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No Ritmo do Ragatanga

last update publish date: 2026-08-24 06:14:46

​Diego

​Estou distraído fazendo anotações importantes sobre a estrutura do hotel-fazenda, quando subitamente um perfume fortíssimo invade o escritório. Espirro de imediato, coçando o nariz.

​— Mãe! Vê se um dos seus pássaros não derrubou algum perfume aí! A casa tá com um cheiro insuportável e não tô a fim de ter uma crise de rinite!

​Mamãe não responde, mas ouço o toque característico de seus saltos se aproximando.

​Ela surge na soleira da porta, ostentando um sorriso animado até demais.

​Prim
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    ​— O que você vê aqui hoje — Lili começa, apontando para o casarão —, o povo de Soure chama de cabaré. Mas para o Diego e o Bil, isso aqui sempre foi abrigo e amizade. Quando o Diego era um rapaz novo, teimoso, querendo largar tudo, fui eu quem puxou a orelha dele nesta mesma varanda para não abandonar os estudos. Fui eu quem deu conselho quando ele achava que o mundo devia servir a ele.​Enxugo uma lágrima com as costas da mão, escutando cada palavra em silêncio.​— E quando veio a pandemia... E o mundo fechou as portas e o meu pessoal aqui não tinha o que comer, não foram os "santos" da cidade que estenderam a mão. Foram esse garoto e o Bil. Eles bancaram esta casa sem pedir nada em troca. O Diego e o Bil sempre respeitaram cada mulher que pisou aqui dentro. A nossa amizade não é firmada por favores sexuais, e sim por mútuo respeito. Ele só tem olhos para você. Essa é a verdade.​Ao ouvir aquelas palavras, eu me desarmei. Lágrimas continuam caindo, agora de alívio. A tensão no meu c

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