MasukNa manhã seguinte, Isabella chegou à empresa acompanhada de Papa Jacopo. Os dois haviam combinado de passar ali para conversar com Nonno Enrico, que naquele dia estava cuidando de alguns assuntos relacionados aos negócios da família. Salvatore não estava na empresa. Havia precisado ir até outra companhia para concluir uma negociação que vinha sendo discutida havia algum tempo.A ausência dele tornou a visita de Isabella mais tranquila. Ela sabia que precisava conversar com Nonno sobre o que vinha acontecendo, principalmente porque, desde o primeiro almoço, a aproximação com Salvatore havia avançado de maneira muito mais natural do que imaginara.Jacopo caminhava ao lado da filha enquanto atravessavam o corredor que levava ao escritório de Enrico. Ele conhecia o objetivo daquela conversa e também tinha interesse em saber como as coisas estavam evoluindo. Embora tivesse sido firme ao pedir que Isabella pensasse novamente em sua vida afetiva, não queria obrigá-la a aceitar alguém que não
Alguns dias haviam se passado desde o primeiro almoço de Isabella e Salvatore. O encontro que inicialmente parecera apenas uma maneira de colocar em prática o plano de aproximação da família acabou se transformando em algo mais natural do que Isabella imaginava. Depois daquela primeira refeição, os dois haviam se encontrado outras vezes, algumas por iniciativa dela e outras porque Salvatore simplesmente sugerira que almoçassem juntos novamente.A frequência desses encontros começou a chamar a atenção de Isabella. Não porque houvesse alguma declaração ou mudança evidente entre os dois, mas porque a presença de Salvatore começava a fazer parte de sua rotina de uma maneira diferente. Ela se acostumara a esperar por aqueles momentos e, quando sabia que teria a oportunidade de conversar com ele, sentia uma satisfação que não conseguia explicar completamente.Naquele dia, os dois haviam combinado mais um almoço. Isabella chegou ao restaurante alguns minutos antes de Salvatore. Escolheu uma
Depois do almoço com Isabella, Salvatore retornou à mansão no início da tarde. A refeição havia sido agradável e, apesar de não ter acontecido nada extraordinário, ele havia gostado da companhia da amiga. Durante o caminho de volta, chegou a pensar que fazia algum tempo que não tinha uma conversa tão tranquila, sem que alguém tentasse conduzi-lo para assuntos que preferia evitar.Ao entrar na mansão, encontrou Nonno na sala. Enrico estava sentado em uma das poltronas, lendo algumas páginas de um jornal, mas levantou os olhos azuis assim que percebeu a chegada do neto.Nonno já sabia do almoço. Isabella havia contado a ele que faria o convite, e o velho Rinaldi acompanhara a situação com atenção desde o momento em que soubera que os dois sairiam juntos. Não pretendia pressionar Salvatore quando ele voltasse. Sabia que qualquer insistência poderia fazê-lo se fechar imediatamente. Por isso, limitou-se a esperar.Salvatore tirou o paletó e o deixou sobre uma poltrona próxima antes de se a
Desde cedo, Franz sabia que Isabella havia convidado Salvatore para almoçar. A informação havia chegado até ele antes mesmo de os dois deixarem a empresa. Como era amigo próximo de Salvatore e também fazia parte do círculo de confiança da família, não havia nada de estranho em saber que os dois sairiam juntos. Ainda assim, desde que soubera do almoço, Franz não conseguira evitar que a notícia ocupasse alguns espaços de seus pensamentos.Ele tentou convencer a si mesmo de que não havia motivo para aquilo. Isabella e Salvatore eram amigos. Era perfeitamente normal que saíssem para almoçar. Além disso, Franz conhecia Salvatore o suficiente para saber que ele não faria nada que ultrapassasse os limites de uma amizade se não sentisse vontade de fazê-lo.Mesmo assim, a ideia de Isabella passando algumas horas sozinha com Salvatore havia despertado nele uma sensação que ainda não conseguia definir completamente. Não era exatamente ciúme. Ou, pelo menos, Franz preferia não chamar daquele jeit
O restaurante escolhido por Isabella ficava em uma região tranquila de Berlim e era conhecido por oferecer um ambiente elegante, mas sem a formalidade excessiva de alguns estabelecimentos frequentados pela família Rinaldi. Havia mesas bem distribuídas pelo salão, iluminação suave e música baixa, criando uma atmosfera adequada para uma refeição tranquila.Quando chegaram, foram conduzidos até uma mesa mais reservada. Salvatore tirou o paletó e acomodou-se diante de Isabella, enquanto ela se sentava do outro lado. Por alguns instantes, os dois apenas observaram o movimento discreto do restaurante.Isabella percebeu que estava muito mais tranquila agora. O nervosismo que sentira antes de fazer o convite havia desaparecido. Diante de Salvatore, tudo parecia novamente natural, como sempre fora entre os dois.O garçom entregou os cardápios, e ambos começaram a escolher o que comeriam. Não demorou para que a conversa surgisse espontaneamente. Salvatore escolheu um risoto e Isabella escolheu
Naquela manhã, Isabella chegou à empresa de Salvatore com uma ideia que havia decidido colocar em prática depois de pensar bastante. Desde que sua família começara a insistir para que ela se aproximasse dele, muitas coisas haviam acontecido. Jantares, encontros familiares, a presença constante de Chiara e Franz e, principalmente, os problemas causados por Roxanne haviam deixado os últimos dias muito mais movimentados do que o normal.Mesmo assim, Isabella não queria transformar sua relação com Salvatore em algo artificial. Eles já eram amigos havia bastante tempo, e justamente por isso ela acreditava que qualquer aproximação deveria acontecer de maneira natural. Não queria aparecer diante dele tentando representar uma mulher diferente daquela que sempre havia sido. Se precisava se aproximar, faria isso sendo ela mesma. O convite para o almoço parecia uma maneira simples de fazer isso.Ela atravessou os corredores da empresa pensando em como Salvatore receberia a ideia. Não havia motiv







