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Capítulo XXXVIII: Seguindo o Script!

Auteur: Sra.C
last update Date de publication: 2025-06-15 11:03:03

Alexandra

Enquanto Sean se dirigia apressadamente para o banheiro, eu me permiti um riso discreto, quase imperceptível. A imagem dele, o CEO imponente e controlador, reduzido a um adolescente frenético por uma simples peça de renda e uma provocação velada, era a prova viva de que minhas loucuras combinavam perfeitamente com as dele. Com Sean, eu tinha a abertura de ser tudo o que desejasse, sem julgamentos. Ele era "meu espinho na roça", me fazendo lembrar da minha juventude em São José dos Cam
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  • Caindo nas garras do meu CEO   EPÍLOGO

    E aqui estou, mais uma vez sozinho quebrado e perdido.A casa já vazia, silenciosa demais. Fria contra o meu corpo..Meus pensamentos silenciosos e a dor em meu peito grita.O bar da sala sempre foi decorativo. Hoje não. Hoje ele trabalha.O primeiro gole queima. O segundo desce fácil demais. O terceiro já não resolve nada.A casa inteira fingindo normalidade, como sempre fizemos. Como sempre faremos.Eu não consigo.Sento-me no chão do quarto que horas antes ela se arrumava e fingia sorrir para mim. Ali encontro os meu sonhos que nunca serão vividos, no chão mesmo, destroçados.As costas encostadas na cama. Gravata solta. Camisa aberta no primeiro botão. O celular na mão pesa mais que o copo.Abro a galeria.Ela...Sorrindo na praia.Ela...Rindo para mim ou será que ria de mim?!Ela... Dormindo enrolada nos nossos lençóis com o cabelo espalhado no travesseiro. Ela...Me olhando como se eu fosse o único homem no planeta ou assim achava!Meu peito aperta.Eu amplio as imagens na

  • Caindo nas garras do meu CEO   Parte 2: Capítulo CL – Na noite em que o ‘nós’ morreu.

    ALEXANDRAMentiras é como castelos de cartas tudo cai e sei que partir daquele momento nada mais ficaria no lugar.Eu simplesmente viro as costas e corro, maias rápido que pude, porque ficar significaria morrer ali mesmo, de pé, diante de gente demais e verdades que são minhas revelas em cima das minhas mentiras.O salão fica para trás como um campo minado. O telão. Os rostos. O julgamento estampado nos olhos de quem nunca quis saber quem eu sou, apenas o que eu represento.Na porta, o último golpe.Minha mãe.Ângela está encostada como quem aprecia uma obra recém-finalizada. Taça de champanhe na mão, sorriso satisfeito. O general ganhou essa guerra.— Gostou do presente? — ela pergunta.Minha garganta fecha.— Foi você.Ela inclina a cabeça, teatral, não poderia esperar por menos.— Pode ser que sim. Pode ser que não. — Bebe um gole.— Mas admite… ficou melhor do que qualquer coisa que eu já tinha planejado. Uma obra de arte.Sinto algo rasgar dentro de mim, levo a mão ao ventre e si

  • Caindo nas garras do meu CEO   Parte 2 : Capítulo CXLIX – O Presente

    Sean BlackO salão está cheio demais. Muita gente para um simples aniversário de trinta e um anos. Poder demais concentrado num mesmo espaço. Políticos, empresários, aliados, oportunistas. Todos sorrindo como se felicidade fosse protocolo.Um grupo de pessoas se aproxima para desejar parabéns, saúde e todo aquele protocolo ensaiado. Alexandra se afasta de mim com aquele passo calculado. Reconheço. É o mesmo que ela usa quando vai enfrentar algo sozinha e não quer testemunhas. Olho por cima dos ombros a minha frente e ela segue em direção a dama de carmim destacada a direita.Fico parado por um segundo, observando, preste a ir ao encontro dela e ouço aquela voz demoníaca.— Sean.Viro e dou de cara com Sebastian. Eleonora ao lado, impecável, fria, com aquele ar de quem sempre sabe mais do que diz, no seu alto da soberba.— Bela festa — ele comenta, olhando ao redor. — Sua mãe realmente se superou.— Não estou no clima — respondo seco.Sebastian inclina levemente a cabeça, um sorriso

  • Caindo nas garras do meu CEO   Parte 2: Capítulo CXLVIII – O para sempre é agora

    Alexandra JonesAquela casa amarela estava parecendo uma estação de metrô em horário de pico. Muita gente falando junto, a porta batia mais que tambor de escola de samba. E era um aniversário só para os mais íntimos… sei.Comprovado de onde vem a megalomania que Sean tem em alguns momentos.O som de caixas sendo colocadas no chão ecoava como pequenas explosões. O cheiro de flores frescas misturado ao perfume caro das convidadas me dava náusea, e o brilho branco das toalhas parecia quase agressivo aos olhos. Tudo claro, alinhado. Tudo sufocante.— Está tudo perfeito, Alexandra — Magnólia diz, passando os dedos pela toalha da mesa como se estivesse alisando uma obra de arte viva.Perfeito.Essa palavra sempre vem acompanhada de cobrança.Sorrio. O sorriso automático. O que aprendi cedo demais a encenar quando era mais do que necessário.— Está lindo — respondo, enquanto meu estômago se contrai em ondas lentas. Meu corpo pedia fuga dali.Ela continua falando. Sobre o bolo. Sobre o DJ. So

  • Caindo nas garras do meu CEO   Parte 2: Capítulo CXLVII – Felicidade

    Sean BlackO helicóptero decola às nove em ponto.Eu gosto desse tipo de precisão. O mundo faz sentido quando as coisas obedecem a horários. Talvez por isso eu esteja tão desconfortável. Nada naquela manhã parece obedecer a regra nenhuma.Alex está silenciosa demais.Sentada ao meu lado, óculos escuros mesmo com o sol tímido, dedos entrelaçados no colo. Não é o silêncio distraído dela. É o outro. O que vem quando ela está decidindo algo sozinha e eu ainda não fui incluído.— Está tudo bem? — pergunto, casual demais para alguém que não está.Ela vira o rosto para mim e sorri. Um sorriso bonito. Ensaiado. Desses que se aprende a fazer para sobreviver.— Está sim.Mentira. Mas eu deixo passar.Floripa surge abaixo de nós e penso que talvez Alexandra esteja certa. Talvez a gente precise mesmo fugir de tudo por alguns dias. Do trabalho, das famílias, das perguntas não feitas. Eu só não sabia que ela já estava fugindo antes mesmo de pousarmos.Pousamos em um heliporto próximo à casa dos meu

  • Caindo nas garras do meu CEO   Parte 2 – Capítulo CXLVI  - Um lugar para ver o sol nascer com você

    AlexNaquela noite, durante o jantar, eu criei coragem para contar tudo.Mostraria cada detalhe do dossiê do meu pai. Estava salvo no meu laptop pessoal. Vinte e oito anos de mentiras da infeliz da minha mãe, organizados em arquivos frios, provas demais para um amor que já era frágil. Eu diria tudo. Suplicaria perdão. Imploraria que ele ficasse.Eu só queria que o nosso amor não fosse tão impossível assim.Mas o telefone dele tocou.E aquele som foi suficiente para me puxar de volta para fora de mim.Eram quase duas da manhã. O sono não veio.Revisitei cada instante da noite como quem passa o dedo numa ferida aberta: o jantar, o banho que foi o mais íntimo que já tivemos, a aliança. Tudo parecia no compasso certo. Ajustado demais para ser real.Quando fomos deitar, ele me beijou com um carinho diferente. Mais lento. Mais atento. Me envolveu nos braços como se quisesse memorizar meu corpo. Quando terminou, me olhou fundo, acariciou meu rosto, sem dizer uma palavra.O silêncio dele pesa

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