Se connecter«Estou contente e aliviado por não teres gostado de mais ninguém durante os dois anos em que estivemos separados, porque foi o mesmo para mim. Não conseguia gostar de outra mulher.» Por um breve segundo, o coração elevou-se com as palavras dele.
«Mas não te vou mentir, não sou um santo. Tive outras mulheres. Nada sério, só temporário, sem compromissos. Estou a dizer-te agora porque n&a
Fitei o ecrã por vários longos segundos, a hesitar. Honestamente, não tinha a força emocional para falar com ela naquele momento. A cabeça ainda doía de chorar, o peito ainda latejava de tudo o que o Theo me tinha dito, e sentia-me completamente drenada de todas as formas possíveis.Mas no fim, atendi de qualquer forma. Ela provavelmente só estava a verificar se eu tinha chegado em segurança de volta ao Sul. Inspirando fundo e trémula, tentei o meu melhor recompor-me antes de levantar o telemóvel ao ouvido.«Olá, Mãe. O que te fez ligar?» perguntei quietamente.«Elyssa», começou a Mãe, mas havia algo de sério no tom que imediatamente me apertou o estômago. «O teu Tio Greg disse-me que os empregados dele no hotel em Springfield o informaram de que tu foste lá?»Os olhos arregalaram-se de choque. Por um momento, congelei por completo.Então eles sabiam. Honestamente, pensei que o pessoal de lá não me reconheceria, especialmente porque n
Chorei durante toda a viagem de regresso ao Sul. No instante em que o táxi se afastou do hotel, as lágrimas que eu tinha tentado tanto conter finalmente rebentaram descontroladamente.Sentei-me ali em silêncio, a cobrir a boca com mãos trémulas enquanto os soluços continuavam a escapar do peito um atrás do outro. Doía tanto.O Theo rejeitou-me tão facilmente. Nem sequer me deu a oportunidade de falar, nem sequer um único momento para lhe contar sobre a criança a crescer dentro de mim.Estava tão zangado comigo que nem sequer aguentava ouvir. Em vez disso, empurrou-me para longe o mais depressa possível, ansioso por me mandar embora para poder regressar à namorada e continuar a noite com ela como se eu nunca tivesse importado de todo.Nunca imaginei que a dor se pudesse sentir tão insuportável. Há algo de devastador em ser afastada pela pessoa de quem mais gostas, especialmente quando ele é a pessoa de quem mais precisas no mundo.Vim
«Tentei ligar e enviar mensagens muitas vezes, mas tu nunca me respondeste uma única vez», retorqui, incapaz de conter a frustração por mais tempo. Naquele momento já não me importava se a Cleo ouvia cada palavra.Um silêncio pesado pairava entre nós por um breve momento. Depois a Cleo falou de repente.«Acho que vos devo deixar a sós para poderem conversar em privado.»Para ser honesta, senti uma onda secreta de alívio ao ouvi-la dizer aquilo. Mas antes que eu sequer pudesse processar as palavras, ela estendeu casualmente a mão ao saco e tirou um cartão-chave.A respiração prendeu-se-me de forma aguçada quando a observei passá-lo no fecho do penthouse. A porta clicou e abriu-se de imediato e sem hesitar ela entrou direito como se pertencesse ali.Fiquei ali congelada no lugar. Parecia que alguém tinha cravado uma lâmina direto no coração. Ela tinha um cartão-chave. Ela realmente segurava a própria chave do penthouse dele. Os dedos cu
Já não conseguia fingir que me importava com a forma como parecia à frente dele. Sabia que os olhos estavam inchados e vermelhos de chorar, o rosto esgotado de esperar, mas já não me importava. Tudo o que importava era chegar até ele, mesmo que só por um momento. Precisava de lhe contar sobre a criança que carregava.«O que é que estás a fazer aqui?» perguntou ele friamente, o tom mais afiado, carregado de irritação clara, como se a minha presença sozinha já fosse algo que ele não aguentava.Fiquei ali à frente dele a sentir o peito apertar-se dolorosamente. Depois de tudo o que tinha passado só para o alcançar, depois de esperar horas fora da porta enquanto ficava fraca e tonta, era esta a forma como ele me olhava agora. Frio e distante, como se eu não fosse mais do que um obstáculo indesejado a bloquear o caminho.Engoli em seco a tentar estabilizar-me apesar da dor afiada a espalhar-se por todo o peito.«Theo, por favor, podem
Fitei em branco o cartão-chave inútil a descansar na mão enquanto uma sensação pesada e dolorosa se espalhava lentamente pelo peito. Não compreendia porque é que doía tanto.Talvez no fundo uma parte de mim ainda acreditasse que, por mais zangado que ele estivesse ou por mais que eu o tivesse magoado, haveria sempre um lugar para mim aqui ao lado dele. Mas a ficar sozinha diante de uma porta que se recusava a deixar-me entrar, finalmente apercebi-me do quanto tudo entre nós tinha mudado.A garganta apertou-se com uma dor afiada e latejante. Ele realmente me tinha apagado da vida assim tão facilmente?Apertei os lábios com firmeza a tentar conter as lágrimas que ameaçavam cair ali mesmo no corredor, mas a sensação de queimadura nos olhos só crescia mais forte. Tudo se sentia avassalador e as emoções tinham-se tornado tão frágeis desde que descobri que carregava o filho dele.Encostei-me devagar à parede perto do elevador e fechei os olhos por
«A propósito, Mãe, não vou ficar muito tempo. Preciso de regressar ao Sul hoje.» disse gentilmente.As sobrancelhas da Mãe franzi-se de imediato de surpresa.«Mas porquê? Só chegaste ontem à noite.» perguntou depressa, a soar verdadeiramente alarmada.«Só vim cumprimentar o Tio Greg pelo aniversário. Preciso de regressar ao Sul porque tenho algo importante para tratar», menti.As palavras sentiram-se erradas no instante em que me saíram da boca. Eu nunca fui boa a mentir, e odiava o quão facilmente isso se notava, mas não tinha escolha. Não lhe podia contar a verdade. Ainda não.Depois de descobrir que o Theo já não estava na mansão e que já tinha regressado à Capital, tomei a decisão. Ia segui-lo.Ia partir de imediato, regressar à Capital e ir direto ao penthouse dele. Só precisava de falar com ele. Era tudo o que queria.Precisava que ele soubesse sobre o nosso bebé. Especialmente depois de tudo o que tinha acontecido







