MasukPonto de vista de AveryO olhar de Gideon estava intenso enquanto ele me puxava para perto.Ao longe, as sirenes de alarme da vila tocavam. Era incomum renegados atacarem tão perto dali. A cada mês, eles ficavam mais ousados. A pressão crescente deles me dava a sensação de que as paredes estavam se fechando ao nosso redor.Gideon continuava olhando para mim enquanto me levava até a porta. Seria a primeira vez que me convidava para acompanhá-lo em direção a um combate. Era porque minha loba estava mais forte? Ou porque ele não queria me perder de vista?Por fim, assenti, e corremos em direção à vila. Um grupo de guerreiros já estava reunido na rua principal, enquanto batedores e outros corriam ao redor do perímetro.— Relatório. — Gideon ordenou ao seu Beta.— Renegados avistados na linha das árvores, senhor. Não sabemos ao certo o que estão fazendo. Ainda não atacaram.— Onde estão concentrados?Tegan nos conduziu por uma passagem entre os prédios que levava aos campos ao redor
— Ele me disse que jamais conseguiria amar você. Pode até fingir, mas ele é um excelente mentiroso. Quando disser o quanto precisa de você, o quanto vocês foram feitos um para o outro, lembre-se de que ele disse essas coisas para mim primeiro.— Você é uma vadia, Dierdra. — Falei, abrindo a porta.— Tenha uma ótima noite! — Ela respondeu enquanto eu fugia para o corredor e apertava as mãos trêmulas uma contra a outra.Aquilo tinha sido uma ideia idiota.— Amanhã, a prisioneira será designada para trabalhar nos campos. — Falei aos dois guardas presentes antes de seguir pelo corredor a passos duros.Eram os mesmos dois guardas que tinham sido designados para me vigiar, e os olhares significativos que trocaram deixaram claro que entenderam perfeitamente a ordem.No dia seguinte, fui procurar meu marido.Eu não sabia exatamente por quê. Talvez os comentários da minha loba sobre agir em vez de fugir finalmente tivessem surtido efeito.Bati depressa na porta do quarto dele e, quando
Ponto de vista de AveryA partir dali, evitar virou o nome do jogo.Não evitar Gideon. Nem Camila.Evitar a mim mesma. Evitar aquele monólogo interno que insistia em dizer que talvez eu estivesse fazendo a escolha errada. Eu não queria considerar essa possibilidade.Não queria pensar que o único plano que eu tinha talvez fosse inútil.Que eu talvez fosse inútil.Os últimos meses da minha vida tinham sido conduzidos pelas decisões de outras pessoas. E, quando eu parava para pensar por que continuava tentando ir embora, a resposta ficava bem diante de mim: talvez fosse o único controle que ainda restava na minha vida.Meus deveres de Luna eram delimitados. Meus deveres de esposa inexistiam, enquanto Gideon e eu continuássemos em pé de guerra.Não que ele estivesse sendo hostil comigo. Era mais como se estivesse em guarda.Eu sentia o desejo dele queimando baixo pelo nosso vínculo e, quando ele dormia à noite, aquilo se intensificava, mantendo-me acordada com ecos de seu desesper
— Preciso terminar de preparar primeiro. — Respondi, doce, sorrindo para ele.Nós dois nos encaramos com cautela.— Como posso servi-la? — Gideon perguntou por fim, num tom um pouquinho afetado demais. — Não esperava vê-la pelas próximas três semanas.No começo, não entendi o que ele queria dizer. Então percebi que se referia à próxima Lua Cheia de Acasalamento e corei.— Não preciso dos seus serviços desse jeito. — Respondi, empertigada. — A qualidade não ficou exatamente à altura dos meus padrões.Um brilho perigoso surgiu nos olhos dele, e Gideon se levantou, vindo na minha direção. Recuei até sentir a mesa contra minhas costas.— O que exatamente não a agradou? — Perguntou em voz baixa. — E, por favor, seja detalhada.Balancei a mão, descartando-o.— Não espero que você entenda. Apenas não combinou com meus gostos.— Mentira. — Ele sorriu de canto. — Os sons que você fez indicavam outra coisa.Não era aquilo que eu tinha vindo discutir. Eu precisava colocar a conversa de
Ponto de vista de AveryEu preciso de um plano de fuga.As palavras ficaram se repetindo na minha cabeça durante todo o caminho de volta para a alcateia Nightwolf. Uma viagem que parecia me levar para trás. Um retrocesso para uma condição que eu já tinha rejeitado.Pelo menos eu tinha conseguido tirar minha mãe dali. Gideon ainda poderia tentar caçá-la, mas, agora que me tinha de volta, eu esperava que a deixasse ir.Quando voltamos à vila, ele me levou do carro até meus aposentos e entrou comigo.— Avery, precisamos conversar. — Disse, parado junto à porta, de braços cruzados.Eu estava sentada na cama. Tão cansada. Nossa fuga e nosso retorno tinham tomado a noite inteira.Eu não queria responder às perguntas dele. Queria deitar a cabeça e dormir. Estava emocionalmente esgotada, de lutar contra Gideon e contra mim mesma.Sempre que estávamos no mesmo cômodo, eu precisava reunir toda a minha força de vontade para me manter longe dele. O vínculo entre nós era uma atração constan
Eu tinha encontrado a casa. Ergui a mão para bater, mas a porta se abriu antes que eu pudesse baixar o punho.A encantadora estava ali, com uma expressão divertida no rosto.— Bem, você não deixa de ser um brutamontes grande e burro, mas acho que não vou obrigá-lo a arrombar a porta. — Ela fechou a cara. — Entre. Ela está na cozinha.Ela me conduziu até a cozinha, onde Avery se levantou da mesa, pálida e de olhos arregalados.— Você... — Ela cambaleou ao me ver e segurou o encosto da cadeira. — Como? Você ainda deveria estar dormindo.— Lamento decepcioná-la. — Rosnei, examinando-a rapidamente em busca de ferimentos. — Pegue sua mãe. Vamos voltar.Avery balançou a cabeça com veemência.— Você chegou tarde demais. Ela já foi. Eu consegui passagem para ela horas atrás, e agora está a caminho de um lugar seguro.— Avery. — Eu queria sacudi-la. — Não existem lugares seguros.— Eu sei disso. — Os olhos dela faiscaram. — Principalmente ao seu lado. E agora eu vou embora.Ela passou
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Um dos renegados zombou sem sequer olhar para quem estava atrás dele. — Caia fora, rapaz. Vá procurar sua própria garota...— Espere. Ele não é... — Outro gaguejou.Todos os renegados voltaram sua atenção para o homem atrás deles. Eu vi uma figura, toda de preto, parada a
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Eu tinha concordado em me entregar ao meu namorado, Ryan, pela primeira vez hoje à noite, no nosso primeiro Dia de Acasalamento.Quando escancarei a porta do seu quarto, vi-o exatamente como imaginei: nu e incrivelmente atraente. Mas havia outra mulher sobre ele. Minha me
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O belo Alfa se aproximou, encarando meu pescoço. Seus olhos eram punhais afiados perfurando minha pele. O próprio ar ao redor dele ondulava com intensidade enquanto ele me prendia no lugar com o olhar.Ah, merda, merda!Meus instintos gritavam para eu fugir desse predado
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O som da chave girando na minha porta pareceu obscenamente alto.Quando Zara entrou, seu rosto ostentava uma expressão altiva e satisfeita. Meu estômago afundou. Isso não seria bom.— Que sorte a sua. Você vai viver um pouco mais. — Informou ela, jogando uma pilha de rou







