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O quarto dele

Author: Batistad
last update publish date: 2026-09-12 06:13:00
POV: Valentina

“Você nunca teve escolha, Valentina.”

Henrique disse aquilo diante do elevador privativo como se estivesse explicando uma verdade óbvia.

Eu havia acabado de sair da reunião com o jurídico quando ele surgiu no corredor, ignorando a ordem que o proibia de entrar no prédio sem autorização.

O terno escuro continuava impecável.

O rosto, calmo.

Era essa a parte mais cruel.

Henrique sempre parecia razoável enquanto destruía alguém.

“Saia daqui.”

“Você ainda fala comigo
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    POV: Valentina“Dessa vez eu não quero nenhuma regra.”Minha própria voz me surpreendeu.Damon estava a poucos centímetros de mim, ainda com os olhos presos aos meus depois do beijo que tinha encerrado tudo o que existira antes entre nós. Não havia contrato sobre a mesa. Não havia cláusula de exclusividade, prazo de seis meses, câmeras esperando do lado de fora ou uma mentira conveniente que pudéssemos usar no dia seguinte.Havia apenas nós dois.E, pela primeira vez, isso me assustava menos do que me fazia querer ficar.“Tem certeza?”, ele perguntou.Eu quase ri.Mesmo depois de tudo, Damon perguntava.Talvez fosse justamente por isso que eu conseguia responder.“Tenho.”“Valentina.”“Não transforme isso em uma reunião.”O canto da boca dele subiu.“Eu estava tentando ser responsável.”“Você pode ser responsável sem parecer meu advogado.”“Difícil. Tenho um excelente advogado.”Revirei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso.“Damon.”Ele ficou sério novamente.“Eu preciso sabe

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    POV: Valentina “Antes de Henrique me trair.” A frase ainda estava entre nós quando percebi o que eu tinha acabado de admitir. Damon não sorriu. Isso foi o que mais me atingiu. Qualquer outro momento teria arrancado dele alguma provocação, uma cantada indecente, uma expressão satisfeita de homem que finalmente conseguiu a confissão que queria. Mas ele apenas ficou me olhando, sério, como se soubesse que aquela verdade era delicada demais para ser transformada em brincadeira. Eu desviei os olhos primeiro. “Não faça essa cara.” “Que cara?” “A de quem acabou de ganhar alguma coisa.” “Não sinto que ganhei.” Olhei para ele outra vez. “Não?” “Você acabou de admitir que sentia alguma coisa enquanto estava com outro homem. Isso não me deixa feliz pelo que você viveu.” Meu peito apertou. Era exatamente esse tipo de resposta que tornava tudo tão difícil. Damon sempre parecia encontrar um jeito de destruir a versão superficial que eu tinha dele. “Eu não sabia o que era.” “Desejo

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