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CAPÍTULO 82 – A FÚRIA DOS PAIS

Author: Joss Austen
last update publish date: 2026-08-20 01:27:12

VALENTINA

Quando eu disse "sim", o mundo pareceu parar por um instante. Leon me puxou para um abraço apertado, seu corpo quente contra o meu, e eu senti o coração dele bater forte contra o meu peito. Por um segundo, esqueci de tudo — dos meus pais, dos pais dele, de Isadora, de todos os obstáculos que ainda estavam por vir. Foi apenas eu e ele, e a promessa de um futuro juntos.

Mas o silêncio foi quebrado pelos passos pesados dos pais de Leon, que estavam atrás de nós. Eles se aproximaram, os o
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    VALENTINADepois que os três entraram no escritório, ainda conversei um bom tempo com a Ana, principalmente coisas da universidade e da bebê a quem Ana já mimava desde o meu ventre, depois ela precisou se despedir, pois precisava trabalhar.Logo depois, Verônica e Rafael também decidiram que já era hora de ir ao colégio de Benjamin. Iam fazer a matrícula da pequena Lili. — Nós levamos o Benjamin — Verônica disse, sorrindo.— Tem certeza? — perguntei.— Claro. Vai ser bom para os dois. Eles vão adorar saber que vão estudar juntos.Ela disse, sorrindo, enquanto olhava para a filha. Quando Lili entendeu suas palavras, pulou de alegria e correu para a mãe. Depois, também me abraçou.— Eu tô feliz, tia! Vou estudar no colégio do Benjamin, junto com ele!— Que bom, pequena. O Ben vai adorar poder brincar com você nos intervalos.Ela me deu um beijo na bochecha, e Benjamin fez o mesmo. Verônica sorriu ao ver a cena.— Você tem um dom com as crianças, Valentina — ela disse.— Aprendi com o B

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    VALENTINA O sol nasceu devagar, pintando o céu em tons de laranja e rosa. Eu estava na varanda do quarto, sentada na cadeira de vime, uma manta sobre as pernas e uma xícara de chá morno entre as mãos. O ar da manhã era frio, mas limpo. O tipo de ar que faz a gente respirar fundo e agradecer por estar viva. Leon ainda dormia. Depois do dia intenso que tive ontem, ele merecia descansar. Benjamin também. A mansão estava em silêncio, o único som era o canto dos pássaros no jardim. Por um momento, esqueci tudo. Isadora. Murilo. A ameaça. Por um momento, só existiu a paz. Mas a paz não dura para sempre. Desci para o café e encontrei Verônica na cozinha, ajudando Laura a preparar a mesa. Ela parecia mais calma hoje, o rosto descansado. Rafael devia ter feito milagres naquela noite. E eu bem podia imaginar que tipo de milagres, se Rafael fosse como o irmão.7 Pensei, corando levemente ao lembrar quão intenso Leon foi ontem à noite. — Bom dia — falei, sentando-me à mesa. — Bom dia, amig

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    ISADORAHoras antes...Corremos pelas escadas do hotel, o som dos nossos passos ecoando pelo corredor vazio. Pedro ia na frente, a arma ainda na mão, o rosto pálido de pânico. Eu vinha atrás, o coração disparado, a raiva fervendo em cada célula do meu corpo.Entramos no carro e arrancamos, cantando pneu. Olhei para trás. Ninguém nos seguindo. Ainda.— Eles vão nos encontrar — Pedro disse, a voz tensa. — O carro tem localizador, Isadora. Eu sei que tem.— Então troca de carro. Agora.Ele dirigiu por mais alguns minutos, virando em ruas estreitas, até que avistou um táxi parado em um ponto. Sem pensar duas vezes, Pedro parou o carro, desceu e apontou a arma para o motorista.— Desce. Agora.O homem, um senhor de meia-idade, levantou as mãos, tremendo.— Calma, eu só trabalho...— Desce! — Pedro gritou.O motorista desceu, e Pedro o empurrou para longe. Entrei no banco de trás do táxi, Pedro no volante, e arrancamos de novo. O carro roubado ficou para trás, com o localizador que Leon e R

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