INICIAR SESIÓNLucy
Ele beijou meu pescoço de forma feroz, os lábios quentes e exigentes, deixando um rastro de fogo que me fazia suspirar alto, a cabeça caindo para trás, exposta, entregue ao prazer que crescia a cada segundo.
Seus dentes roçaram meu pescoço levemente, um misto de dor e prazer que me tirava o ar, e eu me ajustei melhor em cima dele, buscando mais pressão, mais proximidade, mais dele. Nossos corpos se envolveram no mesmo ritmo urgente, uma dança com um ritmo de tirar o fôlego, mas ao mesmo tempo parecia algo novo, carregada de uma necessidade que crescia e pulsava.
Senti uma de suas mãos deslizaram até a minha calcinha, o toque hesitante no início e depois decidido, explorando a umidade que já se formava, me deixando ainda mais pronta, o corpo pedindo, implorando por mais.
Ele rasgou minha calcinha com uma urgência, o pequeno tecido voou pra longe. Ele me deitou no sofá ainda com as pernas ao redor dele e se posicionou para que a gente se encaixasse melhor.
Quando senti a primeira estocada, todas as células do meu corpo parecia reagir, gritar, tudo vibrava, ele era grande e urgente. Sabia exatamente o que estava fazendo. Ele continuou mantendo um ritmo forte e prolongado. O ritmo certo para fazer meus olhos se reviraram.
Quando senti a primeira estocada, um choque elétrico percorreu meu corpo, e todas as partes do meu corpo pareciam reagir ao mesmo tempo, gritando em coro, numa vibração intensa e avassaladora.
Ele era grande, urgente, preenchendo cada centímetro de mim com uma precisão devastadora, e eu sabia, pela forma como ele se movia, que ele sabia exatamente o que estava fazendo.
Ele continuou mantendo um ritmo forte e prolongado, uma cadência hipnótica e possessiva que era, sem dúvida, o ritmo certo para fazer meus olhos se revirarem e minha mente perder todo e qualquer controle.
Passamos tanto tempo prolongando o prazer, aumentando a intensidade gradualmente, que o tempo parecia ter se dissolvido; por um breve segundo, eu queria que aquilo durasse para sempre, imersa naquele êxtase profundo, eu poderia morrer ali, naquele exato instante, e não me arrependeria de nada.
Foi então que ele deslizou uma das mãos, com um toque firme e quente, até o meu clitóris, começando a massageá-lo no mesmo ritmo implacável das estocadas, sincronizando perfeitamente pra me levar à loucura.
Eu estava completamente sem ar, os pulmões queimando em busca de oxigênio, não tinha mais voz nem fôlego para gemer; minhas unhas já estavam fincadas nas costas dele, deixando marcas na pele, desesperada por mais, eu estava quase lá.
As estocadas ficaram ainda mais fortes e gostosas de um jeito que eu não conseguia explicar. E finalmente cheguei no ápice, todo o meu corpo tremendo incontrolavelmente com a respiração ofegante e rasgada, quase como se a minha alma tivesse sido expulsa para fora, e com pura energia, tivesse voltado para o meu corpo.
Ele chegou no ápice logo depois de mim, e por um longo minuto ficamos jogados no sofá com a respiração ofegante.
—Você é maravilhosa!--Ele disse com um sorriso sincero e um olhar impressionado. —Nunca senti isso antes…
—De nada!--Falei tentando parecer engraçada. —Mas você até que foi bem também.
Ele riu. —Só bem? assim você tá me ofendendo!
Nós dois rimos. —Que tal assim, eu vou no banheiro rapidinho, e quando eu voltar, você me explica melhor essa história de foi “Bem”. Tá bom?!
Eu assenti com a cabeça e ele me beijou antes de vestir a cueca e ir até o banheiro.
Eu levantei e peguei o meu vestido que estava todo amarrotado no chão, Eu sacudi e vesti anda me sentindo leve como uma pena.
Foi então que o telefone dele tocou.
O som ecoou alto demais no silêncio do apartamento. —Ohh, qual o nome dele mesmo!? O seu telefone tá tocando!- Chamei, mas ele não ouviu, provavelmente o isolamento do banheiro era de qualidade. Por um segundo torci para que o da sala também fosse e que os funcionários do bar não tivessem escutado o nosso showzinho.
O som do celular já estava me incomodando e a curiosidade falou mais alto, Eu segui o som e achei o aparelhinho irritante.
O nome piscando na tela fez meu estômago despencar.
“Amorzinho”
Meu peito apertou.
Claro.
Bonito daquele jeito. Confiante daquele jeito. Nenhum homem assim seria solteiro, —Ele tinha cara de cafajeste! Me enganou direitinho! —Murmurei
A tela apagou. O telefone ficou quieto de novo.
Peguei os restos mortais da minha calcinha às pressas, cada movimento carregado de um misto de raiva, muita raiva. Vasculhei a roupa dele e achei um relógio. —Agora isso é meu, seu idiota!-Murmurei pra mim.
—Mas pegando isso eu vou parecer uma prostituta…e daí você nunca mais vai ver ele mesmo.
Saí do apartamento sem olhar pra trás.
Desci a escada, voltei pro bar, o som alto demais agora me irritando. Olhei em volta, o coração ainda acelerado, procurando por um rosto específico.
Nada.
Nenhum sinal daquele animal.
Soltei o ar que nem percebi que estava segurando.
Finalmente eu estava livre.
Talvez aquela noite tivesse sido só um erro, um gigante e gostoso erro… e nada mais.
Dei dois passos em direção à saída.
Foi quando alguém segurou meu braço com força demais.
O toque não era gentil. Não era curioso. Era possessivo.
— Olha só o que temos aqui! — a voz masculina soou perto demais do meu ouvido.
Meu sangue gelou.
Porque eu conhecia aquela voz.
E ela nunca significava coisa boa.
Lucy Se alguém me dissesse, há um ano, que eu estaria de pé em frente a um espelho de moldura dourada, vestindo camadas de seda e renda francesa, enquanto o perfume de peônias frescas invadia meus pulmões, eu teria rido. Ou teria chorado de medo.Naquela época, a única coisa que eu esperava do futuro era o anonimato e a sobrevivência. Eu era uma sombra, um sussurro, uma mentira chamada Francine. Uma farsa, com medo da vida, com medo de ser presa, ou viver fugindo até sua morte, vivendo os dias horriveis e humilhantes como se a vida não tivesse sentido. Como se o mundo fosse um lugar cinsa vazio que mantem todo mundo sozinho, sem dinheiro e triste. Essa era a minha realidade. Uma misseravel, sozinha e desesperada, com um piguinho bem pequeno de esperança no coração, torcendo que o universo me desse uma mãozinha, um empurão pra a direção certa. Ao inves de me jogar como de costume pelo penhasco.Mas hoje, o reflexo que me devolve o olhar é o de Lucy. Uma mulher completa, amada e, acima
Lucy Se alguém me dissesse, há um ano, que eu estaria de pé em frente a um espelho de moldura dourada, vestindo camadas de seda e renda francesa, enquanto o perfume de peônias frescas invadia meus pulmões, eu teria rido. Ou teria chorado de medo.Naquela época, a única coisa que eu esperava do futuro era o anonimato e a sobrevivência. Eu era uma sombra, um sussurro, uma mentira chamada Francine. Uma farsa, com medo da vida, com medo de ser presa, ou viver fugindo até sua morte, vivendo os dias horriveis e humilhantes como se a vida não tivesse sentido. Como se o mundo fosse um lugar cinsa vazio que mantem todo mundo sozinho, sem dinheiro e triste. Essa era a minha realidade. Uma misseravel, sozinha e desesperada, com um piguinho bem pequeno de esperança no coração, torcendo que o universo me desse uma mãozinha, um empurão pra a direção certa. Ao inves de me jogar como de costume pelo penhasco.Mas hoje, o reflexo que me devolve o olhar é o de Lucy. Uma mulher completa, amada e, acima
LucyAs semanas que se seguiram foram as mais intensas e doces da minha vida. Com a ajuda dos advogados de peso do Demétrio e as provas irrefutáveis de violência que o Rafael e a Giselly ajudaram a reunir, o processo para regularizar minha situação avançou rápido. Eu não precisava mais me esconder. Pela primeira vez em anos, eu podia assinar "Lucy" em um documento oficial sem sentir que estava assinando minha própria sentença de morte.Mas a maior mudança não estava nos papéis, estava dentro daquela mansão.— Lucy! Lucy! Olha o que eu fiz na escola hoje! — a Maria Luiza entrou correndo pela sala, tropeçando nos próprios pés de tanta empolgação.Ela estendeu um desenho feito com giz de cera. No papel, havia quatro figuras grandes e duas menores.— Quem são esses, meu amor? — perguntei, puxando-a para o meu colo.— Aqui é o tio Demétrio, aqui é o Luiz, aqui sou eu e aqui é você — ela apontou com o dedinho sujo de tinta. — E esses dois aqui no cantinho são o Alfredo e a Gi. É a nossa fam
LucyVoltamos para a mansão no dia seguinte. O ar parecia diferente, como se as janelas tivessem sido abertas depois de anos de poeira acumulada. Helena se fora, e com ela, todo aquele peso de falsidade que sufocava os corredores. As crianças correram pelo jardim assim que descemos do carro, gritando de alegria por estarem de volta ao seu reino, mas eu... eu ainda me sentia estranha. Era a primeira vez que eu entrava naquela casa como Lucy.— Está tudo bem? — a voz de Demétrio soou perto do meu ouvido. Ele parou ao meu lado, observando minha hesitação.— É estranho — confessei, olhando para as minhas próprias mãos. — Por meses, eu atendi por outro nome. Eu me forcei a esquecer quem eu era para proteger a minha vida. Agora que não preciso mais me esconder, parece que estou aprendendo a andar de novo.Demétrio segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos. O calor da pele dele me trouxe de volta para o presente.— Nós vamos aprender juntos — ele disse, com aquela voz grave que sempre me d
LucyO saguão do hotel de luxo para onde o Demétrio nos levou era frio e impessoal, mas parecia uma fortaleza comparado à mansão invadida pela sombra da Helena. Eu estava no quarto com o Luiz e a Maria, tentando manter a calma enquanto eles assistiam a um desenho animado, mas meus olhos não saíam da porta. Cada vez que o celular vibrava, meu estômago dava um solavanco.Demétrio estava no andar de baixo, em uma sala de conferências com Rafael e o exército de advogados. Por volta das três da tarde, ele subiu. A expressão dele não era de derrota, era de uma fúria contida, daquelas que precedem uma tempestade.— Ela está na delegacia da mulher — ele disse, fechando a porta atrás de si. — Helena entrou com a denúncia contra você, Lucy. Ela alegou que você é uma fugitiva perigosa e que eu estou sendo cúmplice.— E agora? — perguntei, sentindo o pânico subir pela garganta. — Vão me levar?Demétrio caminhou até mim e segurou meu rosto.— Não. O Rafael e a Giselly acabaram de chegar. Eles enco
LucyO sol mal tinha começado a despontar no horizonte quando ouvi o barulho de portas de armário batendo no andar de cima. O clima na mansão estava elétrico. Depois de uma noite quase sem sono, onde Demétrio e eu ficamos abraçados no sofá do escritório conversando sobre o futuro, o despertar foi um choque de realidade.Helena não era o tipo de mulher que aceitava a derrota em silêncio. Ela era uma predadora, e predadores acuados são os mais perigosos.Desci para a cozinha e encontrei o Alfredo com um semblante preocupado, servindo um café forte.— Ela está descontrolada, Francine... digo, Lucy — ele corrigiu, dando um pequeno sorriso triste. — Está jogando roupas nas malas e gritando no telefone.— Ela sabe que o cerco fechou, Alfredo — respondi, pegando uma xícara. — A Giselly e o Rafael devem ter encontrado algo grande na empresa.Antes que eu pudesse dar o primeiro gole, Helena invadiu a cozinha. Ela estava impecável como sempre, mas os olhos tinham um brilho maníaco. Ela ignorou







