Beranda / Romance / A Babá que Roubou o Coração dos Aslan. livro 1 / Capítulo 131 — Uma noite só nossa

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Capítulo 131 — Uma noite só nossa

Penulis: Layane P Santos
last update Tanggal publikasi: 2026-10-27 00:27:10

O dia havia passado mais rápido do que Marilua imaginava. Desde que aceitara o convite de Grego para jantar, sentia uma mistura de ansiedade e expectativa que tentava disfarçar sempre que alguém se aproximava.

Naquela tarde, Felícia fora passar algumas horas na casa de Thomas e acabara conseguindo autorização para dormir lá. A mãe do menino organizara uma noite do pijama para os dois e a irmã mais velha dele, com direito a filmes, jogos e uma pequena competição para descobrir quem conseguiria
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  • A Babá que Roubou o Coração dos Aslan. livro 1   Capítulo 131 — Uma noite só nossa

    O dia havia passado mais rápido do que Marilua imaginava. Desde que aceitara o convite de Grego para jantar, sentia uma mistura de ansiedade e expectativa que tentava disfarçar sempre que alguém se aproximava. Naquela tarde, Felícia fora passar algumas horas na casa de Thomas e acabara conseguindo autorização para dormir lá. A mãe do menino organizara uma noite do pijama para os dois e a irmã mais velha dele, com direito a filmes, jogos e uma pequena competição para descobrir quem conseguiria ficar acordado até mais tarde. A menina ficara tão animada que mal conseguira se despedir de Marilua antes de partir. — Não se esqueça de me dar um beijo de boa-noite, mesmo de longe! — a babá pedira, agachando-se para abraçá-la. Felícia rira e apertara o pescoço dela. — Vou mandar um beijo pelo celular do Thomas! Marilua sorrira, sentindo o coração aquecido pela alegria da menina. Era bom vê-la vivendo a infância com tanta leveza, cercada por pessoas que gostavam dela. Com Felícia fora,

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    Duas semanas se passaram como um sopro. Foram dias preenchidos pelo luto silencioso, pela presença constante de Grego e pelos cuidados com Felícia, que, com sua inocência, parecia encontrar sempre uma maneira de me arrancar um sorriso, mesmo quando eu acreditava não ter forças para isso. A dor aguda da perda começava a se transformar em uma saudade constante, uma presença invisível que me acompanhava pelos corredores da mansão. Às vezes, enquanto preparava o café da manhã de Felícia, lembrava-me da minha mãe na cozinha de nossa antiga casa. Em outras ocasiões, bastava sentir o cheiro de um bolo recém-assado para que meu coração apertasse, trazendo de volta as tardes em que nós duas conversávamos enquanto ela preparava alguma receita simples. Ainda havia momentos em que as lágrimas vinham sem aviso, mas eu começava a compreender que não precisava me sentir culpada quando conseguia sorrir. Minha mãe sempre quis que eu fosse feliz. Gostaria de acreditar que, onde quer que estivesse,

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    POV: Marilua Assim que chegamos à mansão, solto a mão de Grego e agradeço baixinho por ele ter me acompanhado até ali. Não tenho forças para conversar, muito menos para explicar o turbilhão de sentimentos que carrego no peito. Tudo o que desejo é encontrar um lugar onde possa me recolher e tentar descansar, mesmo sabendo que o sono talvez não venha. — Quer comer alguma coisa, Lua? — Grego pergunta, observando meu rosto com preocupação. Balanço a cabeça negativamente. — Não, obrigada. Só quero deitar um pouco. Ele parece querer dizer alguma coisa, mas acaba respeitando meu silêncio. Seus dedos acariciam delicadamente meu braço antes que eu me afaste em direção à escada. — Se precisar de mim, estarei aqui. Concordo com um movimento discreto da cabeça e continuo andando. Cada degrau parece exigir um esforço desproporcional. Meu corpo está exausto, meus olhos ardem e sinto uma pressão incômoda no peito, como se ainda estivesse diante daquela sepultura, observando a terra cobrir o

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