INICIAR SESIÓNMinutos antes do meu casamento, descobri meu noivo transando com a minha prima. E o pior de tudo? Eles estavam planejando roubar minha herança com a ajuda da minha própria família. Humilhada e sedenta por vingança, abandonei a igreja e acabei aceitando a proposta do único homem que meu ex teme de verdade: seu maior inimigo. Ulisses Albuquerque. Um casamento por contrato. Um ano fingindo ser sua esposa. Parecia simples... até eu me ver presa na casa de um homem implacável e irresistível que todos chamam de demônio.
Ver másMilena Eu continuei fingindo que estava desmaiada, mantendo o corpo mole e a cabeça caída sobre o peito. Mas a minha encenação não durou muito tempo. Senti uma mão bruta segurar a ponta do saco de pano e puxá-lo com violência para cima, arrancando o tecido da minha cabeça de uma vez só.A luz forte do galpão abandonado bateu direto nos meus olhos, me fazendo piscar várias vezes para tentar enxergar o que estava ao meu redor. A tontura ainda flutuava na minha mente, mas a visão daquele lugar imundo me deixou em alerta máximo.Três homens estavam parados bem na minha frente. Todos eles usavam máscaras pretas de tecido cobrindo do nariz até o queixo, deixando apenas os olhos escuros e maldosos de fora.— Olha só, rapazes! A bela adormecida resolveu acordar! — um deles debochou, soltando uma risada nojenta e seca.Ele deu um passo para perto de mim e esticou a mão suja, passando os dedos nojentos no meu cabelo. Eu puxei a cabeça para trás no mesmo instante, encarando-o com o olhar mais f
Ulisses O sangue queimava nas minhas veias como se fosse puro ácido. Os meus pulmões pareciam em chamas, rasgados pelo esforço e desesperado de ter corrido atrás daquele carro preto por no meio do trânsito. A minha camisa social estava transparente de tão encharcada de suor, desbotada, com os botões do peito abertos e as mangas rasgadas. O meu terno caro tinha ficado para trás em algum lugar daquela rua amaldiçoada. Mas eu não me importava com nada disso. A única coisa que se repetia na minha cabeça como um eco infernal era a imagem da Milena sendo jogada para dentro daquele veículo, indefesa, pálida, inconsciente pelo veneno que deram a ela.Eu esmurrei a mesa de madeira do delegado com tanta força que o computador e os papéis saltaram no ar, fazendo um barulho ensurdecedor que parou toda a delegacia.— Eu já disse mil vezes e vou repetir para vocês, cambada de inútil! — gritei com a voz rasgada, os meus olhos injetados de puro ódio e desespero. — O sujeito tinha mais de um metro e
Milena A escuridão que me cobria era diferente de um desmaio comum. Não era só o efeito daquela droga nojenta que tinham colocado no meu suco, era uma escuridão pesada, sufocante e quente. Tentei piscar os olhos, mas as minhas pálpebras bateram contra um tecido grosso e áspero. Havia um saco de pano cobrindo toda a minha cabeça, deixando o ar que eu respirava abafado e com um cheiro forte de poeira e mofo.A minha cabeça latejava como se um martelo estivesse batendo direto no meu cérebro. A tontura ainda flutuava no meu corpo, mas o instinto de sobrevivência falou mais alto do que o efeito do remédio.Tentei mover as mãos para tirar aquele pano do meu rosto, mas os meus braços simplesmente não saíram do lugar. Puxei com mais força e senti o atrito violento de uma corda grossa cortando a pele dos meus pulsos. Olhei para baixo por dentro do pano, tentando me mexer, e percebi que as minhas pernas também estavam completamente presas, amarradas juntas pelos tornozelos contra os pés de uma
Milena A taça de vidro tremia tanto na minha mão que algumas gotas do suco de uva respingaram na minha calça. O pavor tomou conta de mim com uma força avassaladora. O homem de branco abriu a porta da sala VIP e saiu em silêncio, empurrando o carrinho de inox sem olhar para trás nem por um segundo.— Ulisses! — chamei, a minha voz saindo rasgada, sufocada de tanto pavor.Ulisses desligou o celular no mesmo instante, assustado com o tom da minha voz. Ele cruzou a sala num pulo, vindo até mim e se ajoelhando na minha frente, segurando os meus ombros com firmeza.— Mili! O que foi?! O que aconteceu?! Você está pálida! — ele perguntou desesperado, os olhos azuis faiscando de preocupação ao ver o meu corpo inteiro tremer.— Aquele homem... o homem que acabou de sair daqui com o carrinho de comida... — murmurei, apontando para a porta com o dedo trêmulo, sentindo as lágrimas de pavor queimarem os meus olhos. — Eu conheço ele, Ulisses! É o mesmo homem que estava me perseguindo na rua! O mesm


















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