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Capítulo 2

Author: Jane Above Story
(PONTO DE VISTA DE AVERY)

Um dos renegados zombou sem sequer olhar para quem estava atrás dele. — Caia fora, rapaz. Vá procurar sua própria garota...

— Espere. Ele não é... — Outro gaguejou.

Todos os renegados voltaram sua atenção para o homem atrás deles. Eu vi uma figura, toda de preto, parada ali. Sua altura e ombros largos emanavam força e poder. Ele parecia ainda mais forte que Ryan que já era um Alfa poderoso, mas eu não conseguia ver seu rosto na escuridão.

— Eu disse: Deixem-a em paz. Não me faça dizer uma terceira vez — O homem alertou novamente.

— Merda, vamos embora! — Os renegados recuaram tropeçando, resmungando palavrões, e fugiram.

Então, houve silêncio. Agora eu estava sozinha com ele. Daqui, eu podia sentir que ele também estava no cio. Senti-me atraída por ele como uma mariposa pela chama. Por um segundo, alertas soaram em minha mente: teria eu trocado um bando de predadores por um ainda mais perigoso?

Ele começou a caminhar em minha direção. A cada passo, o cheiro inebriante tornava-se mais pesado, seduzindo-me enquanto nos aproximávamos.

— Minha — O estranho disse enquanto seus braços deslizavam pela minha cintura, enviando choques de um prazer eletrizante pela minha espinha.

Engoli em seco. Ele era irresistível. Meus dedos arranharam seus antebraços, mas o calor dele enquanto me puxava contra si... Oh, meu Deus. Meu pulso ainda batia forte, mas agora no mesmo ritmo do coração dele. Vi-me agarrada aos seus ombros em vez de empurrá-lo.

Uma de suas mãos deslizou da minha cintura até o meu pescoço. Ele inclinou meu rosto em direção à lua, e sua boca reivindicou a minha em um beijo arrebatador. Que beijo! Arfei e abri os lábios para deixá-lo tomar mais de mim. Faíscas percorriam meus nervos enquanto sua boca e língua dominavam as minhas.

Ninguém jamais havia me beijado assim!

O tempo parecia parar entre arquejos e calor. Seus lábios e mãos espalhavam um rastro de fogo pela minha pele. Eu me contorcia enquanto ele afastava minhas roupas e gemi quando ele deslizou os dedos entre minhas pernas, onde eu já estava molhada e pronta. Já havíamos ultrapassado qualquer coisa que eu já fiz com Ryan.

Percebi que não me importava. Havia apenas esse homem. Só ele importava agora. A lua acima dançava em minha visão enquanto eu me perdia naquela névoa de prazer. Eu não conseguia me saciar dele. Nada jamais pareceu tão bom.

Eu era como luar líquido em seus braços enquanto ele me despia na escuridão. Desabotoei suas roupas, querendo sua pele contra a minha. A boca dele percorria meu corpo como se me adorasse. Os sons que ele fazia enquanto me tocava eram como louvores luxuosos.

— Minha — Ele repetiu em um rosnado, acariciando minha pele e ouvindo meus gritos de prazer enquanto se posicionava atrás de mim.

Suas mãos estavam em todos os lugares, e senti-o pressionando entre minhas pernas. Eu me abri ainda mais para ele; precisava dele desesperadamente. O cio de acasalamento me incendiava. Então ele estava dentro de mim. Tomando-me.

O prazer atingiu um crescendo dentro de mim; em algum lugar, um lobo uivou.

Descansamos um contra o outro após nossa primeira união. Ele era forte e intensamente quente enquanto eu me encostava em seu peito e ele continuava a se mover lentamente dentro de mim, nossos corpos entrelaçados um no outro. Ele pressionou beijos suaves no topo da minha cabeça, e então encontramos nossa paixão novamente, acasalando repetidas vezes.

Quando finalmente nos separamos, foi apenas para que eu pudesse montá-lo desta vez. Ele beijava minha mandíbula enquanto suas mãos agarravam meus quadris e me erguiam para o seu colo. Balancei meus quadris contra ele, sentindo-o profundamente dentro de mim. Suas unhas arranhavam minhas costas enquanto ele soltava sons de aprovação. Eu o cavalgava fervorosamente.

Ele se inclinou para que sua boca tomasse a minha enquanto suas mãos acariciavam cada parte de mim, murmurando elogios doces e quase fervorosos contra minha pele. Senti-me valorizada e linda sob sua admiração. Então ele me virou de costas e mergulhou em mim vigorosamente. Quando sua cabeça desceu ao meu pescoço novamente, houve uma picada súbita de dor, seguida de ainda mais prazer.

Senti que ia explodir com a sensação enquanto ele me possuía. Movemo-nos juntos em um clímax final e chegamos ao clímax juntos, gritando ao mesmo tempo. Eu não sabia quem ele era, mas no auge do cio, não me importava. Ele era perfeito.

Eu era dele. Ele era meu. Nós nos encaixávamos perfeitamente. Isso era tudo o que importava.

Acordei na grama úmida, na escuridão que precede o amanhecer. Meu estranho estava atrás de mim, embalando-me em seus braços fortes. Eu não conseguia ver seu rosto nas sombras, mas tracei os contornos de sua mandíbula com os dedos, gentilmente.

"Quem é você?" Eu me perguntava. Quem quer que ele fosse, era imensamente forte. Eu não podia acreditar que meu primeiro acasalamento tinha sido com um renegado na floresta. Mas era difícil sentir arrependimento de quão bom tinha sido.

— Obrigada por me proteger — Sussurrei contra sua bochecha. — E obrigada por me mostrar o prazer.

Afastei-me dele lentamente e me vesti, sentindo os músculos doloridos e outros lugares sensíveis após o que tínhamos feito. Corei um pouco com a lembrança. Tinha sido adorável, mas agora seria um tesouro secreto que eu guardaria para mim, para sempre.

Enquanto a aurora surgia, deixei-o cuidadosamente sem acordá-lo. Voltei para casa o mais rápido possível. Podia ouvir minha família conversando alto na sala enquanto tentava deslizar silenciosamente pelo corredor até meu quarto.

— O herdeiro do Alfa é uma ótima conquista, Zara — Meu pai dizia com um orgulho que nunca demonstrou por mim.

— Pense no prestígio que isso trará para nossa filha! — Minha madrasta exaltava. Foi ela que me chamou de mentirosa, acusando-me de fingir ter uma loba.

Você pensaria que meu pai, como Gamma (o coordenador militar da nossa alcateia), veria isso como uma afronta à família. Em vez disso, ele me detestava por atrair atenção negativa. Ele me culpava pelo que via como a perda do prestígio da família.

Enquanto todos pareciam distraídos celebrando o acasalamento de Zara com Ryan, fugi para o meu quarto. Graças a Deus, ninguém pareceu notar que estive fora a noite toda. Eu estava toda bagunçada e precisava desesperadamente de um banho.

Quando me despi, arfei ao ver uma marca de mordida no meu pescoço.

Como ele pôde me marcar? Se alguém visse essa marca, eu estaria arruinada. Ser marcada por um renegado estranho de fora da nossa alcateia, sem o consentimento do Alfa, era considerado traição. Eu precisava escondê-la.

Com um estrondo, a porta do banheiro se abriu.

— Não sabia que já tinha chegado em casa, humana. — Zara entrou no cômodo com alegria maldosa. Tentei desesperadamente esconder a marca no pescoço com a mão, mas ela notou o movimento.

— O que você está escondendo? — Zara atravessou o quarto e puxou minha mão com força.

— Uma marca de acasalamento! — Ela riu cruelmente. — Papai! Mamãe! — Zara gritou para a sala lá embaixo.

— Por favor, Zara, não! — Eu implorei.

— A humana patética foi marcada por alguém e ousou esconder de nós!

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