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Kaian Não Perdoa Fraqueza

Author: Batistad
last update publish date: 2026-10-14 09:24:34

Mirella

Morvan disse que agora sabia exatamente onde cortar, e Kaian olhou para mim como se eu tivesse acabado de entregar a lâmina.

A cela de Seraphine tremia atrás da grade, metade aberta, metade faminta. As correntes caídas nos pulsos dela ainda fumegavam, mas a marca no chão continuava segurando seu corpo como raiz de ferro. O ar cheirava a prata queimada, sangue Varek e minha própria pele ferida. Meus dedos ardiam onde eu tocara o fecho. A dor era limpa demais para me assustar. O olhar de
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    NaraCassian prometeu atravessar o quarto se eu o chamasse daquele jeito outra vez, e descobri que minha coragem era muito maior quando ele estava longe.A distância entre nós não chegava a quatro passos. Ainda assim, parecia conter todas as coisas que eu temia: minha loba, a marca de Morvan, a lembrança de minha mãe adormecida sob a mina e aquele homem impossível que conseguia me deixar sem palavras simplesmente aguardando uma resposta.A chama prateada da lamparina tremia sobre as paredes. Cassian permanecia perto da porta, os ombros largos imóveis, os olhos escuros fixos em mim. Não havia ameaça em sua postura. Apenas desejo cuidadosamente contido, o que, em sua versão particular de crueldade, era muito pior.— Você sabe que essa sua paciência está começando a parecer provocação? — perguntei.— Não estou provocando.— Naturalmente. Você nasceu com essa expressão de homem que promete problemas e depois finge inocência.O canto de sua boca se moveu.— Nara.Meu nome saiu grave, rouc

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    SeleneDarius descobriu que minha paciência tinha limites quando seus olhos desceram, pela terceira vez, até minha boca.Estávamos sozinhos numa das câmaras de repouso da mina. A claridade azul atravessava as paredes, desenhando sombras sobre a cama estreita onde ele permanecia sentado, com a camisa aberta para que eu examinasse o ferimento. A prata ritual deixara uma cicatriz avermelhada abaixo de suas costelas. O corte estava fechando, mas seu lobo ainda se recuperava da ordem que o arrancara da morte.Darius acompanhava meus movimentos em silêncio. Não era um silêncio inocente. Eu reconhecia aquele olhar, a tensão em seu maxilar, a maneira como sua respiração mudava quando meus dedos chegavam perto demais da pele.— Você pretende continuar fazendo isso? — perguntei.Ele ergueu os olhos.— O quê?— Olhar para minha boca como se estivesse tentando decidir se ela é uma ameaça.— Já decidi.— E qual foi o veredicto?Um sorriso lento apareceu em seu rosto.— A ameaça mais perigosa que

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