A babá dos Gêmeos do CEO Obcessivo

A babá dos Gêmeos do CEO Obcessivo

last updateÚltima atualização : 2026-08-30
Por:  Luísa Faruk Gerente Em andamento
Idioma: Portuguese
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5 classificações. 5 avaliações
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Elena Santos tem dezenove anos, a conta do aluguel vencendo, a faculdade de Psicologia trancada e um currículo que só tem experiência em levar porrada da vida. A última tentativa é um anúncio de babá. Salário generoso. Moradia inclusa. Ela coloca a única blusa social que ainda tem botões e vai. Arthur Volpi é o dono da mansão. Quarenta anos. Viúvo. Bilionário. Conhecido no mercado financeiro como o "Inverno de Manhattan". Ele também é um pau no cu. A entrevista dura cinco minutos. Ele a humilha. Diz que ela é "inexperiente demais, muito jovem". Ela revida. Sai andando. Só que no saguão, a filha dele de seis anos, Lara, tem uma crise de pânico. Elena a ajuda e então Arthur a contrata. Ela é sol. Ele é gelo. Elena tem dezenove anos. Ela não quer salvar ninguém. Ela quer um teto, um salário, e que o Léo pare de pular na cama dela às seis da manhã. O problema é que o Léo chama ela de mãe por engano. A Lara volta a falar. O Arthur Volpi, o Inverno de Manhattan, chora abraçado nela no jardim de inverno. Agora ela tem que decidir: fica ou vai embora? Porque ele já decidiu. Ele quer ela. Mesmo odiando querer. E ela? Ela quer ele. Mesmo sabendo que não devia. O gelo está derretendo. Quando derreter de vez, não vai sobrar nada. Só fogo. --- Leia se você gosta de: homens gelados que derretem só para uma, protagonista que não cala a boca, crianças que roubam a cena, cenas quentes, e histórias que não fingem que amor é fácil. Porque não é. Mas quando é bom? Não precisa ser.

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Capítulo 1

1: A entrevista de emprego

O endereço era em um bairro que eu só conhecia de novela das oito — e nem era das boas, era daquelas em que todo mundo tem motorista, toma champanhe no café da manhã e resolve os problemas da vida viajando para Paris. Sabe aqueles lugares que têm mais árvore do que gente na rua? Pois é. O tipo de lugar onde até o ar cheira a dinheiro antigo e decisões financeiras duvidosas.

O portão de ferro trabalhado abriu sem dar um único pingo de estalo. SILÊNCIO. Absoluto e irritante.

Na minha casa, no Mandaqui, tudo range. A porta de entrada chia como um gato moribundo, o piso do corredor reclama se você respirar mais fundo e o portão social faz um barulho que avisa o bairro inteiro que alguém chegou. Ali? Parecia que até as folhas dos plátanos tinham medo de fazer ruído e levar uma bronca do dono.

A casa era simplesmente humilhante. Mas não daquele jeito brega de novo-rico que cola coluna grega na fachada e coloca dois leões de mármore de mal gosto na entrada. Era uma mansão que sabia exatamente o quanto custava. Que não precisava provar nada pra ninguém porque o IPTU dela provavelmente pagava o orçamento anual do meu bairro inteiro. Muro alto de pedra, hera trepando com uma precisão cirúrgica, um jardim tão perfeito que parecia que alguém aparava a grama com tesourinha de unha. E a porta principal... cara, aquela porta de madeira maciça devia custar mais do que a soma de tudo que eu, minha mãe e meus ancestrais ganhamos na vida toda.

Engoli a seco, ajustando a alça da minha bolsa que estava prestes a arrebentar, e toquei a campainha.

Uma mulher de uniforme impecável — cinza, engomado, sem uma única fresta de amassado — abriu a porta. Ela me olhou. Depois me mediu. Eu consegui sentir fisicamente o olhar dela descendo pela minha pessoa. Passou pela minha cara de quem dormiu quatro horas, desceu pelo decote comportado da minha blusa social e foi direto, sem escala, para os meus sapatos de couro falso que já estavam rachando miseravelmente na lateral.

A vontade era de evaporar. Virar fumaça, me dissolver no ar chique de Jardins e sumir do mapa.

— Oi, você deve ser a Elena — ela disse. A voz era pura eficiência automatizada. Parecia que ela tinha treinado aquela frase diante do espelho todas as manhãs pelos últimos vinte anos.

— Sim — minha voz saiu meio estrangulada, parecendo um pato engasgado. Que ódio mortal de mim mesma. Cadê a mulher firme, independente e dona de si que eu ensaiei no espelho do banheiro antes de sair de casa?

— O senhor Volpi está esperando. Siga-me, por favor.

Entrei. O corredor era um evento à parte. Madeira tão lustrosa que parecia um espelho de freijó. E o pior: o meu reflexo estava ali, estampado no chão, me lembrando exatamente do desastre que eu era naquele dia. Meu Deus, como eu estava acabada? A minha única blusa social — a única que ainda tinha todos os botões no lugar certo — tinha a gola levemente desfiada no canto direito. Meu cabelo, que eu passei uma hora tentando alisar com uma chapinha cuja resistência estava pedindo socorro, já tinha armado tudo de novo por causa da umidade do caminho. Eu parecia... bem, eu parecia exatamente o que eu era: uma intrusa. Uma garota de dezenove anos com a conta bancária no vermelho escuro tentando cavar um emprego na casa do Rei do Mercado Financeiro.

Chegamos à sala principal. Se o corredor me deixou tensa, a sala fez meu coração disparar como se eu tivesse tomado três energéticos com café expresso.

Tinha um sofá de couro bege que parecia ter sido estofado com nuvens importadas. Um tapete persa tão fofinho que dava pena de pisar com o meu calçado duvidoso. Livros de capa dura perfeitamente alinhados, plantas enormes com folhas mais brilhantes que meu futuro, e uma lareira.

Gente, sério. Quem tem LAREIRA em São Paulo?

A resposta é simples: gente que não precisa se preocupar com a conta de luz, com o preço do gás de cozinha ou com o preço do quilo do feijão. Gente que liga a lareira só pelo "estilo".

E lá estava ele.

Sentado em uma poltrona de couro escuro.

Nem se mexeu quando eu entrei. Nem um milímetro. Nem um esboço de cortesia básica tipo 'olá, boa tarde, bem-vinda à minha caverna de cristal'.

Arthur Volpi. O homem parecia ter sido esculpido por um artista com sérios problemas de raiva. Camisa social branca com as mangas dobradas até os cotovelos de um jeito irritantemente alinhado, revelando antebraços fortes, barba aparada na régua e olhos tão escuros que não pediam licença pra nada — eles simplesmente tomavam conta do ambiente. O cara exalava aquele tipo de poder que faz as pessoas abaixarem a cabeça no elevador.

Ele me olhou. Dos pés à cabeça. Vagarosamente, como se estivesse avaliando o estado de uma mercadoria estragada. Parecia que ele estava lendo um documento muito chato antes de amassar e jogar na lixeira mais próxima.

— Sente-se — disse ele. A voz era grave, limpa, totalmente destituída de qualquer calor humano. Nem era uma ordem. Era uma sentença prévia.

Sentei. Bem na beirada, claro. O couro do sofá rangeu de leve embaixo de mim e eu juro por tudo que é mais sagrado que quis morrer ali mesmo. Eu estava tão dura que parecia uma estátua de sal.

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avaliações

luiiih
luiiih
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2026-08-04 17:33:56
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luiiih
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luiiih
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Angelina Bastos
Angelina Bastos
só espero que este não seja tão enrolado como os outros. e por favor se é para nos cativar com a leitura esteja mais atenta para não cometer gafes. que seja mais atenta a não trocar nomes, datas, idades ,pessoas que morrem e depois já estão vivas...... É um conselho
2026-05-10 22:56:38
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