Com as mãos tremendo, abri a foto e ampliei a imagem pouco a pouco.A cicatriz atravessava o dorso da mão dele, brutal, impossível de ignorar.Em noites sem fim, beijei aquela marca no escuro, com lágrimas nos olhos, convencida de que ela era a prova do amor de Adrian por mim.Agora, parecia uma lâmina cravada nos meus olhos.Sete anos.A promessa dele ainda ecoava nos meus ouvidos.O peso da caixa com o anel de diamante de dez quilates ainda parecia afundar na minha palma.Eu já planejava nosso casamento. Enquanto ele dormia ao meu lado, com aquela mão marcada pousada sobre a minha barriga, eu já escolhia, em silêncio, os nomes dos nossos filhos.No fim, aquele anel nunca foi para mim.Não.Minha cabeça se recusava a aceitar.Eu ia lhe perguntar. Eu precisava encontrar Adrian.Chamei um carro e segui direto para o hotel, discando o número dele sem parar.Antes, ele sempre atendia no primeiro toque. Naquele dia, só vinha o som frio da linha ocupada.As lágrimas embaçavam minha vista, m
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