共有

Capítulo 7

作者: Doce
— Do que você tem medo? — Perguntou Gustavo, se virando para abraçar Bianca com ternura. Sua voz era tão suave que parecia capaz de derreter qualquer incerteza.

— Tenho medo de que a sua família nunca me aceite, medo de que eu e Thiago passemos a vida toda sem reconhecimento, medo de que, quando eu envelhecer, você... mude de ideia — Respondeu ela com os olhos baixos, a voz embargada pela emoção.

— Isso nunca vai acontecer. — Gustavo levantou o rosto dela com cuidado, enxugando com a ponta dos dedos a umidade que se acumulava em seus olhos.

— Eu prometi que te protegeria. Ninguém vai nos separar. E eu jamais mudarei.

— Gustavo... — Bianca murmurou, emocionada, e logo em seguida fechou os olhos para beijar os lábios dele.

Mesmo com o processo de abertura de capital da empresa em andamento, Gustavo não resistiu e acabou levando Bianca de volta para casa, atendendo ao pedido dela.

Mas Bianca sentia que Gustavo havia mudado muito nos últimos dois anos.

Ele já não parecia tão apaixonado quanto antes. E, para piorar, ultimamente mencionava Ayla com cada vez mais frequência, mesmo na sua frente.

Mulheres são sensíveis por natureza. Por mais segura que estivesse do amor de Gustavo, a inquietação crescia dentro dela.

O beijo de Bianca despertou a resposta física imediata de Gustavo. Ele começou a acariciar com lentidão a nuca dela, envolver e guiar a Bianca para o quarto. Os dois se entregaram aos beijos e carícias intensas.

Mas de repente, por um instante, a imagem de Ayla cruzou a mente de Gustavo.

Na hora decisiva, ele parou.

— O que foi? — Bianca se assustou e segurou o braço dele, preocupada.

Gustavo, no entanto, afastou-se sem dizer nada. Entrou direto no banheiro, onde jogou água fria sobre o corpo, tentando acalmar o desejo.

A mente dele estava uma confusão.

Bastava pensar em Ayla, e toda a excitação desaparecia.

Claro que isso era algo que ele jamais poderia admitir diante de Bianca.

Ao sair do banheiro, Gustavo a abraçou de novo, beijou sua testa e se desculpou repetidas vezes:

— Acho que comi alguma coisa que me fez mal... senti um desconforto repentino.

Apesar de Bianca ter ficado visivelmente incomodada, ao se lembrar de como Gustavo vinha sendo atencioso nos últimos dias, ela escolheu não discutir.

Na manhã seguinte, Gustavo chegou cedo ao escritório.

Ainda no caminho, recebeu uma sequência de ligações: os poucos parceiros de negócio com quem tinha fechado acordos com dificuldade haviam cancelado tudo.

— O que está acontecendo? — Gritou Gustavo, furioso. Dentro da sala de reuniões, ninguém ousava responder.

— Sr. Gustavo, foi... por causa do atraso nas transferências. — Respondeu um dos diretores, com a voz trêmula.

— Atraso nas transferências? Como assim atraso?! — Gustavo bateu com força na mesa.

— O senhor estava fora ontem, e ninguém pôde assinar os contratos...

Gustavo congelou por um instante, tentando lembrar.

Sim, ele esteve fora com Bianca, e agora se lembrava de ter recebido uma ligação sobre esse assunto.

— A Srta. Ayla não estava ontem também? Por que não a procuraram... — Ele se interrompeu no meio da frase.

Se lembrou de que, formalmente, Ayla não possuía autoridade legal para assinar qualquer documento em nome da empresa. No fim, só lhe restou engolir as palavras.

— Inúteis! Saiam todos da minha frente! — Gritou, despejando sua raiva nos presentes.

Depois de mandar todo mundo embora, Gustavo mandou chamar Ayla.

Naquele momento, ela acabava de chegar à empresa, e, à distância, já podia ouvir os gritos e o burburinho sobre a perda dos contratos.

— Srta. Ayla. — Um colega se aproximou, com o semblante tenso. — O Sr. Gustavo está furioso. Parece que perdemos os acordos. Melhor você ir até lá.

— Entendi. — Respondeu Ayla, com calma.

Ela então empurrou a porta do escritório e entrou.

Apesar de estar tomado pela raiva, ao vê-la, Gustavo tentou controlar o tom:

— Você chegou.

Ayla se aproximou da mesa.

— Ontem, quando seu assistente me procurou para assinar os documentos, eu estava em reunião com um cliente importante e precisei sair às pressas.

Ela falou com um tom calmo, contendo uma leve expressão de frustração calculada.

— Você sabe que eu não tenho autoridade formal. Assinar em seu lugar sempre foi uma exceção, e se algo desse errado, além de eu não ter como me responsabilizar, ainda poderia comprometer você.

Ela suspirou levemente, com um ar resignado.

— Só não esperava que esses parceiros fossem tão impacientes. Por causa de um único dia de atraso, nem ao menos tentaram negociar. Nenhuma margem, nenhum diálogo.

A fala dela não parecia carregada de culpa, mas deixava claro que a falta de poder formal era o verdadeiro problema.

Não era que Ayla não quisesse resolver, era Gustavo que nunca lhe dera a autoridade necessária. E, no fim, foram os parceiros que mostraram ser implacáveis.

Ele olhou para o olhar sincero de Ayla e, naquele instante, qualquer suspeita de que ela tivesse feito aquilo de propósito desapareceu completamente.

Ayla sempre pensava no bem da empresa. Ontem mesmo, ela fez questão de viajar para se encontrar com um cliente. Como poderia ter causado um atraso de propósito? No fim das contas, o erro foi dele por não ter considerado as limitações que ela tinha por não possuir autoridade oficial.

Já ele, em um momento tão crucial para o lançamento da empresa na bolsa, teve tempo para sair com Bianca. Quanto mais pensava, mais sentia que estava sendo injusto com Ayla.

— Gustavo, este período é muito importante para a empresa. Que tal você me conceder algumas permissões operacionais? Assim, se surgir algum imprevisto, eu posso resolver na hora. — Sugeriu Ayla, aproveitando o momento.

Gustavo se surpreendeu.

Ele não esperava que Ayla fosse pedir por autoridade. Sempre confiou nela, e até mesmo quando precisava acessar dados confidenciais da empresa, ela só o fazia com ele por perto.

— Por quê? Isso é um problema para você? Se não se sentir confortável, podemos deixar para depois...

— Não é nenhum problema. Eu confio completamente em você. — Respondeu Gustavo de imediato, com medo de que ela percebesse sua hesitação.

— Mas para liberar acesso total, preciso da aprovação dos acionistas. Por enquanto, posso liberar alguns acessos parciais.

— Está bem. — Respondeu Ayla com um leve sorriso.

Ela sabia que Gustavo não cederia tão fácil. Mas mesmo acesso parcial já era suficiente para copiar os dados mais importantes.

Para derrubar a empresa de Gustavo, não podia ter pressa.

Assim que recebeu as permissões, Ayla rapidamente copiou os dados centrais da empresa dos últimos dois anos.

Com aquilo em mãos, não importava se o foco fosse concorrência em licitações ou o processo de abertura de capital... a decisão estaria nas mãos dela.

No início da tarde, Ayla recebeu uma ligação da mãe de Gustavo, Selina.

— Vera quer comer a comida que você prepara. Já falei com o Gustavo, venha aqui agora!

Selina desligou na mesma hora, nem foi um convite, mas uma ordem.

Ayla nem se surpreendeu. Desde que Gustavo a levou para conhecer a família Siqueira, Selina nunca lhe deu um sorriso sequer.

Parecia que Ayla devia algo àquela família.

E, de maneira muito natural, todos da família Siqueira pareciam achar que tinham o direito de mandar ela.

Ayla precisava ir toda semana à casa dos pais de Gustavo para cozinhar e fazer tarefas domésticas, mesmo a família contando com empregados.

A irmã de Gustavo, Vera, estava grávida e dizia que não conseguia comer a comida de mais ninguém. Só gostava do tempero de Ayla e por isso exigia que ela preparasse todas as refeições.

Para não colocar Gustavo em uma situação delicada, Ayla suportou aquilo por dois anos.

Olhando fixamente para a tela do celular, seus olhos refletiam uma frieza crescente. Ela deixou o celular de lado e, com calma, ligou o computador, abrindo os relatórios recentes da empresa.

Entre os arquivos, havia um projeto marcado em vermelho, era o principal projeto da empresa no momento. Ayla havia liderado essa iniciativa desde o início, e o responsável do outro lado só aceitava conversar diretamente com ela.

Depois de refletir por alguns segundos, ela foi até a sala de Gustavo.

Mas a assistente informou que ele havia acabado de sair, atendendo uma ligação urgente, inclusive adiou uma reunião que teria em seguida.

Ayla não hesitou em ligar diretamente para ele.

Mas, assim que a chamada foi atendida, uma voz inesperada surgiu do outro lado da linha.

— Ayla? Está procurando pelo Gustavo? — Era Bianca.

— Professora Bianca? Vocês estão juntos?

— Ah, não pense mal… Estamos no hospital. Thiago caiu e machucou a perna. Mas não se preocupe, foi só um arranhão, nada sério. Gustavo está com ele agora, pegando os remédios. Se quiser, posso pedir para ele retornar mais tarde.

— Não precisa, a saúde de Thiago é mais importante. Fiquem tranquilos.

Ayla desligou antes mesmo que Bianca pudesse responder. Bianca apertou os lábios, visivelmente incomodada.

Essa Ayla… Que mulher sem educação.

Ela ergueu os olhos e viu Gustavo voltando com Thiago.

— Ayla ligou para você. Eu atendi. Vai retornar?

Bianca estendeu o celular para ele.

Gustavo hesitou por um momento. Assim que pegou o aparelho, Thiago puxou o braço dele.

— Papai! Minha perna tá doendo!

Gustavo entendeu na hora que era fingimento. Segurou o rosto do menino com firmeza e devolveu o celular para Bianca.

Quando Bianca ligou mais cedo, ele achou que algo grave tinha acontecido. Ela dissera que Thiago tinha caído da escada, e ele podia ouvir o choro do menino ao fundo. Por isso saiu correndo do escritório, largando tudo.

Ao chegar ao hospital, Gustavo viu que Thiago tinha apenas um pequeno arranhão no joelho... a ferida já estava quase cicatrizada, mesmo antes do atendimento.

— É algo da empresa? — Perguntou ele.

— Ela disse que não era nada urgente. Talvez... ela só esteja com saudade de você. — Respondeu Bianca, com a voz calma, sem olhar para Gustavo. O tom trazia um leve toque de amargura.

Gustavo suspirou e segurou a mão dela. Mesmo sendo afastado duas vezes, ele insistiu e entrelaçou seus dedos aos dela.

— Amor. — Murmurou ele junto ao ouvido da mulher.

No mesmo instante, um leve sorriso escapou dos lábios de Bianca.

— Seu amor é outra. — Retrucou ela, com ironia.

— Isso machuca, sabia? A única esposa que tenho é você. — Acrescentou Gustavo, num tom baixo e firme.

Enquanto trocavam essas palavras doces, os dois seguiram por um corredor lateral, conversando em voz quase sussurrada.

Thiago, que observava os pais à distância, sorriu com malícia. Na mente do garoto, com a mãe por perto, aquela "mulher má", Ayla, logo seria expulsa da vida deles.

— Pronto, agora não é hora para brigar. Vou retornar a ligação, senão ela pode desconfiar. Seria um problema. — Comentou Gustavo.

— Ela não vai desconfiar de nada. Acho que ela é burra. Está completamente apaixonada por você. É você que está exagerando. — Rebateu Bianca, com indiferença.

— Bianca... — Chamou ele, em tom mais brando.

— Não me importa. Se você ligar para ela, é porque já mudou de ideia. — Cortou ela, firme.

Em outras ocasiões, bastava uma palavra de Gustavo para que Bianca cedesse. Mas dessa vez, por mais que ele tentasse, ela simplesmente não recuava.

Gustavo, sem coragem de deixá-la magoada, acabou concordando.

No fundo, Bianca também não estava errada. Ayla realmente era muito apaixonada por ele. Fazia tudo por ele e nunca duvidava de uma só palavra sua.

Para manipular Ayla, ele sempre teve total confiança.

Meia hora depois, do lado de Ayla, o telefone voltou a tocar. Era Selina novamente.

— Ayla, por que está demorando tanto? A empresa fica perto da casa da Vera! Você por acaso é uma tartaruga? — Reclamou Selina, com ainda mais impaciência. Dessa vez, porém, ela não desligou logo após falar.

Ayla curvou ligeiramente os lábios antes de responder com frieza:

— Mãe, estou em reunião agora na empresa. Estamos numa fase crítica do processo de abertura de capital. Qualquer falha pode gerar um prejuízo enorme. Neste momento, não posso me ausentar.

Do outro lado da linha, o silêncio foi imediato.

Selina ficou alguns segundos sem reação, ela mal podia acreditar no que acabara de ouvir.

Ayla, que sempre lhe obedecera sem questionar, agora ousava recusar?

— Ayla, você ficou louca? Está me desobedecendo? Já se esqueceu das regras da família Siqueira? A primeira é respeito...

— Eu já disse que não posso sair agora. Os assuntos do Gustavo estão acima de tudo, isso é algo que a senhora mesma sempre me ensinou.

Interrompeu Ayla, com uma voz serena, mas firme. Antes que Selina tivesse tempo de responder, ela continuou:

— Mas a Vera está no resguardo e precisa se alimentar bem. Se ela tiver vontade de comer algo específico, posso pedir ao assistente do Gustavo para contratar um serviço de entrega de algum restaurante Michelin, ou até trazer um chef particular. Com dinheiro, tudo se resolve. Pode colocar os custos na conta da empresa.
この本を無料で読み続ける
コードをスキャンしてアプリをダウンロード
コメント (4)
goodnovel comment avatar
lucia moreira
ela e esposa ou escrava da família
goodnovel comment avatar
Edilena Rodrigues
A família de Gustavo fazia ela de escrava,agora vão se lascar.
goodnovel comment avatar
Kênia Neves Medeiros
excelente livro
すべてのコメントを表示

最新チャプター

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 456

    — N-Não... impossível... como isso seria possível...?Elena murmurou, em choque, já com a respiração descompassada.As pessoas que vieram com ela correram para acalmá-la, tentando impedir que perdesse o controle.Elena, porém, afastou quem estava ao lado com um empurrão e se obrigou a ficar de pé, embora o corpo tremesse visivelmente.— Você está mentindo. Como você poderia...?Vendo que ela se recusava a acreditar, o chefe da segurança deu um passo à frente.— A identidade dos moradores normalmente é mantida em sigilo, mas, já que o Sr. Daniel se pronunciou, não nos cabe mais esconder nada. Senhora, o homem diante da senhora é o atual presidente do Grupo Cardoso, o Sr. Daniel. E os dois são, sim, legalmente casados; apenas sempre mantiveram tudo com discrição...Fez uma breve pausa antes de continuar:— Quanto a este condomínio e a esta administradora, ambos também pertencem ao Grupo Cardoso. Se a Srta. Ayla mora aqui, como poderia estar usando dinheiro da família Siqueira? Isso chega

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 455

    — Então é isso que a família Siqueira chama de bênção? Enganar uma mulher para casar, trair, manipular, fraudar, humilhar os outros sem o menor pudor... e ainda esperar que a vítima agradeça? Se é uma sorte tão grande assim, por que a senhora não fica com ela?Como se acolhesse um gatinho assustado, Daniel puxou Ayla inteira para dentro dos braços.A mão dele subiu devagar até a cabeça dela, num gesto de cuidado, como se quisesse barrar ali mesmo toda a sujeira que vinha atingindo seus ouvidos.Em outros dias, ainda fosse.Mas hoje ele estava ali.E, estando ali, como aceitaria ver Ayla lidando sozinha com gente daquela laia?Bastava pensar no que ela suportou durante todos aqueles anos para a dor e a revolta crescerem juntas dentro dele.O rastro de sorriso desapareceu por completo.Quando ergueu os olhos para Elena, o frio no olhar dele fez a velha estremecer por dentro.Mesmo assim, ao vê-lo protegendo Ayla daquele jeito, agarrado a ela diante de todos, Elena só se enfureceu ainda m

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 454

    — A senhora pode falar daqui mesmo. — O chefe da segurança cortou, com frieza.— Ayla, você é mesmo muito esperta. Então esse aí é o seu rostinho bonito? Foi por causa dele que você tratou o Gustavo com tanta crueldade, não foi? Você faz ideia do estado em que ele está? Gustavo não dorme, não come, já adoeceu por sua causa...A voz de Elena saiu alta, aguda, cortando o ar. Os médicos já tinham avisado que ela não podia se alterar nem perder o controle, mas, naquele momento, ela não queria saber de nada. Com o dedo apontado para o rosto de Ayla, parecia até lamentar não ter duas bocas para despejar ainda mais veneno.— Rostinho bonito? A senhora devia medir melhor as palavras. Ele é meu marido, legalmente e em todos os sentidos. E também é alguém que a família Siqueira não tem cacife nem para afrontar.Ayla a interrompeu antes que a velha terminasse.A mão de Daniel continuava firme na dela, puxando-a para mais perto, e o corpo de Ayla acabou se acomodando sem perceber junto ao dele. Aq

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 453

    — Ayla! Ayla!Elena gritava o nome dela do portão, tentando avançar na direção de Ayla sem se importar com os seguranças que a seguravam.As pessoas que vieram com ela também se meteram no empurra-empurra. O rosto do chefe da segurança endureceu.— Senhora, pela sua idade, ninguém aqui quer tocar na senhora. Mas a moradora desta unidade não recebe visitas. Por favor, não insista.— Moradora? Que moradora o quê? Ela é minha nora!Fora de si, Elena praticamente cuspiu as palavras no rosto do chefe da segurança.— E essa conversa de moradora importante... você faz ideia de que aquela casa foi comprada com o dinheiro do meu filho?Tomada pela raiva, Elena ergueu a bolsa e começou a acertá-lo com força. Por se tratar de uma idosa, ninguém ao redor ousava reagir como reagiria com qualquer outra pessoa, e isso acabou lhe dando espaço para avançar, fazendo o homem recuar alguns passos.O chefe da segurança lançou um olhar rápido para os outros. Alguns continuaram tentando contê-la, enquanto ou

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 452

    Eden percebeu que Ayla ainda não tinha entendido o que ele quis dizer. Então a olhou com um sorriso leve nos olhos.— Não necessariamente.— Então...— Mas, pelo que me lembro, você acabou de dizer que, mesmo quando o Sr. Daniel perdeu a consciência, ele não feriu você.Ayla ficou parada.Como se, de repente, alguma coisa tivesse se encaixado.Eden então voltou os olhos para Daniel.— Sr. Daniel, nem tudo aquilo foi culpa sua. Veja bem: o senhor protegeu sua mãe. E também protegeu a mulher que ama. Assim como uma pessoa pode agir sem razão para proteger alguém, ela também pode parar, pelo mesmo motivo, antes de ferir.A voz dele continuou calma:— Agora que o senhor tem ao lado alguém que quer protegê-lo tanto quanto o senhor quer protegê-la, tudo tende a ficar cada vez melhor.Quando Eden terminou de falar, o silêncio caiu sobre a sala.Mas, dessa vez, era um silêncio quente.Ayla sentiu o peito amolecer por inteiro. O olhar que voltou para Daniel já vinha cheio de ternura e sorriso.

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 451

    Contendo o impulso de beijá-la, Daniel sentiu os olhos umedecerem também. Com a voz presa na garganta, murmurou:— Vou fazer isso.Eden, sentado diante dos dois, observava em silêncio. Aos poucos, até ele recostou no encosto da cadeira, deixando o corpo relaxar de vez.Quando Giovanna lhe contou sobre Daniel, a princípio ele ficou preocupado.Feridas da alma não são exatamente difíceis de tratar. O problema é que, como acontece com todo mundo, uma ferida continua sendo uma ferida.Ela não surge do nada. E também não desaparece como se nunca tivesse existido.O que a cura pode fazer é ajudar a pessoa a sair disso por conta própria.Se houver resistência, a dor só continua rodando em círculos.Daniel tinha um transtorno de estresse com forte resposta emocional. Isso jamais desapareceria por completo. Mas, se ele aceitasse encarar as próprias emoções, tudo poderia ser trabalhado.Não existe ferida que volte a ser intacta. Mas também não existe dor da qual seja impossível sair.No fim, um

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 55

    Bruno, em um ponto, não estava errado.O Grupo Fonseca sempre foi extremamente rigoroso no controle de talentos.Mesmo ele precisou começar de baixo, galgar degrau por degrau, conduzindo a empresa em várias conquistas de valorização, até finalmente conquistar o posto que ocupa hoje.Se Ayla quisesse

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 65

    — Entendemos... Entendemos! — Júlio gaguejou. — Nada do que aconteceu aqui hoje vai sair desta sala!Ayla observou os três assinarem o contrato, só então ergueu a taça de champanhe da mesa e, com um gesto elegante, brindou:— Que seja uma parceria de sucesso.Assim que tudo terminou, a força que Ayl

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 33

    Por sorte, garçons e seguranças ouviram a confusão e chegaram rapidamente, separando as duas. Gisele também foi amparada pelas amigas ao lado.Nuno estava presente naquela noite. Ele não costumava gostar de bailes, mas apareceu justamente porque tinha receio de que Ayla se metesse em alguma confusão

  • Amor Falso, Herança Verdadeira   Capítulo 42

    Ayla observou por alto as grifes que Beatriz vestia... no total, não deviam passar de duzentos mil."Hoje em dia, quem tem algumas dezenas de milhares já começa a falar em círculo social?" Ela pensou.— Dizem que ela é…— Ayla, por mais que a Beatriz tenha falado besteira, você não devia ter partido

続きを読む
無料で面白い小説を探して読んでみましょう
GoodNovel アプリで人気小説に無料で!お好きな本をダウンロードして、いつでもどこでも読みましょう!
アプリで無料で本を読む
コードをスキャンしてアプリで読む
DMCA.com Protection Status