FAZER LOGINDereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.
Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso, um pouco também por ter conquistado o coração de um dos príncipes mais lindos e queridos de Noriah. Ele gostava da nova vida como celebridade. Além disto, sempre foi um homem inteligente e era o braço direito de Dereck na tomada de decisões importantes, bem como cuidar de toda parte financeira do nosso castelo.
Eva, minha doce, meiga e sensível irmã era o ser mais perfeito que passou pelas nossas vidas. Embora fisicamente fôssemos parecidas, ela em nada lembrava minha personalidade. Eu era fogo, ela era água. Eu era intensidade, ela morosidade. Ainda assim nos entendíamos muito bem, pois Eva não julgava, ela simplesmente acolhia. E ela e Dom formavam um casal perfeito, mesmo não tendo nada em comum também. De alguma forma, ela acalmava aquele Dom nervoso e rebelde. Eu nunca deixei de amar Dom, mas nunca mais o desejei como um dia aconteceu. Eu o amava da forma que só eu sabia amá-lo: aquele ex líder rebelde que tinha fogo no olhar e sorria como uma criança travessa sempre que fazia algo perigoso. Havíamos amadurecido e só havia espaço para uma linda amizade entre nós e lembranças dos bons momentos que vivemos juntos.
Kevin aceitou a casa que Magnus lhe ofereceu. Eu preferia pensar que ele seria um homem diferente depois de tudo que houve. Mas só o tempo diria se meu irmão havia realmente aprendido com os erros do passado.
Minha mãe ficou com Leon na velha casa na Zona E. Incrivelmente ela era feliz e passou a sorrir sempre, deixando a velha e amarga Laura Lee de lado. O remédio da minha mãe era a morte de meu pai. Isso me entristecia, mas ao mesmo tempo eu sabia de alguma forma tudo que ela sentia dentro de si sobre a traição cruel que havia acontecido. E ainda assim ela ficou com meu pai até o fim. Laura Lee era uma guerreira e agora vivia de verdade... Para ela.
Sofia ficou conosco no castelo, cuidando de tudo. Ela foi das poucas empregadas que mantivemos conosco, devido às questões financeiras. Não quer estávamos pobres, mas também não podíamos esbanjar. A tia dela seguiu como cozinheira no castelo de Noriah. Eu não poderia m****r embora a pessoa que fazia as mais perfeitas comidas vegetarianas e um sorvete de morango caseiro perfeito.
Diana certamente concorreria na nova República de Noriah. Ela era a única mulher a querer ser presidente. Embora ela fosse oponente de Dereck e Dom, no fim todos estavam do mesmo lado: o povo de Noriah.
Nunca mais eu vi Léo. Mas soube que ele casou. Certamente escolheu uma mulher que quisesse ficar em casa, ter muitos filhos e abrir mão dela mesma. Eu nunca fui esta mulher e ele sabia disto. Eu poderia apostar que eles só faziam amor de noite, na posição tradicional “papai e mamãe”.
Magnus, meu eterno amor, desde que nasceu recebeu o peso da coroa e passou a vida se preparando para ser rei. Mas ninguém nunca lhe perguntou o que ele realmente queria da vida. Black só queria ser feliz e levar uma vida normal, como nunca teve. O príncipe que foi rei por alguns minutos entraria para os livros da história de Noriah, como o homem que acabou com a monarquia. Magnus começava uma vida nova a partir do momento que abriu mão da coroa.
Era meu primeiro dia de aula e eu estava ansiosa. Embora eu não fosse mais uma princesa, eu e Magnus ainda tínhamos uma enorme influência em Noriah e não havia quem não quisesse conversar conosco ou saber sobre o homem e a mulher que haviam acabado com a monarquia. Kim já havia se formado, bem como Diana. Então eu estava sozinha, mas de volta. Eu queria muito concluir meu curso. Eu não conhecia nenhum de meus colegas, mas todos me conheciam. Havia quem ainda se curvava ou me chamava de Alteza. Eu ficava um pouco sem jeito. Um grupo de aproximou de mim e disse:
- Katrina, é verdade que Dereck vai concorrer à Presidência?
- Sim... É verdade. – eu confirmei. – Dom será vice dele. E espero que votem nele. – eu pisquei.
- Claro que sim... Eu amo Dereck. – falou uma das garotas.
- Ei, ele é comprometido. – falou outra.
Eu fiz sinal afirmativo com a cabeça:
- E ele é muito feliz no amor.
- Dom é perfeito. – disse uma mais nova.
- Também é comprometido. – eu falei. – Com minha irmã.
- Sua família não deixou ninguém disponível? – brincou a garota que puxou a conversa.
Eu ri:
- Mais ou menos isso. Mas eu garanto que ainda há muitos príncipes por aí... Mesmo não usando coroa. Só encontrar o seu.
- De repente temos sorte, como você. Mas votaremos em Deck sim. – ela garantiu. – Acho que eles vão ganhar a eleição.
- Também acho. – admiti.
Logo o professor entrou na sala e se apresentou, iniciando sua aula. Eu prestava atenção e fazia minhas anotações, feliz por estar ali. Quando deu o horário do intervalo, eu estava saindo da sala quando uma mulher me chamou:
- Senhora Chevalier, o reitor quer vê-la na sala dele.
- Agora? – perguntei.
- Sim.
Eu assenti com a cabeça e fui. Claro que ele queria me ver. Eu era uma pessoa importante agora e ele tentaria tirar algum proveito disso. Talvez até fingisse que nada aconteceu na nossa última conversa.
Quando cheguei na sala a secretária disse:
- Pode entrar, ele está esperando por você.
Eu abri a porta e vi a cadeira virada.
- Boa tarde. – cumprimentei.
A cadeira virou e quem estava sentada nela era Magnus Chevalier. Encarei-o e perguntei surpresa:
- O que... Você está fazendo aqui?
- Meu novo emprego.
- Você tem um emprego? É o reitor da minha universidade? – eu perguntei rindo.
- Parece que há uma vaga para assistente.
- Seu bobo... Daí vai ficar flertando comigo e não me deixar estudar. Quero distância deste reitor.
- Sério? Achei que fosse gostar, já que não tem mais um príncipe.
- Pensando bem... Este reitor é bem bonito e charmoso. Mas preciso ver se vale a pena trocar meu príncipe por ele. Tem também Black, que pode não ficar nada feliz com isso. Um terceiro homem neste relacionamento poderia ser um problema.
Eu tranquei a porta e sentei no colo dele, dando-lhe um beijo:
- Adorei a surpresa.
- Adoro você. Vamos ficar juntos e ainda vou ganhar para isso.
- Por que não me disse nada?
- Fui convidado há um tempo... Quis fazer a surpresa. Foi uma feliz coincidência. E estou feliz que você tenha voltado para cá.
- Mas acho que terá bastante trabalho por aqui. Embora esta aluna lhe dará mais trabalho que tudo, quando vir visitar sua sala.
Ele me beijou, apertando minha bunda com força, como eu gostava.
- Acho que vou ficar de quatro por este reitor.
- Então pode começar agora. – ele disse me beijando carinhosamente.
E assim encerra minha história. Eu era simplesmente Katrina Lee, uma pobre garota falida da Zona E, com um pai jogador que havia perdido a própria casa. A vida e um empurrãozinho de algumas pessoas fizeram com que eu fosse dama de companhia da rainha Anne Marie Chevalier, justo eu, uma rebelde anti monarquista nata. O destino fez com que eu me apaixonasse pelo príncipe mais lindo e perfeito de todo o mundo. Então eu virei princesa por uns meses, rainha por uns minutos e esposa de Magnus Chevalier para sempre.
Sobre a morte da rainha... Eu sempre disse que eu não tinha consciência!
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







