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Capítulo 3

مؤلف: Outono fresco
Minha irmã ajeitou a saia e continuou colada ao meu cunhado, como se ainda estivesse tentando acalmá-lo.

— Eu te ajudo de outro jeito. — Ela murmurou, num tom entre a provocação e a ironia. — Se eu fosse tão sem vergonha quanto a minha irmã, passando o dia inteiro trancada no quarto com aquelas coisas, aí sim você teria motivo para se preocupar. Vai que eu acabasse procurando diversão fora de casa.

Ao ouvir aquele deboche, senti meu rosto queimar.

E, junto com a vergonha, veio o pânico.

Então minha irmã e meu cunhado sabiam?

Eles sabiam que eu me escondia no quarto para tentar aliviar aquela inquietação que eu mal conseguia controlar?

E aquelas vezes em que eu tinha flagrado os dois em momentos íntimos... Será que também tinham sido de propósito?

Será que queriam rir da minha cara?

Ou achavam que aquilo deixava tudo ainda mais excitante?

Uma mistura de mágoa e raiva apertou meu peito.

Olhei para o rosto da minha irmã, idêntico ao meu.

E, naquele instante, um pensamento perigoso começou a se formar na minha cabeça.

"E se... E se não fosse ela?"

Assim que a ideia surgiu, tornou-se impossível contê-la.

Meu corpo, que eu mal tinha conseguido acalmar, voltou a reagir de um jeito vergonhoso.

Se eu continuasse daquele jeito, quando saísse do cinema, talvez minha própria roupa denunciasse tudo.

A vergonha seria enorme.

Pensando nisso, deixei o cabelo cair sobre o rosto para me esconder melhor e fui até o banheiro.

Lá dentro, tentei me recompor. Limpei-me como pude e improvisei uma proteção na calcinha, usando algumas folhas de papel. Só então reuni coragem para sair.

Mas eu não esperava que, assim que abrisse a porta, daria de cara com minha irmã entrando.

As bochechas dela ainda estavam coradas, e havia em seu rosto aquele ar evidente de quem acabara de viver uma intimidade intensa. Até os lábios estavam marcados.

Ao me ver, minha irmã também ficou paralisada por um instante.

Logo depois, porém, disse algo que me fez gelar.

— Então era você mesmo.

Minha pálpebra estremeceu.

— Irmã... O que você quer dizer com "era você"? Você também veio assistir ao filme?

— Para de fingir.

Minha irmã revirou os olhos. O olhar dela percorreu meu rosto ainda quente, corado de um jeito que eu não conseguia esconder.

— Quando entrei no cinema, vi alguém na última fileira que parecia você. Só não imaginei que fosse mesmo.

Antes que eu conseguisse responder, ela soltou uma risada curta, cheia de deboche.

— E então? Gostou de ficar assistindo a mim e ao seu cunhado?

Meu rosto queimou ainda mais. O coração batia tão forte que parecia prestes a denunciar minha culpa.

Eu queria negar.

Queria dizer que não tinha visto nada.

Mas minha irmã nem me deu essa chance. Interrompeu-me antes que eu abrisse a boca e disse que queria fazer um acordo comigo.

— Você viu como ele é.

Ela baixou a voz.

— Seu cunhado tem um desejo forte demais. Eu sozinha já não consigo acompanhar. Se isso continuar assim, tenho medo de que ele acabe procurando outra mulher fora de casa.

Fiquei imóvel, sem entender aonde ela queria chegar.

Então ela deu mais um passo na minha direção e continuou, com uma calma que me assustou:

— Então me ajuda. Finge ser eu, só por um tempo, e fica com ele no meu lugar. Para você também não vai ser nenhum sacrifício. Do jeito que você olha para ele... Tenho certeza de que ele não vai decepcionar.

Arregalei os olhos.

Jamais imaginei que minha própria irmã fosse capaz de me propor uma coisa daquelas.

E o pior era que, mesmo chocada, meu coração vacilou.

Minha irmã percebeu minha hesitação e aproveitou a brecha.

— Ele ainda está lá fora, daquele jeito, cheio de vontade.

Ela baixou a voz, sem esconder o tom provocador.

— E você acabou de ver tudo. Com esse fogo todo que vive tentando esconder, vai me dizer que não ficou curiosa? Que nunca pensou em como seria estar nos braços dele?

Olhei para ela.

Minha irmã tentava manter a expressão tranquila, mas o desprezo em seus olhos continuava evidente. Era como se, mesmo precisando de mim, ainda me julgasse inferior.

A raiva subiu dentro do meu peito.

Naquele instante, parei de hesitar.

— Eu aceito.

Minha irmã, essa chance foi você mesma quem me deu.

Então não me culpe se, no fim, eu acabar tomando seu lugar de verdade.

Na hora de trocar de roupa comigo, minha irmã percebeu o improviso que eu tinha feito na calcinha e riu de mim por um bom tempo.

Meu rosto queimou de vergonha.

Então fui direta:

— Com você aqui, eu não consigo me soltar. Vai embora.

Depois que ela saiu, respirei fundo, ajeitei a roupa e voltei para a sala do cinema.

Quando cheguei ao lado do meu cunhado e me sentei, mal tive tempo de me recompor. Ele imediatamente se inclinou para perto de mim, a mão procurando minha perna por baixo da saia, íntimo e impaciente, como se ainda acreditasse que eu fosse minha irmã.

— Demorou tanto por quê?

A voz dele saiu baixa, rouca, com um toque de provocação.

— Foi tentar se acalmar longe de mim?

No segundo seguinte, os dedos dele puxaram minha calcinha para o lado e avançaram sem hesitar.

Meu rosto ficou em brasa. Quando a ponta áspera de seus dedos tocou minha parte mais sensível, perdi o pouco controle que ainda me restava. Uma onda quente se espalhou por mim, e logo senti meu corpo se molhar, encharcando a mão dele.

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