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206. Custe o Que Custar

Author: Ju Andrade
last update publish date: 2026-09-28 12:48:26

“Dante Ferretti”

Duas horas e quarenta e sete minutos.

É esse o tempo exato que passou desde que Victor entrou na sala de reunião com o celular na mão e o rosto tomado por uma notícia que mudou tudo.

Duas horas e quarenta e sete minutos sem uma palavra, sem um pedido de resgate, sem absolutamente nada que me diga se Amy ainda está viva.

Ando de um lado para o outro na sala de operações improvisada que montamos na minha sala.

Hoffman e sua equipe trabalham em três telas diferentes, cruzando
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    “Amy Ferretti” Alguns minutos atrás… Parece que aquela conversa aconteceu há cinco minutos. Mas sei que já passou quase uma hora, porque a luz do sol sumiu do buraco no teto, deixando a sala mais escura, iluminada apenas pela luz do corredor. Uma hora inteira desde que Juliet ficou diante de mim e disse, com a mesma calma com que poderia comentar sobre o tempo, que eu não sairia daqui viva. Desde então, cada minuto parece se arrastar enquanto ela continua por perto. Às vezes, fala com Alfred. Às vezes, volta a me lembrar de que está disposta a me matar. Às vezes, simplesmente me observa. E é justamente isso que mais me assusta. Não sei quanto tempo alguém consegue ouvir que vai morrer antes de começar a acreditar que realmente vai acontecer. Ainda não cheguei a esse ponto porque, até agora, ela continua apenas ameaçando. Ainda não cumpriu nenhuma das ameaças. De um jeito torturante, isso me traz um pingo de esperança. Finalmente consigo desviar os olhos da ba

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    “Dante Ferretti” Duas horas e quarenta e sete minutos. É esse o tempo exato que passou desde que Victor entrou na sala de reunião com o celular na mão e o rosto tomado por uma notícia que mudou tudo. Duas horas e quarenta e sete minutos sem uma palavra, sem um pedido de resgate, sem absolutamente nada que me diga se Amy ainda está viva. Ando de um lado para o outro na sala de operações improvisada que montamos na minha sala. Hoffman e sua equipe trabalham em três telas diferentes, cruzando informações de câmeras de trânsito, tentando rastrear os veículos usados na fuga. Um dos detetives designados para o caso conversa baixo ao telefone num canto, provavelmente com alguém do departamento de polícia. Ninguém me olha diretamente. Ninguém precisa. Sabem que, se eu parar de andar, vou desmoronar. — Dante. A voz de Isabella me faz parar. Ela está sentada em uma das cadeiras perto da janela, com as mãos entrelaçadas no colo e o rosto mais pálido do que já vi em toda a minha vida.

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