INICIAR SESIÓNGideonMinhas mãos vão para o botão da minha calça e o desabotoo. Abaixo o zíper e desço o tecido junto com a cueca box até a metade das minhas coxas. Depois, a faço ficar de quatro para mim. Minhas mãos se arrastam pelas costas suadas, massageando-as, fazendo-a ficar ainda mais empinada para mim. Logo, inclino o meu corpo sobre o seu e liberto os seus pulsos. Massageio-os. Mas, antes de erguer uma de suas pernas e me enfiar dentro dela, visto uma camisinha.Tão frio. Sem qualquer emoção. Sem delicadeza alguma, a penetro.— Ah! — ela solta um gemido sôfrego e se segura firme nos lençóis.Meus movimentos são tão duros quanto rígidos e precisos. E mesmo assim, ela se entrega aos meus caprichos. Seus sons voltam a preencher o quarto.— Hum! — grunho quando estoco forte e fundo.Seguro firme nos seus cabelos e faço uma sequência quase brutal, entrando e saindo. Até que tudo se acaba. Como sempre, ela desaba sem forças no colchão. Eu me afasto sem dizer uma palavra. Me livro do preservativ
GideonObediente, a garota começa a se livrar do sobretudo negro que escondia um conjunto de lingerie negra, com lacinhos delicados em tons de vermelho. Entretanto, ela não se aproxima de mim. Sabe que não pode fazer isso. Não sem a minha ordem. Então sua mão começa a deslizar devagar, com uma suavidade sexy, pelo sutiã meia-taça. Audaciosa, ela apalpa os próprios seios por cima do tecido rendado, morde o lábio inferior e se livra da peça ainda fazendo charme.O sutiã cai no chão.Sem deixar os meus olhos, ela enfia os polegares no elástico da calcinha. Mexe o quadril de modo provocante. Balançando a bunda de um lado para o outro. E logo a peça começa a arrastar por suas coxas e pernas, até ser descartada como a outra.— Não! — um som rude sai dos meus lábios quando ela dá um passo em direção à cama.E como se tivesse lhe dado um comando, ela simplesmente para. Observo-a puxar o ar profundamente. Seus ombros ficam rígidos. Seus cabelos cacheados e cheios estão espalhados sobre os seus
GideonNo dia em que cheguei ao mundo, recebi também a minha sentença de morte. Trinta e seis. Esse número determina com precisão os meus dias aqui na Terra. A morte não é minha inimiga. Ela é a minha companheira desde sempre. Por isso, não desperdiço meus dias com coisas que não podem sobreviver à minha morte. E o amor é uma delas. Eu jamais traria um herdeiro para uma sentença tão cruel quanto essa.— Senhor Volkov?Alexander Petrov, meu diretor executivo de operações da Volkov Systems, entra na minha sala sem ser anunciado. Pela expressão dele, penso que as notícias não são boas.— Aconteceu alguma coisa?Petrov pressiona os lábios, acomodando-se na cadeira que fica de frente para a minha mesa. Lanço-lhe um olhar analítico. Mas ele não diz nada, e isso me irrita.— Fale! — ordeno.Em resposta, Alexander me estende um tablet. Eu olho para a tela e analiso algumas páginas.— Temos um problema com a rede de Singapura — ele diz.Fecho uma mão em punho.— Quanto tempo até o sistema cair
EvangelineSeu olhar me analisa por alguns segundos.— Ponha essa massa na forma, querida. O forno já está aquecido.Assinto e me afasto imediatamente para ir em busca da forma.Você precisa parar de pensar no passado, Evangeline. Digo para mim mesma. Se concentre no seu trabalho. Você não pode perder esse emprego.Algumas horas depois, o cheiro do pão está por todo o cômodo. Em cima de uma mesa comprida tem várias bandejas preparadas para serem servidas a qualquer momento. Nadezhda adentra a cozinha e a ordem é dada logo em seguida. Seguro a cesta com os pães frescos e levo para a sala de jantar. Diferente da última vez, tem apenas duas pessoas sentadas à mesa. Alguns empregados depositam os pratos e, quando me preparo para sair, percebo um par de sapatos lustrosos e negros parados na entrada do cômodo.Engulo em seco e puxo uma respiração profunda, mas sutil.— Gideon, querido! — a mulher atrás de mim diz animada. — Venha, sente-se do meu lado.Ela pede, mas ele não se mexe.— Olhe
EvangelineAjeito a postura e saio da cozinha. Logo meus passos ecoam pelo corredor silencioso da mansão, levando-me direto para uma sala ampla e bem iluminada, onde portas de vidro transparentes revelam uma linda parte do jardim. Antes mesmo de adentrar, escuto algumas vozes vindas lá de dentro. Empurro a porta com o ombro e entro. A longa mesa sofisticada está ocupada por apenas três pessoas. Encontro o olhar de Nadezhda. Ela faz um discreto sinal com a cabeça, e eu deixo a travessa bem no centro, como foi recomendado.— Empregada nova?Uma voz firme e grossa pergunta, fazendo meu coração disparar dentro do peito.— Sim — uma jovem de cabelos claros responde. — Perdemos uma funcionária recentemente e tivemos que substituí-la.Prendo a respiração quando percebo o olhar dele em cima de mim.— Estrangeira?Meu estômago se contrai.— Sim — a governanta responde por mim. — Ela chegou à Rússia há alguns dias. Estava precisando de um emprego e aqui está.— Algum problema, Gideon? — a mulhe
EvangelineEscuto o som pesado da minha respiração enquanto passo apressada pelas portas de vidro do meu prédio. O inverno rigoroso que se aproxima faz o ar gelado comprimir meus pulmões. É madrugada e meus passos se apressam pelas calçadas vazias, numa tentativa de me levar para bem longe dali.— Venha, entre!A voz firme de Sophie diz, fazendo-me acomodar no banco traseiro de um carro.A pergunta é: como eu cheguei até aqui?Talvez seja difícil explicar sem voltar a um passado que passei tempo demais tentando esquecer. Houve uma época em que eu acreditava que minha vida seguiria um caminho completamente diferente. Eu tinha sonhos, planos e alguém ao meu lado em quem acreditava poder confiar.Então, pouco a pouco, tudo mudou.— Quero que leve isso com você.Sophie segura firme nas minhas mãos e faz meus dedos se fecharem ao redor de um maço de dinheiro. Aturdida, encaro um rolo de notas.— E-eu… não posso aceitar isso, Sophie…Arfo.— Essas são as suas economias de uma vida inteira.







