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Capítulo 35- Depois do depois

last update Data de publicação: 2025-07-22 04:24:20

Cinco anos haviam passado desde aquele dia no jardim. O dia em que eles disseram "sim" pela segunda vez — e dessa vez, para o mundo todo ver.

Desde então, a vida seguiu. Não com perfeição. Mas com presença.

A casa em que moravam ficava nos arredores de uma pequena cidade cercada por árvores e trilhas. Era grande o suficiente para os filhos correrem, pequena o bastante para que se ouvissem de um cômodo ao outro. O chão de madeira rangia em certos pontos, e a varanda da frente já precisava de tin
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  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 36_ Cicatriz de amor

    O fim de tarde caía com suavidade, como se o mundo inteiro tivesse desacelerado só para deixar aquele momento acontecer. O quintal estava banhado por uma luz dourada, que se derramava sobre as folhas, sobre os brinquedos esquecidos na grama e sobre a rede onde Luna e Angie descansavam juntas. O ar estava calmo, com o cheiro de terra ússida misturado ao perfume suave do sabão de coco das roupas secando no varal.Luna, com quase seis anos, estava deitada de lado, a cabeça no colo da mãe, os olhos meio fechados. Passava o dedo preguiçosamente pelas linhas do rosto de Angie, como se desenhasse memórias invisíveis.— Mamãe...Angie acariciava os cabelos da filha com uma mão, enquanto lia um trecho de um livro com a outra. Interrompeu a leitura e sorriu:— Hm?Luna hesitou. O tom da pergunta vinha com cuidado, como quem pisa em vidro fino:— Por que você tem aquela cicatriz grandona na barriga?Angie fechou o livro devagar e pousou-o no colo. Sabia que esse momento chegaria, mas como tantas

  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 35- Depois do depois

    Cinco anos haviam passado desde aquele dia no jardim. O dia em que eles disseram "sim" pela segunda vez — e dessa vez, para o mundo todo ver.Desde então, a vida seguiu. Não com perfeição. Mas com presença.A casa em que moravam ficava nos arredores de uma pequena cidade cercada por árvores e trilhas. Era grande o suficiente para os filhos correrem, pequena o bastante para que se ouvissem de um cômodo ao outro. O chão de madeira rangia em certos pontos, e a varanda da frente já precisava de tinta nova, mas nada disso importava. A casa era viva.Luna, com cinco anos, era um furacão em forma de gente. Falava pelos cotovelos, fazia perguntas difíceis, desenhava universos inteiros em folhas de sulfite espalhadas pela sala. João, com três, era um explorador incansável. Mexia em tudo, escalava armários, adorava molhar o chão do banheiro “pra ver como a água escapa pelos cantos”.Naquela manhã de sábado, Angie acordou com o sol tocando de leve sua bochecha. Estava deitada de lado, encolhida,

  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 34 – Justiça sob luz fria e recomeço

    O tribunal estava lotado, embora o processo corresse em sigilo parcial. Repórteres faziam plantão do lado de fora, tentando captar qualquer imagem, qualquer reação. O caso havia ganhado a atenção da mídia local: "Mulher invade casamento do ex e atira na noiva em surto emocional". A narrativa era sensacional, trágica, vendável.Mas por trás da manchete, havia dor real.Angie entrou com passos firmes, mesmo usando uma bengala leve por recomendação médica. O ferimento no abdômen cicatrizava, mas não tão rápido quanto ela queria. Ainda assim, a força com que ela sustentava o olhar ao cruzar a sala deixava claro: não havia mais medo.Robert estava ao seu lado, de terno, discreto, tenso. Ele a ajudou a se sentar na fileira reservada às vítimas e familiares. O pai de Angie estava ali também, imponente, olhando para a porta por onde Júlia entraria.Quando ela surgiu, algemada, magra, abatida, cabelos presos num coque descuidado... a sala silenciou. Ela caminhava curvada, como quem não queria

  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 33_ Entre a vida e a linha tênue

    A ambulância chegou em minutos, mas para Robert, parecia uma eternidade. Ele subiu com ela, segurando sua mão o tempo inteiro, mesmo quando ela não mais reagia.No hospital, as portas se fecharam à sua frente. Ele ficou de pé no corredor branco e gelado, coberto de sangue, as mãos sujas, o rosto sujo de lágrimas.Horas depois, já sentado, a cabeça entre as mãos, sentiu um toque no ombro.Era Suzy. Pálida, trêmula. — Robert... ela vai...Ele não respondeu. Só olhou para a porta do centro cirúrgico.Evelyn chegou logo depois, o rosto devastado. O pai de Angie vinha atrás, quase sem respirar, e a mãe com os olhos inchados.— O que aconteceu?! — perguntou Jorge, empurrando Robert contra a parede. — O que você FEZ?! Isso tudo é culpa sua.— Eu... ela... Júlia apareceu. Ela estava armada. Eu não consegui impedir. Ela estava doente, Jorge. Doente.Jorge o soltou, mas não disse mais nada. Só caminhou de volta até a cadeira e afundou ali.O médico saiu da sala com o jaleco manchado de sangue.

  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 32_Dia de sorrisos e tragédias

    Claro! A seguir está a versão reescrita da cena, com a cerimônia ocorrendo em paz, com emoção e beleza, e a chegada descontrolada de Júlia acontecendo apenas depois que Angie e Robert já assinaram os papéis e estão oficialmente casados. Isso preserva o momento especial do casamento e traz a reviravolta dramática logo em seguida — com impacto, mas sem roubar o brilho da união.Capítulo – O dia só delesA manhã era leve, com céu limpo e brisa suave. O jardim reservado atrás do ateliê estava silencioso, como se o mundo lá fora tivesse adormecido por algumas horas. Lavandas balançavam discretamente, e o ar carregava o cheiro fresco de terra úmida e flor.Angie chegou com os cabelos presos em um coque solto e o vestido fluido tocando os tornozelos. O buquê de flores silvestres amarrado com fita azul se destacava contra o branco do tecido. Robert já a esperava sob o caramanchão de madeira, vestindo uma camisa clara, blazer azul-marinho e olhos cheios de ternura.Quando a viu, seus lábios se

  • Amor Inesperado pelo Chefe do meu Pai   Capítulo 31_Cerimônia

    Agora que os pais de ambos sabiam do romance, estava na hora de dizerem para eles que os dois pretedem morar juntos.Robert estacionou o carro em frente à casa dos pais de Angie e ficou ali por um minuto, olhando para a caixinha no banco do passageiro. Dentro dela estavam as alianças simples que eles haviam escolhido juntos naquela tarde. Nada caro, nada extravagante. Apenas prata lisa, com uma pequena gravação interna: “Sem promessas, só presença.”Ele sorriu ao lembrar da expressão de Angie ao experimentar a dela. Tinha sido um momento silencioso, mas tão cheio de significado quanto qualquer cerimônia tradicional.Apenas três semanas os separavam do sim.E naquela noite, dariam o primeiro passo: contar à família que decidiram viver juntos.Mas o casamento...Esse, por enquanto, continuaria sendo o segredo mais bonito entre os dois, ou era assim que eles queriam._De jeito nenhum...disse o pai de Angie quando eles fizeram o anúncio _Minha filha sai daqui casada, bem que eu iamginei,

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