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Para sempre realeza

last update Fecha de publicación: 2021-06-28 06:53:27

Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:

- Eu amo você.

- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.

- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que Noriah se torne a República pela qual minha esposa e tantas outras pessoas corajosas que eu conheci lutaram. – dizendo isso Magnus jogou a coroa no chão. – Por uma Noriah livre da realeza.

O tumulto foi geral. Senti meu coração quase saltando para fora do peito, mas peguei a mão de meu marido e a segurei com força. Queria que ele soubesse que eu estava ali... E estaria para sempre ao lado dele, independente da decisão que ele tomasse. Dereck e Dom tomaram conta do espaço destinado ao rei. Antes que eu pudesse pensar, Magnus me pegou pela mão e saímos por entre a multidão. Impressionantemente não fomos seguidos. Os holofotes estavam todos sobre Dereck e Dom, que tentavam explicar, sem entender muito bem, o que o rei mais breve da história de Noriah havia feito.

Fui seguindo Magnus até chegarmos ao jardim onde um dia ele me pediu em casamento. Ele me olhou e não disse nada.

- O que... Foi aquilo? – perguntei.

- Desculpe não ter lhe dito antes... Eu nem mesmo tinha certeza se faria aquilo. Mas quando coloquei a coroa e vi todas aquelas pessoas e você ao meu lado eu tive certeza que eu só queria você, Katrina. Quero viver a nossa vida, quero ter filhos que possam viver a vida normal que eu não vive, quero poder correr todas as manhãs sem ter pessoas ao meu redor verificando se meu coração acelerou ou não, quero poder ir com você à praia, quero poder fazer amor na areia durante a noite, ou em qualquer lugar que quisermos sem ter alguém batendo na porta... Eu quero ter uma vida normal... E você sabe que no fundo todos que lutaram ao nosso lado não foi por mim... Sempre foi pelo fim da monarquia. Espero não tê-la decepcionado, meu amor...

Eu senti uma lágrima teimosa e emocionada me trair. Então eu disse:

- Eu estou tão orgulhosa de você, Magnus. Eu só quero uma coisa: você.

Ele me beijou. Um helicóptero sobrevoava o castelo, mas nós não precisávamos mais nos importar. Não éramos mais o príncipe e a princesa de Noriah. Nós éramos somente Magnus e Katrina... E poderíamos viver nosso amor da forma como sempre planejamos.

- Vou sentir falta de um príncipe usando só uma coroa... – eu falei baixinho no ouvido dele.

- Podemos dar um jeito nisso. Desde que você me chame de Alteza e me ordene coisas... Fico louco quando faz isso.

- Eu ainda estou sem calcinha. - lembrei-o.

Ele não exitou: pegou-me no colo e me levou para um pergolado fechado com trepadeiras verdejantes que havia adiante dos arbustos.

Quando me largou no chão, tentou abrir meu vestido.

- Eu odeio este vestido. – ele disse.

- Eu também. – falei beijando o pescoço quente dele enquanto tirava seu casaco com pressa e abria sua camisa arrancando alguns botões.

Ele puxou com força o zíper, rasgando o vestido.

- Magnus... – falei enquanto o vestido caía no chão, me deixando completamente nua.

- A melhor visão que eu tenho no mundo todo. – ele disse me admirando.

Magnus tomou meus lábios com amor e paixão que só ele tinha, exigindo minha língua no mesmo ritmo da dele. Depois desceu sua língua quente no meu colo, demorando tempo na tatuagem que eu havia feito para ele. Logo chegou ao meu sexo úmido e cheio de desejo por ele. Como aquele homem podia me deixar tão louca sempre que se aproximava de mim? Magnus era doce e ao mesmo tempo agressivo, como eu gostava. Senti meu corpo arrepiar a cada toque da língua dele em mim. Ele não precisava me penetrar para eu ter orgasmos. E eu podia gritar e gemer a vontade, que ninguém nos encontraria ali. Depois ele me puxou, me aconchegando a ele, me segurando pelo bumbum e me penetrando da maneira como eu gostava: com força, sem parar até que nos cansássemos de prazer. Eu o envolvi com meus braços, me firmando no corpo dele e deixando que nossos corpos se transformassem num só. Peguei seu lábio inferior e o mordi levemente... Eu sabia que ele adorava aquilo.

- Goze dentro de mim, Alteza... Agora. – eu ordenei.

E ele obedeceu. E juntos chegamos ao orgasmo mais uma vez, extasiados por um prazer que conhecíamos muito bem.

Ele me soltou a ficamos ali, abraçados, sentindo nossas respirações ofegantes e nossos corações batendo num mesmo ritmo.

- Magnus, eu não tenho mais um vestido. – eu disse. – Como vou sair daqui?

Ele riu:

- Vou dar um jeito nisso. – ele vestiu a camisa faltando quase metade dos botões e colocou o casaco por cima.

Magnus colocou o que sobrou do vestido sobre mim e disse:

- Já volto. Não saia daqui.

- Não pretendo sair nua pelo jardim... Havia um helicóptero há alguns minutos sobrevoando o castelo.

- Mesmo não sendo mais da realeza, isso seria notícia. – ele brincou.

Fiquei ali, com o que sobrou do meu vestido me cobrindo esperando que Magnus mais uma vez me salvasse. Eu estava feliz. Nunca quis intervir na decisão de Magnus quanto a aceitar ou não a coroa. Mas havia sido melhor coisa que ele fez.

Em torno de 20 minutos depois ele voltou com um vestido novo e uma calcinha.

- Não encontrei ninguém nos corredores. – ele disse. – Ainda estão todos na Catedral.

- Acha que precisamos voltar? – perguntei.

- Dereck dará conta disto. Ele frequenta os grupos anti monarquia a vida inteira. – ele disse rindo.

- E onde iremos, Magnus Chevalier?

- Quer passear pelo jardim, Katrina Lee?

- Aceito. – falei pegando o braço que ele me oferecia.

- Você sabe que não seremos mais príncipe e princesa, mas continuamos sendo da realeza?

- Eu não sabia.

- Pois saiba então... Desde que se tornou uma Chevalier, a realeza sempre estará em você.

- Eu nunca quis ser uma princesa.

- Mas sempre foi minha princesa. – ele disse me olhando com aquele olhar que me derretia por dentro.

Depois do passeio perfeito no jardim real, voltamos para o nosso quarto esperando por Dereck. Mas demorou até que o ex-príncipe chegasse com notícias. Ele entrou com Kim nos nossos aposentos, algumas horas depois do anúncio de Magnus de que rejeitava o título. Eu e Magnus estávamos comendo sorvete de morango. Eu estava sentada na janela, olhando a noite que caía e a beleza daquele castelo sob a luz da lua.

Dereck nos olhou e disse:

- Magnus, você acaba com a monarquia e eu o encontro comendo sorvete de morango, como se nada tivesse acontecido?

- E não é que isso aqui é bom? – ele disse rindo. – Começo a entender Katrina e seu vício por sorvete.

- Magnus... O que deu em você? – perguntou Dereck. – Por que não me disse antes?

- Eu realmente tomei a decisão na hora.

Dereck abraçou o irmão e disse:

- Eu estou tão orgulhoso de você, Magnus. E aposto que nosso pai também.

- Eu sei... Você sabe que todos queriam o fim da monarquia, Dereck. Não queriam eu como rei... Eles não queriam mais um monarca no poder.

- Eu sei... Você foi perfeito. Magnus, você deu a República a Noriah. Seu nome ficará gravado em todos os livros. O rei mais breve da história, que proclamou a independência do país e foi comer sorvete de morango.

- Não nesta ordem. – eu disse. – Ele fez amor antes do sorvete.

- Vocês não prestam. – disse Kim.

- Dereck, eu tinha certeza que você saberia exatamente o que fazer depois que eu declarasse o fim da monarquia.

- Eu fiquei muito surpreso e confuso... Mas por sorte Domênico estava por perto.

- O que vai acontecer agora? – eu perguntei. – Vamos ter que deixar o castelo? Onde nós vamos morar? Podemos comprar uma casa grande e morar todos juntos? Onde está Eva?

Dereck riu:

- Kat, você não existe...

- Eu posso responder a última pergunta. – falou Kim. – Eva está com Dom.

Olhei-o surpresa e comi o resto do meu sorvete:

- Eva e Dom... Gostei disso.

- Nada planejado, não é? – perguntou ele.

- Nada... – eu disse. – Assim como Dereck também nunca planejou nada. – eu brinquei.

- Se Domênico tiver algo com nossa irmã ele vai ficar ligado à nossa família para sempre... Eu não acredito. – disse Magnus.

- Sim, você não vai se livrar de Dom. – eu disse rindo.

- Estes relacionamentos arranjados podem dar muito certo, não é mesmo, irmão? – lembrou Dereck.

- Mas ela é nossa irmã... – contestou Magnus.

- Os não planejados também dão certo. – falou Kim.

- Eu sei. – Dereck riu. – Os nada planejados, não é mesmo?

- Na vida o que importa é ser feliz... – eu disse. – Nada mais. Acho que devemos fazer um brinde ao amor.

- Faremos... – garantiu Magnus.

- Quanto à nos mudarmos... Não é necessário. Este castelo é da nossa família. Ele pertence aos Chevalier.

- Então mesmo não sendo príncipes vocês continuarão morando no castelo? – perguntei impressionada.

- Todos nós. – garantiu Magnus.

- E tudo que tem aqui pertence à nós também.

- E temos dinheiro para pagar todos que trabalham aqui? – perguntei confusa.

- Isso com certeza não. – disse Dereck. - Teremos que nos desfazer da maior parte dos criados. E acho que podemos organizar tudo de uma forma mais aconchegante e menos fria... Será simplesmente a nossa casa.

- Estou feliz que vamos continuar morando todos juntos...

- Sempre ficaremos juntos, Kat. – disse Dereck. – Acho que você terá que tatuar nossos nomes também.

- Eu concordo com isso. – disse Kim. – Mas ela disse que dói então só faz por Magnus.

- Você disse isso? – Magnus me perguntou.

- Disse...

Ele veio até mim e me beijou, me segurando firmemente, pois eu estava sentada na janela e ele tinha medo que eu caísse do terceiro andar. Mas eu gostava de correr aquele pequeno perigo. Precisava de um pouco de adrenalina para viver.

- Ok, já estamos indo. – disse Dereck pegando Kim pela mão. – Acho que eu breve seremos dindos novamente.

Eles se foram e fecharam a porta.

- Alteza... – eu disse tirando a minha roupa.

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