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Castelo real

last update publish date: 2026-06-15 03:35:13

Alarë tentou afastar a admiração que sentiu ao vislumbrar o castelo real e o vilarejo da capital. Talvez fosse por achar a propriedade maior que a de Tharok.

Não.

Para falar a verdade, se juntassem os castelos de Valéris e Dravharn, ainda não chegariam perto da grandiosidade do palácio que se erguia diante de seus olhos.

Altas muralhas de pedra cercavam toda a cidade real. Torres elevavam-se em direção ao céu, exibindo os estandartes do rei que balançavam ao vento. Ruas largas fervilhavam
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  • A Prometida do Viking   Contra toda razão

    — O selo real... — Broc observou o broche de ouro repousando sobre a mesa. Seus dedos tocaram a peça apenas por um instante antes de recuar. — Tem certeza de que realmente pretende usá-lo? Tharok acabara de retornar a Dravharn. A viagem da capital havia lhe rendido mais perguntas do que respostas. Agora, debruçado sobre um mapa de Valéris, analisava rios, estradas, aldeias e fortalezas. Antes de tomar qualquer decisão, pretendia descobrir quem realmente estava por trás do envenenamento de Alarë, quem lucrava com sua suposta loucura e quais homens permaneciam leais a Aven. Não pisaria em Valéris apenas como um jarl. Entraria sabendo exatamente onde pisaria. — Só se for preciso. — respondeu, desviando os olhos do mapa. — E Valéris? Unirá as terras ou continuará dividida? Tharok permaneceu alguns segundos em silêncio. — Continuará dividida. Broc franziu a testa. — Tem certeza? — Tenho. Antes de qualquer união, há algo que preciso fazer. — Descobrir quem tentou mat

  • A Prometida do Viking   Vou protegê-la

    O rei apoiou a taça sobre a mesa. — Não precisa defender a moça. Nós a vimos crescer. Lidamos com a situação dela desde a morte de Ivor. — Ela não é louca. — Dessa vez a voz de Tharok saiu mais firme. Mais dura. A rainha sustentou seu olhar sem vacilar. — E por que diz isso? O guerreiro inclinou-se para frente. — Porque conheço minha esposa. O rei arqueou uma sobrancelha. — Em poucos meses? — Mais do que muitos a conheceram em anos. — O comentário arrancou um silêncio desconfortável. — Ela estava sendo envenenada. A rainha empalideceu e o rei permaneceu imóvel. — Cuidado com essa acusação, Tharok. — advertiu o rei. — Não é uma acusação. É um fato. — Tem provas? — Tenho indícios suficientes para não ignorar. A rainha apertou os braços da cadeira. — Explique. — Durante todo o tempo comigo, ela não teve uma única crise. — Isso não significa... — Significa muito. — Tharok a interrompeu. — Ela passou meses longe de Valéris. Meses sem as infusões que lhe

  • A Prometida do Viking   Alarë não louca

    O rei convocar uma conversa particular não surpreendeu Tharok. Após a refeição, ele acompanhou os soberanos até uma pequena sala reservada nos aposentos reais. Antes de sair, deixou Alarë no quarto, prometendo que não demoraria. Assim que entrou, foi convidado a sentar-se. Uma serva serviu-lhe vinho e retirou-se em silêncio, fechando a porta atrás de si. O ambiente ficou estranhamente quieto. Apenas o crepitar da lareira preenchia o espaço. — Bem. — O rei apoiou os braços na cadeira. — Vamos ao que realmente o trouxe aqui. Tharok sustentou seu olhar. — Estou ouvindo. — Você possui duas terras grandiosas. Seu pai lhe deixou Dravharn e Ivor lhe confiou Valéris através de Alarë. Mas unir os dois povos da forma como eles desejavam... é uma ideia ousada demais. E temo que isso possa lhe causar problemas no futuro. O guerreiro permaneceu em silêncio. No fundo, ele compreendia o que o rei queria dizer. Antes de conversar com Alarë, talvez até concordasse. Mas muita coisa ha

  • A Prometida do Viking   Unir os povos

    Uma batida soou na porta. Alarë terminou de ajustar o vestido ao corpo e ergueu o olhar na direção de Tharok. O jovem guerreiro estava sentado próximo à porta, analisando um mapa das terras de Valéris. Mais cedo ou mais tarde teria de lidar com aquele assunto, mas primeiro precisaria descobrir o que o rei desejava deles. A batida repetiu-se. — Jarl, o rei os convida para o jantar. Tharok levantou-se e abriu a porta. Do outro lado encontrava-se William, o capitão da guarda. — Desculpe-me perturbá-los. — Estávamos esperando. William assentiu. — Sua Majestade pediu que os acompanhasse pessoalmente. Tharok apenas concordou com um movimento de cabeça antes de voltar-se para Alarë. Seu olhar demorou-se nela. A moça havia trocado as roupas de viagem por um vestido digno de uma senhora de clã. O vestido principal fora feito à mão por sua mãe. Ele possuía um suave tom rosado, semelhante às primeiras flores que despontavam após o inverno. Sobre ele repousava uma túnica s

  • A Prometida do Viking   Ordens do rei

    Tharok fez um gesto para que seus homens o acompanhassem. Então pousou uma das mãos nas costas de Alarë, guiando-a para frente. Ao seu lado, Alarë observava tudo com atenção, esforçando-se para absorver o máximo possível daquele lugar. O interior do castelo era ainda mais impressionante do que sua aparência externa. As paredes eram cobertas por tapeçarias coloridas que retratavam batalhas antigas, reis do passado e navios enfrentando mares revoltos. Grandes colunas de pedra sustentavam o teto elevado, enquanto tochas presas em suportes de ferro iluminavam os corredores com uma luz dourada e tremulante. Esculturas de animais e guerreiros adornavam nichos ao longo dos corredores, e em vários pontos era possível ver brasões pertencentes à família real. Enquanto subiam as escadarias, nenhum dos empregados cruzava diretamente o olhar com eles. Ainda assim, Alarë percebia os olhares discretos, todos pareciam curiosos. Talvez fosse impossível não ser quando um jarl poderoso e sua r

  • A Prometida do Viking   Castelo real

    Alarë tentou afastar a admiração que sentiu ao vislumbrar o castelo real e o vilarejo da capital. Talvez fosse por achar a propriedade maior que a de Tharok. Não. Para falar a verdade, se juntassem os castelos de Valéris e Dravharn, ainda não chegariam perto da grandiosidade do palácio que se erguia diante de seus olhos. Altas muralhas de pedra cercavam toda a cidade real. Torres elevavam-se em direção ao céu, exibindo os estandartes do rei que balançavam ao vento. Ruas largas fervilhavam de atividade. Mercadores anunciavam suas mercadorias, carroças cruzavam os caminhos e pessoas de diferentes clãs caminhavam de um lado para outro. Alarë ficou impressionada com o que tinha diante dos olhos. O local era completamente diferente dos territórios que conhecia. Os castelos dos clãs costumavam ficar mais afastados, cercados por florestas, montanhas ou fiordes. O castelo real, porém, erguia-se no coração da cidade, dominando tudo ao redor como uma montanha de pedra construída por m

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