LOGIN«O que é que te deu na cabeça, Theo? Até seduziste a Elyssa?! Não tens qualquer consideração pelos sentimentos da tua Tia Allie e pelos meus? Como é que pudeste fazer algo tão vergonhoso?!» gritou ele furiosamente.
Cada palavra que nos atirava sentia-se afiada e dolorosa, mas apesar da tensão e da fúria à nossa volta, o Theo não recuou.
«Gostamos um do outro, pai! Sabemos que isto não é algo que aceiteis facilmente, mas não conseguimos controlar o que sentimos! Ten
Fitei em branco o cartão-chave inútil a descansar na mão enquanto uma sensação pesada e dolorosa se espalhava lentamente pelo peito. Não compreendia porque é que doía tanto.Talvez no fundo uma parte de mim ainda acreditasse que, por mais zangado que ele estivesse ou por mais que eu o tivesse magoado, haveria sempre um lugar para mim aqui ao lado dele. Mas a ficar sozinha diante de uma porta que se recusava a deixar-me entrar, finalmente apercebi-me do quanto tudo entre nós tinha mudado.A garganta apertou-se com uma dor afiada e latejante. Ele realmente me tinha apagado da vida assim tão facilmente?Apertei os lábios com firmeza a tentar conter as lágrimas que ameaçavam cair ali mesmo no corredor, mas a sensação de queimadura nos olhos só crescia mais forte. Tudo se sentia avassalador e as emoções tinham-se tornado tão frágeis desde que descobri que carregava o filho dele.Encostei-me devagar à parede perto do elevador e fechei os olhos por
«A propósito, Mãe, não vou ficar muito tempo. Preciso de regressar ao Sul hoje.» disse gentilmente.As sobrancelhas da Mãe franzi-se de imediato de surpresa.«Mas porquê? Só chegaste ontem à noite.» perguntou depressa, a soar verdadeiramente alarmada.«Só vim cumprimentar o Tio Greg pelo aniversário. Preciso de regressar ao Sul porque tenho algo importante para tratar», menti.As palavras sentiram-se erradas no instante em que me saíram da boca. Eu nunca fui boa a mentir, e odiava o quão facilmente isso se notava, mas não tinha escolha. Não lhe podia contar a verdade. Ainda não.Depois de descobrir que o Theo já não estava na mansão e que já tinha regressado à Capital, tomei a decisão. Ia segui-lo.Ia partir de imediato, regressar à Capital e ir direto ao penthouse dele. Só precisava de falar com ele. Era tudo o que queria.Precisava que ele soubesse sobre o nosso bebé. Especialmente depois de tudo o que tinha acontecido
Na manhã seguinte descobri que o Theo não tinha ficado na mansão durante a noite de todo. Soube que ele tinha regressado à Capital naquela mesma noite.Escolhi não perguntar diretamente à Mãe ou ao Tio Greg sobre isto porque sabia que só os faria suspeitar do quão claramente preocupada eu estava com ele. Em vez disso, perguntei quietamente a uma das empregadas o que ela sabia. Ouvir a verdade trouxe uma dor estranha e pesada direto ao coração de uma só vez.Já tinha passado a noite inteira a torturar-me com pensamentos terríveis. Não conseguia parar de imaginar ele a sair da festa com a Cleo e a passar a noite a sós com ela nalgum sítio longe. Saber que ele realmente tinha partido com ela só fez a dor instalar-se ainda mais fundo dentro de mim.Não conseguia esquecer o que tinha testemunhado na noite anterior. Ainda conseguia vê-lo tão claramente na mente — a forma como ele segurava a mão dela, o sorriso suave que lhe dava e a forma fria como delib
O Theo e eu simplesmente nos fitámos e quanto mais tempo os olhos permaneciam cravados, mais claramente eu via o ressentimento a arder dentro dos dele. Ele ainda estava zangado comigo, profundamente zangado.«Vai em frente. Diz o que quer que tenhas vindo aqui dizer.» disse friamente.Ouvi a Cleo soltar um risinho suave ao lado dele, quase como se estivesse a desfrutar da situação. Isso fez-me olhar para ela de imediato de forma afiada. Dei-lhe um olhar frio e pouco amigável que limpou de imediato a diversão do rosto e depois voltei-me para o Theo.«Podemos conversar nalgum sítio privado? Há algo importante que preciso de te dizer.» pedi firmemente, a tentar o meu melhor manter-me calma apesar da tempestade de emoções dentro de mim.O Theo recostou-se ligeiramente na cadeira, a expressão a permanecer ilegível e distante.«Não vês que estou ocupado a entreter a senhorita Smith? Estamos numa festa, e estamos a desfrutar da companhia um
«Oh, senhorita, devia ter mudado para roupa adequada primeiro. Os seus pais estavam definitivamente à espera e a esperá-la chegar», disse ela baixinho, a soar preocupada.Quase ri amargamente com aquelas palavras porque, de alguma forma, eu sabia que isso não era verdade. Ainda assim, simplesmente acenei educadamente.«Sim, talvez devesse ter.» respondi enquanto forçava outro sorriso. No fundo, a decepção e a tristeza já se construíam pesadamente no peito.Sem dizer mais nada, entrei quietamente na mansão e dirigi-me direto para cima, para o meu quarto. Por um momento, fiquei ali em silêncio a debater comigo mesma. Devia mudar e descer ou devia só ficar aqui e evitar toda a gente esta noite?Honestamente, não estava com humor para socializar de todo. Ainda me sentia fraca fisicamente, e emocionalmente estava ainda pior. Mas depois o Theo atravessou a mente outra vez. Talvez ele estivesse lá em baixo, talvez esta noite finalmente me desse a o
Não sei se foi medo, hesitação ou simplesmente o meu próprio excesso de pensamento, mas demorei mais duas semanas até finalmente reunir coragem suficiente para ir a casa, para a mansão, naquele fim de semana.Durante dias, continuei a ir e voltar na mente, a questionar-me sem fim. Devia contar ao Theo? Ele sequer quereria ver-me depois de tudo o que lhe fiz? Odiar-me-ia ainda mais assim que descobrisse? Mas por mais medo que tivesse, sabia que não podia continuar a evitar a verdade para sempre.Já tinha tomado a decisão. Ia contar-lhe sobre o bebé. Independentemente do que acontecesse depois, porque estivéssemos juntos ou não, perdoasse-me ou continuasse a odiar-me, ele ainda merecia saber. Tinha o direito de saber que íamos ter um filho juntos.Desta vez, já não era só a minha própria vida envolvida. Havia outra vida a crescer dentro de mim agora. Uma vida que precisava de proteger. Uma vida que dependia inteiramente de mim.Pela primeira v







