A Babá que Roubou o Coração dos Aslan. livro 1

A Babá que Roubou o Coração dos Aslan. livro 1

last updateZuletzt aktualisiert : 25.09.2026
Von:  Layane P SantosGerade aktualisiert
Sprache: Portuguese
goodnovel16goodnovel
Nicht genügend Bewertungen
37Kapitel
28Aufrufe
Lesen
Zur Bibliothek hinzufügen

Teilen:  

Melden
Übersicht
Katalog
CODE SCANNEN, UM IN DER APP ZU LESEN

Zusammenfassung

Amor e Ódio

Amor Proibido

Triângulo Amoroso

Segunda Chance

Segundo Casamento

Drama

CEO

Babá

Pai Solteiro

Marilua nunca imaginou que um sapato vermelho quebrado mudaria sua vida para sempre. Filha de família humilde, ela aceita o emprego dos sonhos: ser babá de Felícia, a filha pequena de Grego Aslan, um empresário rico, frio e ainda marcado pela partida repentina da esposa, Salomé. O que começa como uma relação profissional se transforma, aos poucos, em um amor que nenhum dos dois esperava — mas o passado de Grego não ficou para trás. Máximo, seu irmão mais novo, guarda um segredo capaz de destruir tudo: ele também conheceu Marilua antes dela se tornar a babá da família, e carrega uma dúvida que pode reescrever a história de todos. A Babá que Roubou o Coração dos Aslan, é a história de como o amor verdadeiro sobrevive às mentiras, às traições e às reviravoltas mais cruéis — e de como uma família se reconstrói, peça por peça, quando escolhe a verdade e o perdão acima de tudo.

Mehr anzeigen

Kapitel 1

Capítulo 1 — O fim do nosso para sempre

Pov: Grego Aslan

Éramos jovens demais quando decidimos jurar amor eterno.

Naquela época, acreditávamos que amar era suficiente.

Que duas pessoas apaixonadas poderiam enfrentar qualquer dificuldade, construir uma família e permanecer juntas até o fim da vida.

Eu realmente acreditava nisso.

O dia do nosso casamento havia sido o mais feliz da minha vida.

Ainda conseguia me lembrar de Salomé caminhando em minha direção, usando um vestido branco que parecia ter sido feito especialmente para ela. Seus olhos brilhavam, e o sorriso em seus lábios fazia meu coração bater tão depressa que eu mal conseguia ouvir as palavras do celebrante.

Naquele dia, quando ela segurou minha mão e prometeu ficar ao meu lado para sempre, eu não tive nenhuma dúvida.

Ela seria minha esposa.

Eu seria seu marido.

E, juntos, construiríamos nossa família.

Por muito tempo, acreditei que tínhamos conseguido.

Até Felícia nascer.

Nossa filha havia acabado de completar um ano, e eu ainda me emocionava todas as vezes que a via sorrir.

Ela era pequena, delicada e tinha transformado completamente a nossa casa.

Eu amava ser pai.

Amava chegar do trabalho e encontrá-la correndo em minha direção com aqueles passinhos desajeitados. Amava quando ela estendia os bracinhos para mim e escondia o rosto contra meu peito.

Aquela menina era o meu mundo.

E eu também amava Salomé.

Ou, pelo menos, acreditava que ainda éramos capazes de nos amar como antes.

Naquela tarde de inverno, a chuva insistia em cair sobre a cidade.

O céu estava escuro, e as gotas escorriam pelos vidros do carro enquanto eu dirigia de volta para casa.

O dia havia sido cansativo na empresa da nossa família, mas, pela primeira vez em semanas, eu estava de bom humor.

Era o aniversário de um ano da nossa filha.

Eu queria que aquela noite fosse especial.

Não apenas para Felícia.

Para Salomé também.

No caminho, parei diante de uma pequena floricultura.

Entrei sem pensar duas vezes.

— Rosas vermelhas — pedi à atendente. — As mais bonitas que tiver.

Salomé sempre havia amado rosas vermelhas.

Quando éramos namorados, eu costumava aparecer na casa dela com um buquê nas mãos.

Ela dizia que não precisava de presentes, mas sempre sorria daquele jeito que fazia tudo valer a pena.

Enquanto segurava as flores, imaginei sua reação.

Talvez ela sorrisse.

Talvez me abraçasse.

Talvez aquela noite pudesse nos lembrar de quem éramos antes de a rotina transformar nossos dias em uma sucessão de obrigações.

Paguei pelas rosas e voltei para casa.

Assim que entrei, percebi que havia alguma coisa errada.

A casa estava silenciosa demais.

Coloquei o buquê sobre a mesa e olhei ao redor.

— Salomé?

Nenhuma resposta.

Caminhei primeiro até o quarto de Felícia.

Abri a porta devagar.

Nossa filha dormia tranquilamente em seu berço, abraçada a um pequeno coelho de pelúcia.

Fiquei alguns segundos apenas observando-a.

Era impossível não sorrir.

Aproximei-me, inclinei-me sobre o berço e beijei sua testa.

— Papai está aqui, princesa.

Ela se mexeu levemente, mas continuou dormindo.

Saí do quarto e fechei a porta com cuidado.

Foi então que percebi a luz acesa no nosso quarto.

Salomé devia estar acordada.

Talvez estivesse me esperando.

Talvez as rosas ainda pudessem fazer aquela noite ser especial.

Empurrei a porta.

E parei.

Salomé estava sentada na ponta do sofá, diante da janela.

A lareira estava acesa, espalhando um calor agradável pelo quarto, mas ela parecia não sentir.

Suas mãos estavam entrelaçadas sobre o colo.

E lágrimas escorriam silenciosamente por seu rosto.

Meu coração disparou.

— Salomé?

Ela ergueu os olhos.

Havia alguma coisa naquele olhar que me assustou.

Não era apenas tristeza.

Era distância.

Como se ela já estivesse muito longe de mim, embora estivesse sentada a poucos metros.

Aproximei-me imediatamente.

— Meu amor, o que aconteceu?

Ela não respondeu.

— Por que está chorando dessa maneira? Aconteceu alguma coisa com Felícia?

— Não.

Sua resposta foi tão baixa que quase não consegui ouvi-la.

— Então o que houve?

Sentei-me ao lado dela.

Tentei tocar sua mão, mas ela não reagiu.

Aquela pequena rejeição me causou uma dor inexplicável.

— Fale comigo, Salomé.

Ela respirou fundo.

Então, finalmente, disse:

— A nossa vida de casados não está dando mais certo.

Senti como se tivesse levado um golpe no peito.

— O quê?

Ela desviou o olhar para a janela.

— Eu me sinto tão sozinha, Grego.

Franzi a testa.

— Sozinha? Mas você não está sozinha. Você tem a mim. Tem a Felícia.

Um sorriso triste surgiu em seus lábios.

— Esse é justamente o problema.

Não consegui entender.

— Como assim?

Ela limpou uma lágrima com os dedos.

— Todos os dias são iguais. Eu acordo, cuido da Felícia, cuido da casa, espero você chegar do trabalho... Quando percebo, mais um dia acabou.

— Mas podemos mudar isso.

Minha voz saiu mais desesperada do que eu gostaria.

— Eu posso trabalhar menos. Podemos viajar. Podemos contratar alguém para ajudar em casa. Podemos sair mais. Fazer qualquer coisa que você queira.

— Não é isso.

— Então me diga o que é!

Ela finalmente me encarou.

— Eu não sei mais ser sua esposa.

As palavras me deixaram sem reação.

Por alguns segundos, apenas o som da chuva preenchia o quarto.

— Você está dizendo que não sabe mais ser minha esposa?

Ela assentiu.

— Eu queria que fosse diferente. Juro que queria. Quando nos casamos, eu acreditava que seria feliz para sempre. Quando Felícia nasceu, achei que finalmente tínhamos encontrado nossa felicidade completa.

Ela respirou fundo, como se precisasse reunir coragem para continuar.

— Mas alguma coisa dentro de mim mudou.

Levantei-me.

Eu precisava fazer alguma coisa.

Não podia simplesmente aceitar aquilo.

Não depois de tudo o que havíamos construído.

Fui até a estante e peguei o álbum de fotografias que guardávamos ali.

Voltei para perto dela e me sentei.

Abri em uma das primeiras páginas.

— Olhe.

Mostrei uma fotografia da nossa viagem à praia.

Salomé estava sorrindo, os cabelos espalhados pelo vento e os pés enterrados na areia.

— Lembra desse dia?

Ela olhou para a fotografia.

— Lembro.

— Você estava feliz.

Passei o dedo pela imagem.

— Eu também estava. E nós ainda podemos ser felizes assim.

Ela permaneceu em silêncio.

— Podemos viajar novamente. Podemos voltar para aquela praia. Podemos fazer tudo diferente. Só me diga o que precisa de mim.

Ela abaixou os olhos.

— Eu não quero voltar para aquela vida.

Meu coração apertou.

— Então para qual vida você quer voltar?

Ela demorou alguns segundos para responder.

— Para nenhuma.

Fechei o álbum lentamente.

— O que você está tentando me dizer?

Salomé respirou fundo.

E então pronunciou as palavras que mudariam minha vida para sempre.

— Eu quero ir embora, Grego.

Fiquei imóvel.

— Embora?

— Sim.

— Para onde?

— Eu não sei.

Ela enxugou as lágrimas.

— Só sei que preciso descobrir quem eu sou longe daqui.

Senti minha garganta apertar.

— Longe de mim?

Ela fechou os olhos.

— Sim.

Aquela simples palavra destruiu alguma coisa dentro de mim.

Olhei para a mulher que, anos antes, havia prometido ficar ao meu lado para sempre.

— E Felícia?

Salomé começou a chorar novamente.

— Eu amo nossa filha.

— Então como consegue fazer isso?

Minha voz falhou.

— Como consegue abandonar a nossa família?

Ela ficou em silêncio.

Talvez porque soubesse que não havia resposta capaz de diminuir aquela dor.

Olhei para o buquê de rosas que havia deixado sobre a mesa.

Eu tinha comprado aquelas flores pensando em fazê-la sorrir.

Agora, pareciam uma lembrança cruel de um amor que talvez só existisse dentro de mim.

— Eu pensei que éramos felizes — murmurei.

Salomé abaixou a cabeça.

— Eu também pensei.

Aquelas palavras foram ainda piores.

Levantei-me e caminhei até a janela.

Do lado de fora, a chuva continuava caindo.

Algumas horas antes, eu dirigia para casa imaginando como seria a noite perfeita.

Agora, estava diante da mulher que amava, tentando compreender como o nosso para sempre havia terminado antes mesmo de percebermos.

Eu queria lutar.

Queria implorar.

Queria fazê-la ficar.

Queria dizer que nossa família ainda podia ser salva.

Mas, naquele momento, percebi uma coisa que doía mais do que qualquer palavra:

eu não podia obrigar alguém a permanecer ao meu lado.

Então fiz a única coisa que consegui.

Engoli a dor.

— A vida é feita de recomeços. Se essa parte da sua vida não está funcionando, talvez você precise descobrir o que realmente vai fazê-la feliz.

Salomé levantou os olhos.

Por um instante, pareceu surpresa com minha resposta.

Eu não sabia se havia acabado de perder minha esposa ou se estava apenas adiando o inevitável.

Talvez, no fundo, ainda existisse uma pequena esperança de que ela mudasse de ideia.

Mas naquela noite, enquanto nossa filha dormia tranquilamente no quarto ao lado, meu casamento chegou ao fim.

Eu ainda não sabia como sobreviveria àquela perda.

Muito menos sabia que aquela seria apenas a primeira de muitas perdas que mudariam para sempre a família Aslan.

Porque, naquela noite, eu perdi minha esposa.

E, sem saber, comecei a perder também uma parte de mim.

Erweitern
Nächstes Kapitel
Herunterladen

Aktuellstes Kapitel

Weitere Kapitel

An die Leser

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


Keine Kommentare
37 Kapitel
Entdecke und lies gute Romane kostenlos
Kostenloser Zugriff auf zahlreiche Romane in der GoodNovel-App. Lade deine Lieblingsbücher herunter und lies jederzeit und überall.
Bücher in der App kostenlos lesen
CODE SCANNEN, UM IN DER APP ZU LESEN
DMCA.com Protection Status