FAZER LOGINAs rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.
Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.
Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. Os seguranças foram dispensados de nos acompanhar naquela noite, ficando responsáveis somente pela minha mãe e meu irmão. Colocamos nossas máscaras e entramos de mãos dadas no bar.
- Andar de baixo. – disse o dono do bar quando nos viu.
Haviam algumas poucas pessoas ali e não usavam máscaras. Parecia-me um lugar normal, com um espaço reservado para o encontro. Descemos as escadas estreitas e escuras. Eu apertei a mão de Magnus. Estava ansiosa. Logo que chegamos ao fim do lance de degraus, encontramos muita gente... Mais do que esperávamos. Analisei tudo ao meu redor quando fui abraçada por trás. Olhei confusa e encontrei Kim.
- Estávamos esperando por vocês, Altezas. – ele disse sorrindo.
- Kim, fale baixo. – eu pedi.
Logo Dereck chegou e então nos sentimos mais tranquilos. Mas ainda faltava ele... Procurei com os olhos e o vi, lindo como sempre, envolvendo todos com sua conversa séria e inteligente. Nossos olhares se cruzaram e eu sorri para Dom. Mas ele não veio até nós.
- Estou ansiosa. – eu disse. – Espero que hoje saiamos daqui com um plano traçado.
- Será assim... – disse Dereck.
Nos foi oferecido vinho e espumante, mas eu recusei, assim como Magnus.
- Onde está Katee? – perguntou Kim ironicamente.
- Acho que Katee cresceu. – eu falei. – Só não sei se isso é bom ou ruim.
- Crescimento sempre é bom, Baby. – disse Kim.
Magnus e Dereck começaram a conversar e eu fui para um canto com Kim.
- Kim, como você e Dereck estão?
- Acho que se melhorar estraga. Ele disse que vamos oficializar para a imprensa assim que a rainha cair.
Eu suspirei e disse:
- Como um dia pude pensar que Dereck não faria isso?
- E você pensou?
- Sim, embora ele nunca tenha me dito. Ele só se sentiu confuso no início. Depois ele sempre foi forte e corajoso... Admirei a forma como ele contou para a mãe.
- Nunca em toda minha vida conheci alguém como ele. – disse Kim.
- Nem eu. Dereck também seria um bom rei.
- Sim. Na verdade Dereck é bom em qualquer coisa que decidir fazer.
Fui surpreendida com um beijo no rosto e olhei para ver quem era... Dom.
- Que bom vê-lo... – confessei.
- Melhor ainda ver você, minha bela Katee.
- Qual o plano, líder? – perguntei. – Quando vamos invadir o castelo?
- Está pronta para isso?
- Sim... Já esperei muito tempo e você sabe disso.
Magnus abraçou-se por trás e King uniu-se a nós também.
- Quando será exatamente? – perguntou King.
- Na próxima semana. Não dá para esperar mais. Algum dia que possamos pegá-los de surpresa? – questionou Dom.
- Qualquer dia serão surpreendidos, acredite. Minha mãe não espera um ataque ao castelo. – disse Magnus.
- Temos a maior parte dos guardas do nosso lado. – garantiu Dereck.
- Há armas suficientes? – perguntou Magnus.
- Sim.
- Eu... Não gostaria de sair atirando em todo mundo... Não gostaria que fosse de forma violenta. – falou Magnus.
- É um ataque ao castelo, Alteza. – disse Dom. – Como quer que isso aconteça de forma pacífica?
- Domênico, pode me chamar de Magnus, por favor. E... Eu sei... Ainda assim, não queria ter que atirar nos guardas do castelo.
- Entendo meu irmão... – falou Dereck. – Mas não há o que fazer, Black... Não é um movimento pacífico.
Eu entendia Magnus. Ele não queria atirar as pessoas que por tantas vezes o defenderam e zelaram pela sua vida. Sabia que não seria fácil para ele. Ele sempre pregou a paz. E agora precisava lutar para isso.
Logo Dom tomou a liderança da reunião e passou a explicar o plano detalhadamente. Todos estavam felizes com a decisão da invasão. E nosso grupo não era o mais preparado. Havia outros mais armados e preparados que iriam na frente. Os guardas do lado de Dereck surpreenderiam os que estavam do lado da rainha, tentando evitar que houvesse um banho de sangue.
Não demorou muito para que o grupo de dissipasse. E desta vez não foi por invasão. Todos estavam ansiosos para voltarem para suas casas e esperar pelo momento de destronar a rainha.
Eu, Magnus, Dom, Kim e Dereck fomos os últimos a sair. A noite da Zona B era agitada e alegre. As pessoas andavam pela rua à noite sem muito medo.
- Tudo bem diferente por aqui. – observei.
- É a Zona B, querida. Quase o castelo de Noriah. – disse Kim.
- Não deveria ser assim. – falou Magnus.
- Muita coisa não deveria se como é. Mas espero que mude quando a coroa passar a você, Magnus. – disse Dom.
Falávamos na calçada, em frente ao bar onde foi o encontro.
- Quando foi exatamente que você decidiu que era melhor eu assumir do que acabar com a monarquia? – perguntou Magnus seriamente para Dom.
- Eu não sei... – disse Dom.
- Ainda assim agradeço a confiança que depositou em mim, líder rebelde. – Magnus falou batendo de leve nas costas dele.
Olhei para os dois conversando e me senti bem. Os dois não eram amigos e não sei se algum dia seriam, mas já conseguiam se falar sem ficarem se ofendendo gratuitamente. Magnus era bem mais alto que Dom, que precisava olhar para cima para encará-lo.
- Vocês estão de carro? – perguntou Dom. – Querem carona?
- Nós estamos perto do hotel. – disse Dereck.
- Nós... – Magnus começou a responder.
- Iremos chamar o carro. – eu completei.
Magnus me olhou confuso. Dom foi para o carro e nós quatro ficamos ali.
- Nós estamos hospedados há poucos minutos daqui. – disse Dereck. – Querem nos acompanhar até o hotel? – convidou ele.
- Como está com relação à imprensa lá? – perguntei.
- Mais tranquilo do que eu esperava. Fiquei com medo de ir para a Zona A por minha mãe ter muitos aliados lá. Sinto-me mais seguro aqui.
- Nós... Vamos ficar mais um pouco. – eu disse.
- Pelo visto Kat tem planos para esta noite, Alteza. – falou Kim divertidamente.
- E quem não tem, não é mesmo? – ironizou Magnus.
Eles se despediram e foram andando pela calçada, lado a lado, conversando animadamente. Fiquei observando-os sentindo meu coração aquecido por tanto amor.
- Quais seus planos, princesa de Noriah? – perguntou Magnus.
- Voltarmos ao bar, Alteza. – falei sorrindo enigmaticamente. – Um encontro quase normal, fora do castelo, como nunca tivemos.
Quando chegamos na porta, ele perguntou:
- Com ou sem máscara, minha esposa?
- Com máscara, senhor Black. Caso contrário, seremos reconhecidos e nosso encontro já era.
Entremos novamente no bar. Pensei que poderiam ficar nos encarando pelas máscaras, mas não. Só havia mais um casal ali. O atendente veio fazer o pedido. Já havia visto os mascarados entrando e saindo então deu de ombros.
- Queremos um espumante. – eu disse. – Dos melhores.
Ele saiu e Magnus me olhou confuso:
- O que estamos comemorando?
- A nossa vida... E o fim do reinado da rainha Anne de Noriah.
Logo o garçom trouxe nosso pedido. Magnus abriu o espumante e encheu nossas taças. Brindamos e bebemos. Eu não lembro a última vez que havia tomado uma taça de espumante de uma forma tão tranquila.
- Como é bom ser normal. – disse ele. – Eu poderia ser Black para sempre.
Eu ri:
- Exatamente isso que pensei. Estar com você nunca foi muito normal... Nunca saímos fora do castelo, nem tivemos nenhum tipo de experiência sem ser trancados lá dentro ou com inúmeras pessoas ao nosso redor. Parece que estamos nos conhecendo de novo... Num lugar absolutamente comum.
Ele pegou na minha mão e disse:
- E eu me apaixono cada vez mais por você... Seja como Katrina, seja como Katee.
- Por que não me chama de Kat, como todo mundo?
- Porque para mim você não é como para todo mundo... Você é minha Katrina.
- Lembro da primeira vez que o vi... Vestindo esta roupa. E como me chamou a atenção o seu olhar. E a forma como se manifestou para que eu fosse ouvida.
Ele riu:
- E quem diria que em você seria dama de companhia no castelo... E depois seria promovida a um cargo que nem existia... Só para eu ter você perto de mim.
- Magnus, acha que um dia poderemos ficar tranquilos, sem preocupações e viver nosso amor sem medo?
- Acho que sim... No dia que eu passar a coroa para nosso filho ou filha, quando este completar 30 anos.
- Estou falando sério.
- Eu também.
Entendi o que ele queria dizer. Nossa vida seria sempre a do castelo. Rodeados de compromissos, responsabilidades e nada de privacidade. Magnus havia nascido para aquilo. E por mais que eu não gostasse algumas vezes, sabia do quanto ele era importante para mudar Noriah.
Bebemos o restante da garrafa, conversando sobre assuntos que nunca conversamos antes: nossas infâncias, parentes distantes... Enquanto Magnus foi pagar eu fui ao toalete. Retoquei meu batom, não retirando minha máscara para não ser reconhecida como a princesa de Noriah naquele lugar bem como na rua. Saí pela porta e senti alguém me puxar para dentro da sala onde havia sido e encontro anteriormente.
A luz estava fraca, mas senti o cheiro de Black junto de mim, me apertando com força contra a parede fria, no topo da escada. Ele tirou minha jaqueta e começou a me beijar como se fosse nosso último beijo. Retirei sua capa e abri sua camisa com agilidade, deixando a boca dele e beijando cada parte de seu peito, fazendo minhas conhecidas marcas em seu corpo claro.
- Não esqueci que você queria fazer amor com Black... – ele disse beijando meu pescoço vagarosamente, esfregando a ponta da língua quente próximo da minha orelha. – Será num lugar... Onde Black e Katee se encontram.
- Eu quero fazer amor com você em qualquer lugar... Eu só quero você dentro de mim, Black...
Ele tirou minha blusa e passou as mãos com necessidade pelo meu corpo, apertando meus seios e em seguida beijando-os delicadamente, passando a língua pelos mamilos enrijecidos. Enquanto isso eu abri a calça dele, sentindo Black louco de desejo por mim, pulsando amor e luxúria. Ele me virou de costas e me penetrou com força, segurando meus seios. Senti meu rosto queimando batendo na parede gelada. Eu estava sedenta por ter Magnus. Ele puxou meus cabelos e eu estava enlouquecida sentindo sua rigidez morna dentro de mim. Black friccionou os dedos no meu clitóris enquanto me penetrava com força, fazendo eu não suportar muito mais tempo aquele prazer louco e chegando ao orgasmo muito antes do que eu esperava. Logo senti ele também estremecer de prazer, gozando dentro de mim. Virei e abracei-me a ele, sentindo nossos corações baterem forte, mas num mesmo ritmo. Como eu precisava do coração dele batendo com o meu e nossos corpos unidos num só. Aquilo não era só desejo e paixão... Era amor. E quando eu não quisesse fazer amor com Magnus, eu poderia ter Black. Nós poderíamos tentar ter uma vida normal... Mas nunca conseguiríamos. Nós não éramos normais.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







