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CAPÍTULO 75 — A LIBERAÇÃO

Author: Gell Pereira
last update publish date: 2026-10-09 01:24:33

Annaluz chegou ofegante ao portão da casa de Marta, sentindo a marca em seu ombro latejar como brasa viva sob a jaqueta. Girou nos calcanhares e cravou os olhos azuis em Henry, que havia estacionado a poucos metros de distância.

— Você vai continuar me seguindo?

Henry não recuou um centímetro. Parou de frente para ela, a postura inabalável de um verdadeiro protetor.

— Vou. Eu não vou sair do seu lado.

Annaluz revirou os olhos, soltando um suspiro longo.

— Você é um chato, sabia?

— Eu sei. Já me
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    — Pronto. Agora que tudo foi resolvido com a Marta, já podemos ir embora em paz — disse Henry, respirando um pouco mais aliviado ao se aproximarem de onde Liam e Oscar esperavam.Annaluz parou de repente, cruzando os braços com firmeza.— Ir embora para onde, Henry?— Para a nossa casa, é claro. Onde mais seria?— Eu não vou para a sua casa. Vou passar na minha antiga casa primeiro — retrucou ela, irredutível.Henry arregalou os olhos, sentindo o sangue gelar-lhe nas veias.— O quê?! Você perdeu o juízo, Annaluz?! Ir para a sua casa agora é extremamente arriscado, a Marta disse que aquilo está cercado! Você sabe perfeitamente disso.— Eu preciso ir buscar o meu material pessoal de parteira, além de um conjunto de ervas medicinais específicas que não existem em lugar nenhum da vila — eu já me informei — argumentou ela, com o olhar teimoso.— Mesmo assim...— Mesmo assim o quê, Henry?! Se quiser ir embora, pode ir sozinho! Se decidir ficar e vir comigo, me faz o favor de não me encher o

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    Annaluz chegou ofegante ao portão da casa de Marta, sentindo a marca em seu ombro latejar como brasa viva sob a jaqueta. Girou nos calcanhares e cravou os olhos azuis em Henry, que havia estacionado a poucos metros de distância.— Você vai continuar me seguindo?Henry não recuou um centímetro. Parou de frente para ela, a postura inabalável de um verdadeiro protetor.— Vou. Eu não vou sair do seu lado.Annaluz revirou os olhos, soltando um suspiro longo.— Você é um chato, sabia?— Eu sei. Já me disseram isso algumas vezes — ele rebateu, sem alterar o tom, a voz grave soando firme na rua deserta. — E, mesmo assim, você não vai a lugar nenhum sem eu estar por perto. Acostume-se.Ela estreitou os olhos, avaliando a teimosia irredutível do lobo à sua frente. Sabia que não ganharia aquela discussão, e o tempo corria contra ela.— Tá. Se vai ser minha sombra, então preste bem atenção e fique calado. Não pergunta nada, não questiona nada e, se possível, nem respira. Entendido?Um sorriso de

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