FAZER LOGINO primeiro tapa estala pelo escritório inteiro. A cabeça de Valentina vira para o lado, mas ela mal tem tempo de entender o que aconteceu antes que eu agarre seus cabelos novamente e puxe sua cabeça para trás. — SOLTA MEU CABELO, SUA MALUCA! Ela tenta se desvencilhar, arranhando meus braços, mas a única coisa que consegue é me deixar ainda mais furiosa. — Você queria tanto a minha atenção, não queria? — vocifero, puxando-a para mim. — Então olha bem para mim agora! Solto seu cabelo e acerto outro tapa em seu rosto antes que ela consiga responder. — SUA VADIA! — E VOCÊ É UMA VACA! — berro de volta. — Amy! A voz de Dante ecoa pelo escritório. Olho para ele por um segundo, e isso é o suficiente para Valentina tentar se aproveitar da minha distração. Ela vem na minha direção, tentando me acertar um tapa, mas consigo empurrá-la e caio por cima dela. O impacto nos leva ao chão, e Valentina solta um grito quando minha mão encontra seu rosto outra vez. — Você é maluca! — grita, te
“Amy Ferretti” Dante abre a boca, mas Valentina o interrompe. — Você entrou sem bater, esperava encontrar o quê? — Tudo, menos uma mulher sentada no colo dele. — Eu só estava tentando ajudá-lo a relaxar. Solto uma risada incrédula. Sinceramente, a audácia dessa mulher merece algum tipo de prêmio internacional. — Claro — digo, assentindo devagar. — Imagino que, na sua cabeça, sentar no colo de um homem casado seja algum tipo de terapia empresarial. Valentina finalmente se levanta do chão, ajeitando a saia e alisando o cabelo como se tivesse acabado de tropeçar no próprio salto, e não de ser arrancada do colo do meu marido. Respiro fundo, entro na sala e fecho a porta devagar. Minha vontade é atravessar o escritório, arrancar Valentina do chão pelos cabelos e jogá-la por uma dessas janelas sem pensar duas vezes. Mas não faço isso. Porque, se eu reagir mal, darei exatamente o que ela quer: o prazer de acreditar que realmente acho que alguma coisa estava acontecendo aqui. E, pe
“Dante Ferretti” Alguns minutos antes… Olho para o relógio pela terceira vez em dez minutos. 17h40. Se terminar de revisar o contrato até às 18h, consigo chegar em casa sem pressa, ficar um tempo com os meninos e ir jantar com a minha mulher sem atrasar a reserva. Fecho o arquivo no computador, abro a pasta e leio mais rápido do que costumo, o que sempre me desagrada. Odeio assinar qualquer coisa sem ler duas vezes, mas hoje abro uma exceção. Hoje será a primeira noite só nossa, sem a preocupação de sermos interrompidos pelos choros vindos da babá eletrônica. Não vou estragar isso por causa de uma cláusula de renovação. Assino a primeira página e passo para a segunda quando batem à porta. — Entre. A porta se abre, e o perfume me alcança antes que eu veja o rosto. Levanto os olhos e vejo Valentina olhar para o corredor, sorrir e só então entrar. Enquanto ela fecha a porta, solto um suspiro baixo. Não tenho nada contra Valentina estar aqui. Ela trabalha na empresa, e sua
“Amy Ferretti”Um mês depois…Já estou pronta há quase trinta minutos e ainda não sei se estou pronta para sair de casa. Mas não é porque estou insegura quanto ao vestido ou ao sapato.É pelo fato de que, pela primeira vez desde que os meninos receberam alta, vou passar tantas horas longe deles.Ajeito a alça do vestido diante do espelho do closet e confiro o relógio.17h.— Você está linda — digo para o meu reflexo. — Está tudo bem. Eles ficam em casa com a Isabella e a Elena, não numa floresta.Solto o ar pelo nariz, sabendo que tenho razão, mas sem conseguir relaxar completamente.Dante e eu combinamos que sairíamos uma vez por semana para jantar, conversar e aproveitar um tempo juntos, sem mamadeiras, fraldas ou choros interrompendo nossos momentos.Aceitei antes mesmo de ele terminar de falar. Só não imaginei que seria tão difícil sair pela primeira vez.Ainda assim, hoje não quero apenas cumprir nosso combinado. Quero fazer algo diferente.Em vez de esperar Dante chegar em casa
Dante desliza os lábios pelo meu pescoço, deixando um beijo logo abaixo da minha orelha, e sinto um arrepio percorrer a pele.Sem pressa, desce a boca pela minha clavícula até chegar ao meu seio e chupa o mamilo devagar.Minhas mãos se perdem no cabelo dele enquanto alterna entre um e outro. Solto um gemido longo, quase satisfeito, como se o corpo inteiro tivesse esperado exatamente por isso.Ele morde com um pouco mais de força, e arqueio as costas, segurando a nuca dele.A mão livre desce até a barra da minha calça, puxando-a para baixo junto com a calcinha, num movimento só.Deslizo as mãos pela barriga dele, parando no botão da calça, impaciente, e ele se afasta apenas o suficiente para me ajudar a tirar o restante das roupas.Quando se aproxima novamente, o corpo inteiro dele cola no meu.Quente. Duro. Faminto.— Semanas, Piccola — murmura contra minha boca, com a voz grossa. — Semanas sem conseguir te tocar direito. Semanas tentando te foder como você merece.Dante não me deixa
Assim que Isabella abre a porta, paro no corredor, ainda com Caleb nos meus braços, e fico alguns segundos apenas olhando. O quarto dos meninos ficou ainda mais bonito do que imaginei que ficaria. As paredes em tons suaves, os berços lado a lado, os móveis cuidadosamente escolhidos e cada pequeno detalhe fazem meu coração apertar de um jeito bom. Há novas roupinhas dobradas, bichinhos de pelúcia e duas poltronas perto da janela, perfeitas para aquelas noites em que um dos meus filhos decidir que dormir é uma atividade completamente dispensável. — Ficou… perfeito, Isabella — murmuro, me virando para encará-la. — Simplesmente perfeito. Isabella aperta Leonardo em seu colo e sorri, visivelmente satisfeita com a minha reação. — Não foi nada, querida. Mérito seu, só dei as ordens. Me aproximo dos berços, sorrindo sem perceber. É estranho pensar que, há alguns meses, eu sequer imaginei que tomaria essa decisão. Agora, estou aqui, em Milão, dentro da casa que vou dividir com o homem







