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A Sentença de Selene Selene

Author: Batistad
last update publish date: 2026-10-19 10:42:52

A mina me ofereceu a condenação de Darius como se fosse um presente, e por um instante compreendi por que a vingança seduz tanto os corações feridos.

Ele estava ajoelhado diante de mim, uma das mãos pressionando o ferimento nas costelas, a outra apoiada na pedra para não cair. Sua cabeça permanecia erguida, embora a prata ritual ainda roubasse sua força. Atrás dele, Kaian observava com uma atenção quase faminta. Os espelhos haviam desaparecido, mas a pergunta continuava gravada no ar, ardendo
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  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar    A Sentença de Selene Selene

    A mina me ofereceu a condenação de Darius como se fosse um presente, e por um instante compreendi por que a vingança seduz tanto os corações feridos. Ele estava ajoelhado diante de mim, uma das mãos pressionando o ferimento nas costelas, a outra apoiada na pedra para não cair. Sua cabeça permanecia erguida, embora a prata ritual ainda roubasse sua força. Atrás dele, Kaian observava com uma atenção quase faminta. Os espelhos haviam desaparecido, mas a pergunta continuava gravada no ar, ardendo diante dos meus olhos. VOCÊ DESEJA CONDENAR O ALFA QUE A REJEITOU? Pensei no salão. Na humilhação. Nos rostos que desviaram quando procurei misericórdia. Pensei também no homem que havia recusado me marcar enquanto eu estava inconsciente e naquele que, poucos minutos antes, prometera deixar-me partir, mesmo sabendo que isso o destruiria. A mina queria que eu escolhesse uma dessas verdades e apagasse a outra. — Responda, herdeira — exigiu a Voz. Olhei para Darius. — Se eu disser sim, o que

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar    O Alfa Que Não Tomou Selene

    A lembrança terminou com Darius afastando os dentes da minha garganta, e o silêncio que se seguiu pareceu arrancar todo o ar da mina. No espelho suspenso, eu continuava inconsciente sobre as folhas úmidas da floresta. Darius, mais jovem, mantinha uma das mãos apoiada no chão, tão perto do meu corpo que poderia ter me puxado para si. Seu lobo exigia a marca. Eu sentia aquela exigência atravessar o vínculo como uma fome antiga, brutal, impossível de confundir com ternura. Mas ele recuou. Escolheu suportar o instinto. Escolheu deixar minha garganta intacta. Olhei para o homem ao meu lado. A ferida recente ainda manchava a faixa sob sua camisa, e a febre deixava seus olhos mais escuros. Ele não parecia satisfeito por ter sido compreendido. Parecia alguém obrigado a assistir à exposição de uma intimidade que nunca pretendeu usar como defesa. — Por que não me contou? — perguntei. Darius sustentou meu olhar. — Porque você estava inconsciente. Nunca deveria ter precisado me agradecer

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   A Prova do Desejo Selene

    A mina escolheu o instante em que compreendi que Darius me deixaria partir para mostrar o quanto eu ainda desejava ficar. O chão se abriu em círculos de prata sob nossos pés, e uma onda de calor atravessou a câmara. Kaian recuou imediatamente. Darius tentou levantar, mas a ferida sob suas costelas o obrigou a apoiar a mão na parede. Fui até ele por instinto, antes que meu orgulho pudesse protestar. Quando meus dedos tocaram seu braço, a marca lunar em meu peito acendeu com tanta violência que todos os círculos responderam. — Selene, afaste-se — ele disse, rouco. — Você está em posição de dar ordens? — Não. Estou pedindo. A diferença quase me fez sorrir. Quase. Então as paredes desapareceram, substituídas por espelhos de água suspensos no ar. Neles, vi Darius me olhando de maneiras que nunca permitira diante de outras pessoas. Não havia desprezo, nem frieza. Havia desejo, arrependimento e uma fome tão silenciosa que minha garganta apertou. Uma inscrição surgiu na pedra: TERCEIRA

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Selene Entre Dois Lobos Selene

    Kaian apareceu diante de mim com sangue seco na camisa e a expressão de um homem que acabara de perder alguma coisa, mas ainda acreditava poder conquistar o mundo.A projeção de minha mãe havia desaparecido minutos antes, deixando na água negra três círculos incompletos. Morvan. A mina. O trono. Eu ainda sentia a voz de Liora atravessando meus ossos quando Kaian saiu do corredor lateral, sozinho, com os olhos escuros presos em Darius.Meu Alfa rejeitador estava sentado contra a parede, recuperando-se da prata ritual. A ferida permanecia aberta sob a faixa improvisada, e cada respiração exigia esforço. Mesmo assim, quando Kaian se aproximou, Darius ergueu a cabeça sem baixar os olhos.Dois Varek.Dois lobos acostumados a disputar o mesmo território.E eu, mais uma vez, tratada como se fosse a parte mais valiosa da guerra.— Precisamos conversar — Kaian disse.— Então comece explicando por que está vivo e onde deixou Mirella.Ele soltou uma risada amarga.— Sua preocupação comigo é como

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Mirella e Kaian, Veneno e Coroa Mirella

    A mão de Kaian ainda tremia quando se afastou do meu pescoço, e eu compreendi que um homem podia desejar uma mulher desesperadamente sem jamais escolher ficar ao lado dela.A marca de Seraphine ardia no chão da cela, espalhando veios vermelhos pela pedra azul. Minha garganta conservava o calor dos dedos dele. Não havia marcas, mas a lembrança daquele gesto me enojava mais do que qualquer ferimento. Kaian estivera perto demais de atravessar uma fronteira sem retorno. O pior era saber que uma parte de mim ainda queria a boca dele. Desejo, descobri, não tinha a menor obrigação de possuir dignidade.— Afaste-se — ordenei.Ele obedeceu.O gesto deveria ter me satisfeito. Em vez disso, deixou entre nós um vazio quente, quase ofensivo.Seraphine se apoiou na parede da cela, respirando com dificuldade.— Se terminaram de tentar destruir um ao outro, Morvan continua ouvindo.A voz dele respondeu das pedras:— E aprendendo.A marca vermelha avançou pelo chão. Kaian encontrou uma fenda na parede

  • A Ômega Rejeitada Que Fez O Alfa Implorar   Kaian Não Perdoa Fraqueza

    MirellaMorvan disse que agora sabia exatamente onde cortar, e Kaian olhou para mim como se eu tivesse acabado de entregar a lâmina.A cela de Seraphine tremia atrás da grade, metade aberta, metade faminta. As correntes caídas nos pulsos dela ainda fumegavam, mas a marca no chão continuava segurando seu corpo como raiz de ferro. O ar cheirava a prata queimada, sangue Varek e minha própria pele ferida. Meus dedos ardiam onde eu tocara o fecho. A dor era limpa demais para me assustar. O olhar de Kaian, não.Ele estava parado a um passo de mim, uma mão na própria ferida, a outra fechada com tanta força que os nós dos dedos haviam perdido a cor. O homem que segundos antes pediu permissão para ficar atrás de mim agora voltava a ser algo mais antigo. Mais treinado. O filho de Aldar Ren Varek, criado para esmagar qualquer coisa que parecesse fraqueza antes que o mundo usasse contra ele.— Você abriu uma porta para Morvan — ele disse.A voz veio baixa.Perigosa.— Eu abri uma corrente.— Você

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