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DOZE ARTEFATOS, DOZE DEUSES

Author: MARCUS SOUSA
last update publish date: 2022-10-06 20:27:51

Apesar de ser uma tripulante considerada, Azura ainda não estava completamente inteirada da missão em si. Esse era o assunto que ela queria ter com Heitor nos aposentos que o rei havia deixado para o descanso deles. Mas o capitão não estava muito para conversas. Deixando de lado sua túnica ele se apresentou a ela como havia vindo ao mundo, tomando- a nos braços sem dar tempo para que a cigana se esquivasse. Entre os beijos ardentes, o minoico a segurava firmemente pelos cabelos, desabotoando co
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  • Azura, Fogo Cigano   ILHA AMALDIÇOADA

    O processo de recuperação de Euriacos foi acelerado graças aos cuidados e as magias de cura que Circe aplicava. Azura evitava questionar o que acontecera antes de chegarem a ilha. A própria Circe sentia a desconfiança da cigana e por isso uma noite resolveu contar-lhe como viera parar ali e porque se tornara prisioneira. Ela crescera no seio de ninfas, sendo ela mesma filha de uma ninfa. Porem o fato de ser filha de um deus caído a transformara em uma pária diante das divindades dominantes. Em sua tentativa de fuga, ela acabou atraída pela grande presença magica naquela ilha. O resultado foi ser capturada pela feiticeira Calíope, mas nunca ser ter sido de fato enfeitiçada. Sua ascendência lhe garantia imunidade total ao encantamento e acima de tudo impossibilitava que a própria feiticeira a matasse. Em pouco tempo então ela já entendia a base do poder da feiticeira, mas também era incapaz de matá-la, precisava de outros meios para isso. Os marinheiros que por ventura ancoravam ali,

  • Azura, Fogo Cigano   QUEBRANDO ENCANTOS

    Essa conversa breve com a jovem prisioneira, atraiu a atenção da feiticeira, que largou os homens comendo a lavagem porca, ludibriados pelo encanto lançado, crentes que saboreavam um delicioso banquete, em um aconchegante recinto. Azura não tentava nem imaginar o que eles estavam bebendo, parecia um liquido pegajoso e grosso.Calíope aproximou-se, suas escamas reluzentes tilintando como metal e suas patas rastejantes de lagarto caminhando vagarosamente na direção da cigana amarrada como um animal em uma armadilha.— Então temos aqui uma nova bela visitante.Sua voz era doce como o mel, e soava como a canção de um rouxinol. Azura sentiu um leve torpor tomando conta do seu corpo. Possivelmente até mesmo falando, Calíope conseguia enfeitiçar as suas vítimas.“Concentre-se! Não preste atenção as palavras dela. Agarre-se a uma lembrança boa e fixe-a na mente.”A cigana ouviu a voz de Circe ecoando em sua cabeça. Olhando para ela viu que ela fazia um tremendo esforço para se comunicar com e

  • Azura, Fogo Cigano   A FEITICEIRA

    Heitor foi pego totalmente de surpresa e Euriacos ao seu lado não conseguia emitir um som sequer. Azura estava espantada, pois esperava algum tipo de monstro, cruel, feio e asqueroso, mas estava diante de uma mulher elegante, de olhar vivido e inteligente, nem um pouco incomodada com a atitude tola dos homens ali presentes. Demorou alguns segundos para Heitor se recompor e dirigir-lhe a palavra. — Perdoe nossa intromissão. Devo admitir que esperava a presença de algo muito diferente do que os meus olhos veem agora. — Permita-me oferecer-lhes um lugar a minha mesa. Quanta descortesia a minha, uma anfitriã que não se apresenta aos convidados. Eu sou Calíope, essa é minha jovem aprendiz Circe. A feiticeira apontou para a criança que os encarava com olhar altivo e ameaçador, ao lado dela. Com um breve aceno de cabeça aos recém chegados ela retomou as suas atividades, carregando para o interior da caverna uma pilha de livros de aparência gasta. Com um gesto amplo das mãos, Calíope fez

  • Azura, Fogo Cigano   A ILHA DE ÉA

    O próximo passo seria uma ilha distante e desconhecida. Diziam que ali habitava uma antiga feiticeira, cruel e sedenta de poder. Ela possuía um dos artefatos o que fazia com que sua magia fosse muito mais poderosa que o normal.O Trôgon partiu com o despontar do primeiro raio de sol, aproveitando a brisa e o tempo perfeito. Carregado para quinze dias de mar, esperavam que no caminho pudessem encontrar outras ilhas para trocar mercadorias e assim reabastecer sem riscos. Os mares eram desconhecidos e imprevisíveis e nem sempre tudo corria como o esperado, mas os marinheiros e seu capitão eram experientes e estavam preparados para tudo.Apesar de Azura sentir que algo não se encaixava na história de Heitor, ela o seguia, cada dia aprendendo mais os truques do oceano e se familiarizando com a marinhagem e a tripulação. Era já considerada parte importante da equipe e todos respeitavam suas habilidades. Por vezes deleitava os marinheiros com uma bela dança, ao som do bardo Helder. Esses mom

  • Azura, Fogo Cigano   A FLORESTA DA NINHADA

    Suja de lama e com a sua fina túnica em farrapos, Sareena sentiu, olhares diferentes a vigiando das sombras. Ela havia caminhado por horas, ignorando o cansaço, a fome e a sede que sentia. De subido, um silvo agudo a avisou do ataque iminente, em um instante desviou a cabeça para o lado, olhando o vulto veloz da flecha que passou zunindo e cravou -se na arvore atras de si. Ela não via seus agressores, mas conseguia determinar a localização de cada um. Ela podia senti-los através da densa sombra que os escondia. Concentrando a sua energia, ela conduziu a sua aura através das sombras e sentindo uma intensa fisgada na barriga ela se moveu numa velocidade incrível, dentro da própria escuridão. Isso surpreendeu seus agressores, que não esperavam que ela tivesse os localizado.— Não vim para lutar. – Ela olhou para seus agressores. Eram mesmo os elfos. Mas eles eram completamente diferentes do que ela havia imaginado e também divergiam totalmente das descrições que o povo local havia passad

  • Azura, Fogo Cigano   DOZE ARTEFATOS, DOZE DEUSES

    Apesar de ser uma tripulante considerada, Azura ainda não estava completamente inteirada da missão em si. Esse era o assunto que ela queria ter com Heitor nos aposentos que o rei havia deixado para o descanso deles. Mas o capitão não estava muito para conversas. Deixando de lado sua túnica ele se apresentou a ela como havia vindo ao mundo, tomando- a nos braços sem dar tempo para que a cigana se esquivasse. Entre os beijos ardentes, o minoico a segurava firmemente pelos cabelos, desabotoando com uma das mãos o corpete de couro, alisando com as mãos fortes o corpo macio da cigana.Azura nunca havia provado tanta intensidade. O capitão estava ávido e ela mesma não conseguia se segurar. Com certeza a conversa sobre o trabalho poderia esperar até o dia seguinte.Esse foi de fato, o primeiro assunto que Azura quis tratar com Heitor após o desjejum. Ela notou claramente que o capitão tentava se esquivar do assunto. Ela o pressionou.— Como posso ajuda-lo se não me contar qual é de fato a mi

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