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Capítulo 15

Chu
Bianca fez uma pausa. Então sorriu, triunfante.

— Porque você também matou o filho dela.

— Filho?

Adrian estremeceu. Suas pupilas se contraíram.

Ele virou o rosto para mim de repente, os olhos tomados por choque e incredulidade.

— Nós... tivemos um filho?

Ao ouvir aquela palavra, meus olhos arderam.

Mas não respondi. Apenas o encarei com frieza. O silêncio era a resposta mais cruel.

Adrian entendeu, no mesmo instante, que Bianca dizia a verdade.

Seu corpo começou a tremer. O rosto ficou branco c
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  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 16

    Bianca viu Adrian ser levado embora, e a satisfação em seu rosto congelou.Só então entrou em pânico. Ela se arrastou até os pés de Leonardo e bateu a testa no chão sem parar, até o sangue escorrer.— Sr. Leonardo, por favor, me poupe! Eu errei!— Nunca mais vou fazer isso. Nunca mais vou machucar a Srta. Selena!Leonardo baixou os olhos para ela.Seu olhar era frio até os ossos, sem a menor piedade.— Quando você a machucou, pensou no preço que pagaria?— Nem a sua vida compensa a dor do filho que ela perdeu.Ele ergueu o queixo para os soldados, a voz gelada.— Levem-na.Bianca se apavorou. Debateu-se, chorou, gritou.— Não! Eu não quero ir! Por favor, me soltem!Os soldados não se comoveram.Eles a ergueram à força e a arrastaram dali.Mais tarde, ouvi dizer que, no primeiro dia no campo de punição mais cruel da Máfia, Bianca perdeu o bebê.Ali não existia dignidade. Não existia liberdade. Só uma tortura sem fim.Todo o orgulho dela, todos os seus cálculos, se desfizeram dia após di

  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 15

    Bianca fez uma pausa. Então sorriu, triunfante.— Porque você também matou o filho dela.— Filho?Adrian estremeceu. Suas pupilas se contraíram.Ele virou o rosto para mim de repente, os olhos tomados por choque e incredulidade.— Nós... tivemos um filho?Ao ouvir aquela palavra, meus olhos arderam.Mas não respondi. Apenas o encarei com frieza. O silêncio era a resposta mais cruel.Adrian entendeu, no mesmo instante, que Bianca dizia a verdade.Seu corpo começou a tremer. O rosto ficou branco como o de um morto.Ele recuou vários passos, a voz trêmula, agarrada ao último fio de negação.— Você está mentindo, não está?Bianca caiu na gargalhada. O som era agudo, cortante, horrível no silêncio da noite.Ela ergueu a cabeça e cravou os olhos em mim como uma cobra.— Você esqueceu?— Ela sofreu um acidente de carro. Foi esse acidente que tirou o filho dela.— Naquele dia, ela carregava seu filho no ventre. Menos de três meses.— Ela ligou para você tantas vezes, pedindo socorro. Mas você

  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 14

    Baixei os olhos e observei aquelas pessoas tremendo no chão.Minha voz saiu calma.— Vocês não desprezam tanto os empregados?— Então vão descobrir, na própria pele, como é servir aos outros.Para aquele bando de herdeiros mimados, aquilo era uma humilhação.Mesmo assim, ninguém ousou resistir.Assim que terminei, Leonardo sorriu em aprovação. Havia carinho em seus olhos, e sua voz veio baixa, suave.— Como você quiser.Os soldados os arrastaram para fora do salão. Adrian, ainda inconsciente, também foi levado.A confusão no salão pouco a pouco se dissipou.As luzes se acenderam de novo. A música delicada do piano voltou a preencher o ambiente. Os convidados se aproximaram para me felicitar, como se nada acabasse de acontecer.Aquela era a minha festa de aniversário.Meus pais, que me amavam, celebravam minha volta.Meu noivo ficava ao meu lado, me sustentando diante de todos.Sorri e recebi uma bênção após a outra.Foi o aniversário mais feliz que vivi desde que nasci.Quando a festa

  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 13

    Quando terminei de falar, o rosto de Adrian perdeu toda a cor.Suas pupilas se contraíram. O ombro ferido tremeu de leve, e o sangue começou a escorrer com mais força.A culpa transbordava em seus olhos, misturada a uma dor incrédula, quase ofendida.— Amor, não faz isso. — A voz dele tremeu.Era como se aquele tratamento distante fosse mais insuportável do que o tiro.Um de seus homens avançou às pressas, a testa franzida, o tom urgente.— Don, chega. Esse ferimento no ombro não pode esperar. Precisa ser tratado agora.Adrian o afastou com um gesto brusco, com uma força surpreendente.Cambaleou um passo, mas manteve os olhos presos em mim. A voz saiu rouca.— Então você já sabia quem era de verdade e mesmo assim escondeu de mim?— Você desconfiava tanto assim de mim?Antes que o eco da pergunta morresse, minha mãe deu um passo à frente. O olhar dela era gelo puro, e a voz veio afiada.— Adrian, você ainda se acha no direito de questionar minha filha?— Eu já descobri tudo o que você f

  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 12

    O tiro explodiu de repente. O som agudo rasgou o caos do salão.Ninguém esperava aquilo.Meu corpo inteiro endureceu. Minha mente ficou branca.Então vi uma sombra se colocar diante de mim.Era Adrian.O disparo acertou seu ombro, e o sangue encharcou sua camisa num instante.Ele soltou um gemido baixo. O corpo oscilou, mas Adrian permaneceu ali, me protegendo com o próprio corpo.Ao mesmo tempo, uma figura alta surgiu das sombras e me puxou para seus braços.O abraço era amplo, quente, envolto por um leve aroma de cedro. Aquela presença afastou o pânico que se espalhava dentro de mim.Levantei os olhos e encontrei um rosto bonito demais para passar despercebido.Era um homem de charme perigoso.Não sei havia quanto tempo me observava em silêncio.Mas, quando me viu em perigo, não hesitou.Meu pai e minha mãe ficaram pálidos de susto. Vieram até mim às pressas e seguraram minha mão com força.— Minha filha, você se machucou? — Minha mãe perguntou, a voz trêmula.Meu pai também franziu

  • A Outra Mulher do Don   Capítulo 11

    O salão explodiu em murmúrios.O número de espectadores na live disparou. Ninguém queria perder aquele espetáculo.[Afinal, ela era uma impostora. Por isso tentou incriminar a senhorita Selena. Devia estar com medo de ser desmascarada.][Que nojo. Bancava a frágil inocente e, por trás, fazia uma coisa dessas.][Antes achei que Selena era ingrata. Agora ficou claro: Bianca armou tudo.]Cada comentário caía sobre Bianca como uma agulha.Ela se levantou num salto, os olhos vermelhos, e gritou:— Calem a boca! Calem todos a boca! Selena deve ter enganado meus pais. Como eu poderia ser uma impostora?Sua voz saiu aguda, estridente, mas não conseguiu abafar os murmúrios.Meu pai franziu a testa, o rosto frio, e ergueu o queixo para os soldados atrás dele.— Tragam a mulher.Pouco depois, dois soldados entraram conduzindo uma mulher simples, marcada pelo tempo.Os cabelos dela já grisalhavam. A roupa era velha. O olhar carregava constrangimento e medo.Meu pai apontou para ela e falou com dur

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