تسجيل الدخولNo interior simples de um apartamento, iluminado apenas por um abajur, Aurora estava deitada na cama. Ela tinha acordado bem cedo, olhado as horas e voltado a dormir.Ela não sabia quanto tempo tinha passado quando, meio perdida entre o sonho e a vigília, ouviu o som da chave girando na fechadura da porta de entrada. O coração deu um sobressalto. Ela se sentou de uma vez, totalmente desperta, prendendo a respiração para escutar qualquer ruído lá fora. Sua pulsação disparou.Depois que a porta se abriu, ela ouviu o som metálico da chave sendo deixada sobre o armário de sapatos.— Cof… cof…A tosse familiar cortou o silêncio.Aurora apertou o peito com a mão, tentando controlar o coração disparado. Só depois de soltar um longo suspiro ela relaxou os dedos. Levantou-se, calçou as pantufas e já ia sair do quarto quando, no segundo seguinte, alguém empurrou a porta por fora.O homem de têmporas grisalhas claramente se surpreendeu ao vê-la ali. O espanto, no entanto, durou pouco. Em um pisca
Ao ouvir aquilo, a mão de Márcio, que segurava a xícara, parou por um segundo. O café dentro dela formou uma pequena onda. Ele tomou um gole, sem pressa:— Eu não sei por que o senhor resolveu desenterrar um assunto tão velho assim.— Ninguém é gentil com alguém de graça. Eu vou investigar todas as pessoas que se aproximaram da Ivi. Professor Márcio, o senhor não se importa, certo?Os dedos de Fabiano repousaram sobre o tampo da mesa.— Eu não me importo. No fim das contas, isso também é uma forma de o senhor protegê-la. Pensar na segurança dela só pode ser algo positivo. — Márcio lançou um olhar rápido para o homem sentado do outro lado. — No começo, eu só cuidei mais dela por causa da mãe dela. Mas ela realmente foi minha aluna excelente.Quando mencionou Ivone, um leve traço de admiração transpareceu em seu olhar.— O senhor é mesmo um homem generoso. O senhor não apenas tolerou que a mulher de quem gostava tivesse uma filha com outro homem, como ainda cuidou especialmente da menina
Depois de limpar o rosto do filho, Ivone afagou delicadamente a cabeça de Cofrinho:— Meu amor, eu sei que você já está se esforçando muito. Se você fizer só mais um pouquinho de força, pode ser? Desta vez, o seu pai e eu vamos ficar com você o tempo todo.A cabecinha de Cofrinho roçou de leve na palma da mão de Ivone:— Papai... mamãe...— Isso mesmo, meu amor. Força.A vozinha de bebê de Cofrinho saiu entrecortada, tropeçando nas palavras:— Fo...ça...Ivone acabou rindo em meio às lágrimas. Por dentro, sentiu o coração amolecer.Do lado de fora do quarto de isolamento, Fabiano, de camisa social preta, observava pelo monitor Ivone encostando carinhosamente o rosto na cabeça de Cofrinho.Ivone tinha um gênio forte e era teimosa, mas, no fundo, era toda delicadeza. Agora que tinha se tornado mãe, essa doçura tinha vindo toda à tona, suavizando cada gesto, cada olhar.— Você não vai entrar? — Roberto perguntou. — O que você ganha ficando aí, vendo tudo pela tela? Vai lá. Aproveita que s
Um Maybach parou em frente ao hospital. O motorista desceu e estava prestes a abrir a porta de trás quando ela se abriu por dentro.Davi saiu do carro.Ele usava máscara preta e boné preto. O hospital estava cheio de gente, com pacientes e familiares circulando por todos os lados. Ele não queria ser reconhecido. Se algum paparazzo o flagrasse ali, em meia hora surgiriam fofocas de todo tipo.Depois de descer, Davi lançou um olhar rápido ao redor. Era uma manhã tranquila, com um fluxo constante de pessoas entrando e saindo do prédio principal do hospital.Ninguém ali imaginaria que, sob aquela aparência de normalidade, os seguranças de Fabiano estavam espalhados pelo térreo, controlando discretamente todo o hospital.Antes, Davi tinha traçado um plano para tirar Ivone dali e já estava pronto para agir. Quem poderia imaginar que Cofrinho ainda estivesse vivo?E, além disso, o estado do menino não era bom. Em breve, ele passaria pelo transplante de medula. Ivone jamais iria embora justame
Ivone sabia que Fabiano estava investigando algumas coisas. Sentimento era sentimento, mas Douglas não era um problema só dela. Aquilo envolvia a família Moraes, a família Marques e um monte de gente inocente.Ivone forçou a memória, tentando recuperar o que tinha acontecido naquele dia. Tinha sido apenas alguns dias antes, mas, para ela, parecia que uma vida inteira havia se passado.— Naquele dia, eu jantei com o professor Márcio e, depois, ia te procurar... Ia procurar o Cássio para perguntar pessoalmente de onde veio o nome dele, porque descobri que "Cássia" veio do meu signo e de uma análise de sorte.O olhar de Fabiano se aprofundou enquanto ele encarava Ivone. O pomo de Adão dele subiu e desceu, e ele murmurou:— Hum.Ivone continuou:— No começo, eu saí dirigindo na direção da casa do Cássio. Só que, quando me dei conta, já estava lá no porto. Eu nem sei em que momento mudei de caminho. Talvez você não acredite no que estou falando.— Eu acredito. — Fabiano fez uma pausa e repe
— Ela admitiu isso da própria boca? — Os olhos avermelhados de Ivone se fixaram em Fabiano.— Ela fugiu no meio da confusão. Eu já mandei gente atrás dela. — Fabiano acendeu a luz central do quarto.Com o quarto claro, as lágrimas no rosto de Ivone ficaram ainda mais visíveis.Enquanto falava, ele puxou um lenço de papel e estendeu para ela enxugar o rosto:— A Aurora nunca teve contato direto com a Maia. O fato de ela ter conseguido convencer o Douglas a mandar gente tirar Carlos da prisão já mostra que, faz tempo, ela mantém ligação com o pessoal do tráfico.Ivone abaixou a cabeça e começou a cutucar os próprios dedos:— Como é que isso aconteceu? Por que ela fez mal para a vovó?Fabiano afastou as mãos dela, abrindo os dedos com firmeza. Não demorou para perceber que a pele onde Ivone vinha mexendo já estava ferida. Era um tipo de defesa, mas também era uma forma de se machucar.Ele segurou forte a mão dela, impedindo que ela continuasse:— Ela sempre foi ambiciosa. Ela guardou ranc







