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Garoto Apaixonado

Penulis: Agnela
last update Tanggal publikasi: 2025-09-12 14:54:53

— Comigo será diferente. Com ele foi —falou olhando para o amigo deitado na cama— Ele amou tanto a Sarah, que salvou ela sem se importar com sua própria vida.

— Ele não puxou isso de mim. Como pode fazer uma estupidez dessa?

— Por amor senhor Ford . Eu também faria.

No dia seguinte, Gustavo ficou esperando por Yelissa no mesmo lugar de sempre, mas ela simplesmente não apareceu.

Dias se passaram e nenhuma novidade dela. E não sabia como entrar em contato com ela, nem conhecia onde ela vivia.

— Estás muito ansioso, não? —perguntou Clara. Que acabava de dar os últimos retoques na mesa do elegante restaurante— Essa sua fantasia está indo longe demais, não acha? Ela é uma criança. Deu para virar pedófilo agora?

— Eu não fiz nada com ela.

— Por enquanto. Mas tenho certeza que não é porque quis. Virgens são sempre mais cautelosas — medrosas.

—Eu pedi ela em namoro…— disse direto.

— Você ficou louco? Isso é crime.

— É! Eu sei. E ela não aceitou. Fica tranquila— tomou um gole na sua bebida que estava na mão. Girava a taça de vinho de forma quase desleixada— Ela não é tão ingênua como parece.

— Pelo menos isso ne. E mesmo assim seus pais. Nunca aceitariam uma empregada ao teu lado. Tens um patrimônio a zelar, uma empregada faria o quê do seu lado? Faxina na empresa?

— Sempre foste assim? Tão…— ele fez uma pausa longa procurando a palavra certa— presunçosa.

Ela riu-se.

— Ninguém melhor do que eu para ti meu amor. Nossas famílias já decidiram— disse perto do ouvido dele.

— Fica longe de mim… sua doida.

O momento do jantar começou. Gustavo não parava de olhar para porta e para o relógio.

Era bem notório quando alguém passasse, a parte frontal do restaurante era todo vidrado.

— Ela não vem. Aposto que nem deve ter nada para vestir— disse Amber.

— Ela disse que viria.

— Disse mesmo?

“Ela não disse! Mas eu espero mesmo que ela venha. Eu preciso ver ela.”

Yelissa estava parada olhando para o vestido que fizera para usar naquela noite. Ele estava no cabide, pendurado na parede. E ela abraçando os joelhos, sentada no chão.

Noah que brincava com a bebê, olhou para ela, sentiu que algo a incomodava. Mesmo que não dissesse.

— Ele não vai entrar no seu corpo como que por magia— disse ele.

— Eu sei.

— É o seu novo amigo?

— É!

— E está esperando o quê?

Ela suspirou.

— É complicado.

— Adultos costumam complicar as coisas. Se gosta dele, fica com ele. Tem coisa mais simples que isso?

Yelissa olhou para o menino. Sorriu da sua sinceridade.

— Não é simples assim! — olhou outra vez para o vestido— Não se luta contra a maré. Nunca se vence depois disso.

No restaurante. Durante as conversas entre amigos e sorrisos. O som de sapatos no piso ecoa.

Apesar das gargalhadas e música suave, Gustavo olha para cima e vê a Yelissa entrando. Num vestido simples e florido. Cabelo preso em uma presilha e duas madeixas soltas a frente. Não era um grande preparo, mas ela estava linda.

— Boa noite a todos — disse baixo, quando parou diante da mesa e todos ficaram olhando para ela.

Amber revirou os olhos, e Clara tomou sua taça de vinho, recostando-se na cadeira.

— Você veio— disse Gustavo, sorriu genuinamente para ela.

— Eu quis desejar um feliz aniversário pra você— disse entregando uma caixinha para ele.

Mas Amber, recebeu antes dele.

— Isso é para mim! O que acha que está fazendo? — perguntou irritado com a prima.

— Quero ver o que é isso! — tentava se desviar as tentativas de receber de Gustavo.

— Não! — pegou a pequena caixa das mãos dela finalmente— É falta de educação abrir um presente que não te pertence.

Ela bufou.

— Sai daqui— disse para prima.

— Como?

— Ela é minha convidada especial. Precisa se sentar ao meu lado.

Amber revirou os olhos e saiu do lugar, se sentou ao lado de Clara, que estava bem a frente de Gustavo. Um dos seus amigos que não tirava os olhos de Yelissa perguntou.

— Quem é ela Gustavo?

Após ela se sentar, Gustavo tirou o colar do seu bolso. Olhou para ela.

— Eu fiz isso para você…— poderia fazer as honras?

Ela assentiu. Levantou o cabelo e virou-se de costas para ele. Colocou o colar nela. O brilho dos seus olhos verdes combinavam bem com aquela pedra de diamante minimalista.

— Nossa! Já ganha presentes personalizados… foi rápida a dar o golpe.

— Amber! — chamou ele— mais um comentário desses, eu te expulso daqui.

Ela bufou.

Clara segurou levemente em suas mãos.

— Abra o presente …— disse uma das amigas dele.

Yelissa sorriu.

Embora também tivesse ganho um presente, aparentemente muito mais caro, não se envergonhava do seu.

— Isso é? — perguntou Amber— Uma pulseira de amizade? — parecia incrédula.

— Ele acabou de dar um colar com diamante personalizado e você dá a ele uma pulseira da amizade e ainda artesanal?

Yelissa não olhou para quem falava, seus olhos continuaram em Gustavo. Afinal o presente era para ele, mas diferente de todos eles. Gustavo mostrava satisfação pelo presente.

— Foi o melhor presente que eu já recebi em toda minha vida— disse , olhando para ela.

A mesa toda ficou em silêncio, olhando uns para os outros.

— Ainda bem que gostou! Fiz como uma promessa.

— Qual?

— Que daqui há dois anos! Eu aceito o seu pedido.

Clara desatou a rir-se. Não era de graça. Mas de irritação.

— Acabei de oferecer-te uma viagem para Havaí, e você diz que esse foi o melhor presente que já recebeu? Só pode estar de brincadeira comigo— gritou— Você sabe o que está a fazer?

Amber tentou segurar nas mãos dela, mas Clara a afastou.

— Isso é crime! Você poderia ser preso por isso sabia? Ela é uma empregada. Como pensa em apresentá-la para os teus pais? O que acha que está fazendo?

— Chega Clara. Você já passou dos limites.

— Foi você quem passou dos limites— gritou— Aposto que ele nem teve a decência de te dizer pois não?

Yelissa olhava para ela. Com os olhos marejados. No fundo ela sempre soube que isso iria acontecer.

— Ele, já tem noiva. E os pais dele que são podres de ricos, nunca aceitariam alguém como você. Nem que nascesse de novo.

O silêncio foi constrangedor. Não por Yelissa, mas pela atitude de Clara.

Yelissa abaixou a cabeça e começou a comer. Sua barriga estava roncando e não tinha comido nada desde manhã. Teve que deixar para os mais novos.

— E ela ainda consegue comer? — perguntou Amber num murmurinho.

— Estou com fome, tive que limpar a casa inteira hoje, e aquela confusão que chamas de quarto— disse enquanto cortava o bife.

— Com quem pensas que estás a falar? Perdeu o medo?

— Sempre respeito todo mundo. Eu sei que sou faxineira, e não me importo nada de continuar trabalhando para conseguir terminar meus estudos. Por favor, vamos respeitar o momento do senhor Foster. Depois disso, podem continuar fazendo bullying comigo a vontade— olhou para Clara e para Amber que olhavam para ela com incredulidade— tenham um ótimo apetite.

Gustavo olhou surpreso para ela. Mas não disse nada.

Clara olhou para taça de vinho, e jogou nela antes de sair batendo os pés no chão.

O vestido de Yelissa, tanto quanto seu rosto estavam encharcados. Algumas lágrimas escorreram do seu rosto, mas ninguém percebeu.

— Sinto muito— disse ele, se sentindo envergonhado.

Ao voltar para casa, Yelissa estava com o paletó de Gustavo, e nele o seu cheiro.

— Queria que essa noite fosse memorável. Não fazia ideia que aconteceria isso. Peço desculpa.

— Eu já sabia o que aconteceria, não sou tão ingênuo quanto pensa— disse.

Sorriu e abriu a porta do carro.

— Quando vou poder conhecer a sua casa?

— Minha tia me mata se vir um carro desse parado na porta. Outra altura.

Ele tirou uma sacola da parte de trás do carro.

— Isso é para você, já tem o meu número nele, se quiser conversar, a qualquer momento, estou aqui.

Ela recebeu o celular novo e sorriu antes de ir.

Durante dias, ambos conversavam sempre. Raissa já estava espertinha.

— Um jantar… você e eu.

— Onde e quando?

— Minha casa! Tenho um apartamento não muito longe de onde você mora. Vais adorar a vista.

— Está bem— ela sorriu.

Noah olhava para ela sorrindo, e se sentia bem por ela estar cuidando dela mesma.

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