LOGINPOV/ ALESSIACom a outra mão, espalmei o peito dele, sentindo o suor começar na pele, o músculo tenso demais para um homem que estava tentando não se mexer.Afastei a boca só o bastante para respirar, os lábios ainda encostados nos dele.— O que você pretende fazer? — ele perguntou, a voz já diferente, mais grossa.— Sentir você. — Beijei o canto dos lábios, depois o meio. — Só isso. Pegar. Ficar. E eu... eu não tô com medo agora.Por um segundo, uma imagem tentou entrar. Uma mão que não era a minha. Um quarto que não era esse. Sacudi a cabeça, fechei os olhos com força e voltei para a boca dele. A língua, o gosto, a mão subindo e descendo no pau. O agora. Só o agora.A mão foi ganhando coragem. Subia e descia com mais firmeza, o polegar sempre na cabeça, sentindo ela molhada, quente, latejando. Eu beijava a boca, o pescoço, voltava à boca. A respiração dele batia quente no meu rosto cada vez que eu apertava um pouco mais.O corpo dele gemia, e o meu respondia.Sem eu decidir, a mão li
POV: ALÉSSIAFiquei ajoelhada entre as pernas dele, as mãos abertas sobre as minhas coxas, olhando para aquele corpo inteiro rendido na minha frente. Os braços presos na cabeceira. A gravata preta cobrindo os olhos. A toalha branca ainda amarrada na cintura.O quarto estava quieto demais. Eu ouvia a respiração dele, o meu próprio coração batendo no pescoço. Por um segundo fiquei só olhando. Tinha pedido isso. Tinha descido do tatame com essa decisão na boca. E agora que ele estava ali, do jeito que eu pedi, o medo e a vontade se misturavam num nó só.Respirei fundo e encostei os dedos nos antebraços dele.A pele estava quente, ainda úmida do banho. Subi devagar, sentindo o volume dos músculos, a tensão que ele não conseguia esconder mesmo parado. Passei a palma pelos bíceps, pelos ombros, pela base do pescoço. O pulso dele batia forte contra os meus dedos.Continuei subindo.O maxilar. A barba por fazer, áspera na ponta dos dedos. Os lábios.Parei ali, o polegar desenhando a boca dele
POV: ALÉSSIAA lembrança daquele peso entre as minhas pernas não saiu da minha cabeça durante a tarde.Toda vez que eu me distraía, sentia novamente o membro de Dominic rígido sob o moletom, pressionando minha virilha enquanto eu estava sentada sobre ele no tatame. O calor atravessava nossas roupas, e a pulsação contra meu corpo tinha sido impossível de ignorar.Eu tinha tomado a decisão ali, montada em seu quadril.Queria ver.Queria olhar para o corpo dele sem nenhum tecido no caminho e descobrir se conseguiria tocá-lo daquele jeito. Na noite anterior, a toalha ainda tinha funcionado como uma barreira. Agora eu queria retirá-la.Passei boa parte da tarde na sala com Cassian. Colocamos alguns filmes na televisão enquanto ele contava histórias das brigas antigas entre os irmãos e me fazia rir. Mesmo assim, minha atenção escapava da tela a todo instante.Quando Cassian ficou concentrado no filme, peguei o celular e pesquisei relatos sobre reaproximação física depois de experiências trau
POV: DOMINICCanário tinha passado horas naquele deck treinando Aléssia. Ele sabia que ela não conseguiria competir com a força de um homem maior, por isso ensinava golpes baseados em velocidade, alavanca e aproveitamento do impulso do adversário.Durante o conclave, ele tinha recebido os tiros destinados a mim.Não existia oração, enterro ou homenagem capaz de devolver o homem que protegeu meus irmãos durante anos. Restava o que ele tinha deixado em nós. Naquele momento, eu via parte disso na postura de Aléssia.Ela avançou e segurou meu punho com as duas mãos. Girou o corpo, baixou o quadril e tentou me puxar por cima do ombro.Mantive os pés firmes. Bastou deslocar o peso para trás para impedir a projeção. Antes que ela soltasse meu braço, passei a perna por trás da sua e retirei seu apoio.Aléssia caiu de lado.— Quatorze — contei.Ela permaneceu deitada, respirando pela boca.— Não fala comigo.— Você quer parar?— Também não faz perguntas.— Então levanta.Aléssia virou o rosto e
POV: DOMINICO deck de madeira ficava do lado esquerdo da fazenda, cercado pelo gramado e aberto para o céu. As placas de tatame cobriam quase toda a estrutura, deixando apenas uma faixa de madeira aparente ao redor. Algumas almofadas de treino permaneciam empilhadas perto do corrimão.O sol da manhã já aquecia o espaço. Depois de um café leve, levei Aléssia até lá para descobrir quanto do treinamento ela ainda lembrava.Dois soldados da guarda interna terminavam uma sequência de golpes no canto do tatame. Fiz um movimento com a cabeça na direção da fazenda.— Podem sair.Os dois recolheram as toalhas e se afastaram pelo caminho de pedras sem questionar. Esperei até ficarmos sozinhos antes de me virar para Aléssia.Ela estava no centro do tatame. O coque alto deixava a nuca exposta, e alguns fios prateados já tinham escapado ao redor do rosto. A camiseta cinza, larga demais para o corpo pequeno, descia até o meio das coxas e cobria parte da legging preta. A faixa branca protegia o ante
POV: ALÉSSIAEu corria sem parar pelo escuro.Não sabia para onde ir. Para qualquer lado que olhava, havia apenas breu, e o único barulho que ouvia era o som de correntes arrastando pelo chão. Pessoas gritavam, corpos se debatiam, mas eu não conseguia enxergar ninguém. O ar frio entrava pela minha boca e ressecava minha garganta. Minhas pernas doíam, os pés batiam contra o chão duro, mas eu continuava correndo.Uma fresta se abriu na escuridão.Dominic estava alguns passos à frente.— Dominic! Dominic! — gritei, correndo na direção dele.Ele olhou para mim e sorriu.O sorriso desapareceu. Seu corpo tombou para a frente e bateu contra o chão frio. Os braços ficaram largados ao lado do corpo. O peito parou de subir.— Dominic!Olhei ao redor, procurando alguém. Havia uma presença perto de mim, escondida no escuro.— Quem é você? Aparece!Ninguém respondeu.Corri até Dominic, mas não consegui alcançá-lo. Minhas pernas se movimentavam cada vez mais rápido, os músculos queimavam pelo esfor







