ele se apresentou como "Evandro", mas eu duvidei que aquele fosse seu nome verdadeiro.— Então vocês querem saber onde a dondoquinha está — ele disse, sem rodeios.— Queremos — respondi, impaciente. — E você vai realmente nos dizer ou vai ficar enrolando?— Calma, senhor Alencar. As informações têm um preço.— Quanto?Ele sorriu, um sorriso torto que revelou dentes amarelados.— Cem mil. À vista.Rafael se inclinou para frente.— Já te paguei pelas escutas. Isso é extorsão.— Não é extorsão, é um serviço adicional. Quando coloquei as escutas no escritório da noiva do seu irmão, também coloquei um localizador no carro dela. Achei que poderia ser útil. E foi. Porém, o localizador é o adicional.— Maldito chantagista! — Rafael falou, bufando.— Calma, patrão. Só faço isso porque preciso muito da grana.— Ora, seu...—

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