LOGINNo provador: Poliana saía com vestidos de seda e terninhos de corte impecável. Ela se olhava no espelho e, pela primeira vez, não via a órfã assustada. Ela via a mulher da sua capa: poderosa, elegante e inalcançável.
Carolina: "Poliana, para tudo! Se o William te vir nesse vestido azul-marinho, ele não vai querer que você salve a empresa dele, vai querer que você salve o coração dele. Olha esse decote! É elegância com um toque de 'sou perigosa'." "Carolina, eu me sinto... outra pessoa. Mas e se eu esquecer quem eu sou de verdade debaixo dessas sedas?" "Amiga, a roupa é só a moldura. O quadro é você. E esse quadro aqui... a Isadora não tem dinheiro no mundo que compre." Terminando as compras foram para casa Poliana falou o como tinha sido o dia de trabalho. No dia seguinte Isadora estava no café da diretoria, retocando o batom e rindo de um comentário maldoso de Rodrigo, quando as portas do elevador se abriram. O som seco e rítmico de saltos altos no mármore fez todos no andar pararem. Poliana entrou. Ela usava um conjunto de alfaiataria azul-petróleo que realçava perfeitamente o tom de sua pele. Seu cabelo soltos feito cascata estava estilizado com uma elegância natural, e o queixo estava erguido, não por soberba, mas por dignidade. Ela não parecia mais a "garota da rodoviária"; ela parecia a mulher que mandaria naquele prédio em breve. O batom de Isadora parou no meio do caminho. Seus olhos se arregalaram e ela sentiu uma pontada de ódio tão física que suas mãos tremeram. As pessoas a sua volta começaram a elogiar Poliana. — Isadora: — (Sussurrando para Rodrigo, com a voz carregada de veneno) — "O que é isso? O Will deu o cartão da empresa para aquela... pedinte? Ela acha que pode comprar classe em um shopping?" A raiva era transparente em Isadora. Poliana caminhou em direção à sala de William, mas Isadora se atravessou no caminho, bloqueando a passagem. Ela tentou manter o sorriso cínico, mas seus olhos estavam injetados. — Isadora: "Olha só... o lobo em pele de cordeiro agora usa seda. Ficou muito bonitinha a fantasia, Poliana. Mas cuidado: você pode trocar o pano, mas o cheiro de pobreza ainda está impregnado em você. William só está te usando como um experimento social. Logo ele cansa do brinquedo novo." Poliana nem sequer diminuiu o passo. Ela parou a centímetros de Isadora, olhando-a diretamente nos olhos, sem o medo de antes. Carolina tinha razão: a moldura era nova, mas a força era a mesma. — Poliana: "Engraçado, Isa... você fala tanto de 'classe', mas parece tão incomodada com um pouco de tecido. Será que é medo de que o William perceba que a única coisa que você tem a oferecer é o que está por fora, enquanto eu tenho o que ele realmente precisa aqui dentro?" — Ela apontou para a própria cabeça com um sorriso calmo. — "Com licença. Eu tenho uma empresa para salvar. Você... tem algum menu de jantar para conferir, não é?" Isadora ficou estática, o rosto transformado em uma máscara de fúria foi quando William apareceu. William, que estava saindo de uma sala de reunião, para ir a sua sala. Ele estava distraído mexendo no celular foi quando ouviu a vozes alterada de Isadora porem seu olhar foi desviado para Poliana ele a olhou de cima a baixo. O choque no rosto dele é evidente. Ele não esperava que a "garota das roupas molhadas sem graça" se tornasse a rainha que estava diante dele. Isadora ficou furiosa, pois William nem disfarçou seu choque, com um pigarro ele voltou a si "vamos entrar Poliana temos muita coisa a resolver." O clima na sala de William estava leve após a entrada triunfal de Poliana com suas roupas novas. Ele a observava com um brilho de orgulho, quase esquecendo que era o seu chefe. Poliana esta distraído até alguém b**e na porta da presidência era um sócio de William Samuel ao olhar para Poliana ficou encantado, mas antes falar algo William o cortou e ele saiu.Como Poliana cresceu sem base familiar, o fato de ela estar agora criando o que nunca teve é o que dá sentido a todo o sofrimento do passado. Apesar de todo o poder e da tecnologia da Nexus-Fênix, a maior felicidade deles agora reside na simplicidade de um domingo de manhã. É o retrato do "império de afeto" que eles construíram. O Brilho do Domingo O sol de domingo entrava generoso pelas imensas janelas de vidro da sala, mas não iluminava mais apenas o design minimalista e caro. No centro do tapete macio, uma pequena fortaleza de almofadas e alguns brinquedos de madeira coloridos quebravam a estética impecável da cobertura. William estava deitado de bruços, sem o terno ou o relógio de luxo. Vestia apenas uma camiseta de algodão simples, com o rosto a poucos centímetros de Christopher, que agora, com alguns meses, tentava desesperadamente alcançar o nariz do pai com suas mãozinhas gordinhas. — "Você é persistente, não é?" — William riu, uma risada baixa e relaxada que Poliana só
A conclusão da jornada de Poliana e William atinge o seu ápice com a criação da família que ambos sempre sonharam. Dois anos após o casamento, o "ouro" da vida deles se multiplica. O Herdeiro do Amor A cobertura da Nexus-Fênix continuava tecnológica, mas agora havia algo diferente no ar: porta-retratos com fotos de viagens, risadas e uma energia muito mais leve. Poliana e William não eram apenas sócios nos negócios, eram parceiros de alma que transformaram o mercado digital com ética e paixão. O Presente Inesperado Era uma manhã comum de terça-feira quando William encontrou Poliana na varanda, olhando para o horizonte com um sorriso enigmático e uma pequena caixa nas mãos. — "Poli? A reunião com os investidores começa em dez minutos, você está bem?" — William perguntou, aproximando-se e abraçando-a por trás. Poliana se virou, os olhos brilhando com uma umidade que William r
Poliana encostou o rosto no peito dele, sentindo a vibração da voz de William. — "Eu cantava para espantar o medo. Naquele dia, eu não sabia o que o futuro nos reservava, mas a música parecia dizer que tudo ficaria bem." "coincidência" mostra que as almas deles já estavam conectadas muito antes de o contrato ou o amor serem oficializados. — "Ouro e cinzas," — ele murmurou perto do ouvido dela, seguindo o compasso do saxofone. — "A música é o ouro, o silêncio daquela solidão de antes eram as cinzas. Obrigado por colocar uma trilha sonora na minha vida, Poli." Ela levantou o rosto, sorrindo, e começou a sussurrar a letra da música bem baixinho enquanto girava nos braços dele. Naquele jardim, sob o céu de outono, o Jazz selava a união de dois mundos que, por um acaso do destino e uma melodia compartilhada, tornaram-se um só. — "Você lembra da primeira vez que nos vimos na empresa?"
Um ano após o escândalo que derrubou Isadora e Rodrigo, o cenário não poderia ser mais diferente. O casamento de Poliana e William não foi um evento para a elite curiosa, mas uma celebração da família de alma que eles construíram. O sol de outono dourava os jardins da nova sede da Nexus-Fênix. Não havia telões, câmeras de fofoca ou seguranças armados para conter escândalos. O ar estava preenchido apenas pelo som de uma orquestra suave e pelo riso sincero dos convidados. William esperava no altar, mas não era o homem frio de um ano atrás. Ele vestia um terno azul-marinho e sorria abertamente enquanto conversava com seu padrinho, Gabriel. — "Ansioso?" — Gabriel perguntou, ajustando a gravata de William. — "Pela primeira vez na vida, estou exatamente onde deveria estar," — William respondeu, olhando para Carolina, que, como madrinha, gesticulava animadamente enquanto organizava as daminhas. A Entrada de Poliana
O pedido de casamento de William a Poliana é o ápice da redenção. Em um gesto carregado de simbolismo, o pedido acontece no contexto da nova vida que eles construíram juntos, longe da toxicidade da antiga Nexus. Após a tormenta causada pelo falso roubo do anel e pela farsa da gravidez de Isadora, William escolhe um momento de paz para selar seu compromisso. Diferente da ostentação que cercava seu antigo relacionamento, William opta por um momento íntimo, geralmente associado ao novo apartamento ou a um local que represente o recomeço deles. William não utiliza o anel de safira da família que causou tanta dor. Ele presenteia Poliana com um novo anel de diamante bruto, simbolizando algo puro, único e sólido que eles construíram do zero. Ele reconhece que Poliana foi a única pessoa que lhe disse a verdade quando ele estava cego pelo poder e pelas aparências. O pedido é menos sobre um contrato socia
A conversa entre Poliana e Carolina é o momento de "pé no chão" da história. É onde Poliana deixa de ser a estrategista e volta a ser apenas uma jovem compartilhando as descobertas do coração com sua melhor amiga. Poliana e Carolina estavam sentadas no chão da sala do apartamento novo, cercadas por algumas caixas ainda fechadas. Carolina tinha acabado de chegar com pizza e percebeu na hora que o brilho no olhar de Poliana tinha mudado. — Carolina: — (Estreitando os olhos e sorrindo) — "Poli... tira esse sorriso do rosto e me conta logo. O William esteve aqui, não foi? E pela sua cara, vocês não ficaram só revisando planilhas de desvios bancários." Poliana sentiu as bochechas esquentarem e baixou o olhar para a fatia de pizza, soltando um suspiro longo. — Poliana: "Foi, Carol... aconteceu. E foi... foi diferente de tudo o que eu imaginei. Eu contei para ele, sabe? Sobre nunca ter estado com ninguém." Carolina







