เข้าสู่ระบบEra o mesmo cheiro da pomada que ela tinha usado antes no condomínio Vida Doce e na Mansão Grande Venice.Ela lembrava muito bem que não tinha passado nenhuma pomada em si mesma, e que, anteontem à noite, tinha dormido na cama de Fabiano. Então, nem precisava pensar muito para saber quem tinha passado a pomada nela.Como Ivone não respondeu, Carlos estendeu a mão e tocou o joelho dela.Mas, no instante em que a mão dele encostou no joelho de Ivone, ela recobrou a consciência de repente e desferiu um chute forte no peito dele:— Quem mandou você ficar me apalpando!Carlos não tinha imaginado que ela fosse se mover tão rápido. Ele levou o chute, caiu sentado no chão e soltou um gemido. Ao se levantar, a expressão dele estava completamente distorcida:— Você ousou me chutar!Ele apoiou as duas mãos no encosto da cadeira em que Ivone estava sentada. O corpo largo dele a envolveu, e Ivone sentiu o cheiro intenso de testosterona e o ar opressor vindo dele.O rosto de Carlos se aproximou do d
Ivone estava dormindo meio zonza quando ouviu Rex latir uma vez.Ela abriu os olhos ainda pesados de sono, virou o corpo e estava prestes a apertar o interruptor do abajur quando ouviu uma voz fria e ríspida:— Sai!Rex soltou um "uuh" baixinho, mas, assim que enfrentou os olhos profundos e frios do homem, cheios de veias vermelhas, virou a cabeça e saiu correndo.Era a voz de Fabiano.A mão que Ivone tinha estendido de repente foi agarrada. A figura alta do homem se inclinou sobre ela, prendendo a mão dela ao lado do travesseiro, e o beijo quente dele, carregado de cheiro forte de álcool, tomou a boca dela por inteiro.— Uh!Ivone tentou ao máximo fugir do beijo dele, mas Fabiano segurou o queixo dela, não permitindo que ela se afastasse. A outra mão dele agarrou a gola do pijama dela e puxou com força.Os botões voaram, caíram no piso de madeira e ainda quicaram algumas vezes.Os dedos quentes dele seguraram o tecido do pijama que tinha sido puxado até o braço dela. Ele afundou o ros
Raul soltou um suspiro. Ele sabia que ela estava de mau humor por causa do que tinha acontecido no fim da tarde no jardim. Ele não sabia bem o que dizer, então apenas aconselhou:— Então, senhora, beba um pouco de leite e tente dormir cedo. Ficar muito tempo no celular vai acabar cansando os olhos.— Tá bom, você também vá descansar cedo. — Ela pegou naturalmente o copo em cima da mesa e bebeu o leite. Quando morava na Mansão Grande Venice, era sempre Raul quem preparava o leite quente para ela.Raul tinha visto Ivone crescer. Com ele por perto, Ivone se sentia muito mais tranquila.Depois que Ivone terminou o leite, ela foi para o banheiro tomar banho e escovar os dentes.O absorvente que ela tinha trocado naquele dia estava praticamente limpo, quase sem nenhum sangue.Dessa vez, o ciclo menstrual dela estava um pouco estranho. Ela não sabia se isso tinha relação com tudo o que vinha acontecendo com ela ultimamente. Já tinha ouvido dizer que a menstruação também podia ser influenciada
Os olhos profundos e insondáveis de Fabiano ficaram fixos em Ivone. Depois que ela terminou de fazer aquela pergunta, ela ficou em silêncio. Ela apenas lançou um olhar para ele e logo desviou, e os olhos dela, que já estavam vermelhos, ficaram ainda mais úmidos.O jardim estava em completo silêncio quando o toque do celular de Fabiano soou de repente.Ele tirou o aparelho do bolso, desviou o olhar do rosto de Ivone e encarou o número que aparecia na tela, sem identificação de nome, mas que já estava gravado na memória dele há mais de um ano. O olhar dele ficou preso ali.Aquela pessoa não ligava para ele por qualquer motivo. A não ser que…Os dedos dele ficaram rígidos em volta do celular, e o rosto dele se fechou de repente. Ele caminhou a passos largos na direção da garagem e atendeu a ligação.Ivone continuou parada no meio do jardim, bem no caminho do vento. Ela ouviu o ronco do motor de um carro esportivo vindo da garagem. Um carro esportivo azul‑marinho passou por ela em alta vel
Do jardim ecoou uma sequência de latidos ferozes.Rex apareceu correndo de não se sabe onde, latindo alto para Samuel, que ainda abraçava Ivone, circulando à sua volta e rosnando baixo.— Samuel, me solta antes que o Rex te morda. — Disse Ivone.Samuel apertou ainda mais Ivone nos braços:— Deixa ele morder.Ivone franziu a testa. Ela sabia como Samuel era teimoso. As palavras mal tinham saído de sua boca quando, de relance, ela viu Rex prestes a avançar em direção a eles.— Rex, não!Uma sombra negra passou à frente de Rex, larga e determinada. Fabiano chegou primeiro, segurando Samuel pelo colarinho com uma só mão e o afastando à força!Fabiano era forte, e Samuel, que nos últimos dias estava mais magro e ainda por cima ferido, ficou sem equilíbrio: foi puxado e só parou depois de dois passos trôpegos.Ao ver Ivone de olhos marejados e Samuel com os olhos vermelhos, uma risada fria e cortante escapou do fundo da garganta de Fabiano:— O que foi? Tem tanto sofrimento aí dentro que só
O rosto de Geraldo ficou repentinamente sombrio:— Como você se atreve…— Heh. — Maia soltou uma risada fria. — Não é à toa que, desde pequena, você sempre me odiou. Depois que minha mãe morreu, você nem olhava na minha cara. Naquela época, eu sempre me perguntava se tinha feito algo errado. Só entendi tudo de verdade no dia em que, descendo as escadas, quase trombei com você: você me deu um chute, me jogou lá de cima e ainda quase me estrangulou. Foi ali que percebi que não era só desprezo. Você realmente me odiava.Maia foi se aproximando dele, observando o rosto de Geraldo, que estava completamente fechado de raiva. Ela sorriu de leve, quase com desdém:— Porque eu sou o resultado daquela noite em que você obrigou minha mãe a deitar com outro homem. Eu não sou sua filha, sou sua vergonha!— Chega! — Geraldo explodiu, arremessando a xícara de café contra o chão. Os cacos de porcelana branca se espalharam, e o café sujou o tapete caro.Ele agarrou o pescoço de Maia com força, o rosto







