INICIAR SESIÓNCharlie passou anos odiando Elena, acreditando que aquela mulher havia destruído seu primeiro amor — que não era outra senão a própria irmã mais nova de Elena. Forçada a viver um casamento cruel, repleto de humilhações e frieza, Elena escolheu suportar tudo em silêncio até o dia em que Charlie a descartou com uma simples carta de divórcio. Cinco anos depois, Elena retornou como uma poderosa CEO, acompanhada de seu extraordinário filho pequeno e de um coração que Charlie já não era capaz de alcançar. No entanto, quando os chocantes segredos do passado finalmente vieram à tona, Charlie percebeu que a mulher que ele havia idolatrado durante todos aqueles anos o havia traído... enquanto a mulher que ele havia destruído era, na verdade, aquela que o havia salvado o tempo todo. Agora, consumido por um arrependimento sem fim, Charlie implora por perdão. Infelizmente, Elena já não lhe pertencia.
Ver másUma pasta de documentos azul-escura foi arremessada sobre a mesa de vidro diante de Elena.
— Assine — ordenou Charlie. Sua voz era fria e indiferente. — Sarah voltou. Ela está completamente recuperada, e eu não quero que continue se escondendo apenas por ter medo de você. Elena encarou a palavra “Divórcio”, impressa em letras grossas no topo do documento. Seu peito foi imediatamente tomado por uma sensação sufocante e avassaladora. Durante os cinco anos de casamento, Elena vivera no inferno. Suportara todos os insultos, fora rotulada como um monstro que havia prejudicado a própria irmã e fora obrigada a servir Charlie, que sempre a olhava com repulsa. Elena engolira toda aquela dor por causa de uma esperança tola: um dia, Charlie a enxergaria como Elena, e não como a sombra de Sarah. Mas, naquele dia, essa esperança morreu de vez. Foi esmagada pelo mesmo homem por quem ela havia arriscado a própria vida para salvar de um lago congelado, muitos anos atrás. Elena ergueu lentamente o olhar, recusando-se a derramar mais uma lágrima diante daquele homem. — Você nunca me perguntou nem uma única vez, Charlie — a voz de Elena tremia de frieza. — Eu realmente cortei os freios daquele carro? Eu sou realmente tão cruel assim aos seus olhos? Charlie soltou um riso de desprezo. Encostou-se na cadeira e cruzou os braços diante do peito com arrogância. — Que outras provas eu preciso perguntar, Elena? — O olhar de Charlie transbordava puro ódio. — Sarah ficou paralítica por causa da sua obsessão doentia por mim — acusou ele. — Você ficou com ciúmes porque eu a amo, e não a você. O indicador do homem apontou diretamente para o rosto de Elena. — Agora ela voltou para recuperar a felicidade que lhe pertence. Não vou permitir que você volte a tocá-la ou machucá-la. A sua presença nesta casa foi um erro desde o começo. Erro... Elena queria rir histericamente. Se Sarah havia sofrido no exterior, então como deveria ser chamada a vida de Elena? Quem era aquela que passava todas as noites trancada em um quarto silencioso, chorando até vomitar por causa da rejeição de Charlie? Charlie se casara deliberadamente com ela quando estava bêbado, jurando torturá-la pelo resto da vida como retribuição pela paralisia de Sarah. E Elena suportara toda aquela tortura por causa da verdade que esperava que um dia viesse à tona. Como ela havia sido ingênua. — Sim, você tem razão — sussurrou Elena com um sorriso amargo. — Passar cinco anos da minha vida amando você foi o maior erro que já cometi. Charlie franziu levemente a testa. Um brilho estranho passou por seus olhos ao ouvir o tom resignado de Elena, mas sua arrogância rapidamente encobriu aquela emoção. — É bom que tenha percebido. Pegue o dinheiro da indenização e desapareça o mais longe possível das nossas vidas. Elena encarou o valor exorbitante escrito no documento. Para Charlie, aqueles números eram o preço para comprar o que restava de sua dignidade. Com as mãos trêmulas, mas determinadas, Elena pegou a caneta. O amor ardente que sentira por ele durante tantos anos agora havia se cristalizado em cinzas. Com uma única respiração profunda, Elena assinou seu nome. Estava feito. Aquele vínculo amaldiçoado finalmente havia chegado ao fim. Elena soltou a caneta, deixando-a rolar sobre a mesa. Ela se levantou ereta. Seu olhar para Charlie já não carregava dor, mas um vazio absoluto. Era como se o homem diante dela não passasse de um estranho. No entanto, por algum motivo, aquela mudança em seu olhar fez o peito de Charlie pulsar estranhamente de repente. Uma sensação súbita de perda o atingiu, mas, movido pelo próprio orgulho, ele a ignorou. — Eu vou embora — disse Elena com calma. — E juro pelo resto da minha vida, Charlie... um dia, você vai se ajoelhar e implorar a Deus para voltar no tempo até este dia. O dia em que você jogou fora a única pessoa que sinceramente estava disposta a dar a própria vida por você. Sem esperar por uma resposta, Elena se virou e saiu daquela sala com passos firmes. Ao atravessar os portões sob a garoa, Elena colocou uma das mãos sobre o ventre ainda plano. Escondido sob seu vestido havia um pequeno segredo cuja existência ela só descobrira naquela manhã, ao ver duas linhas vermelhas no teste de gravidez. Um sorriso frio surgiu no rosto molhado de Elena. — Charlie, você nunca saberá sobre esta criança. A partir de hoje, a Elena fraca estava morta. E, quando voltasse, ela nunca mais viveria à sombra de ninguém.O rugido do jato particular da Aethel Corp., que decolava em direção a Genebra, podia ser ouvido vagamente do escritório de Elena, no andar mais alto. A mulher permanecia imóvel perto da enorme janela, observando a silhueta prateada do avião atravessar as nuvens alaranjadas no céu do fim da tarde de City-B. O relatório sobre a transferência das rotas de distribuição internacional acabara de ser assinado, marcando uma vitória decisiva sobre a manobra insana que Charlie Vane tentara executar.No entanto, não havia nenhum sorriso de vitória no rosto de Elena. Seu olhar continuava frio como gelo, atravessando a imensidão do céu.Aria entrou na sala com passos muito mais tranquilos do que nos últimos dias.— Madame, toda a carga da primeira remessa já está em espaço aéreo internacional. Como a senhora previu, a Phoenix Logística sofreu perdas enormes porque o estoque de matérias-primas acumulado na região oeste não tem compradores.Elena respirou profundamente e soltou o ar devagar, tentan
Os lustres de cristal da principal sala de reuniões da Aethel Corp refletiam uma luz ofuscante sobre a longa mesa de conferência. Naquela manhã, a sala parecia um verdadeiro tribunal de execução. Seis diretores executivos da divisão de compras estavam sentados com as costas eretas, prendendo a respiração, sem que nenhum deles ousasse levantar o rosto para olhar para a outra extremidade da mesa.Ali, Elena estava sentada com a elegância de uma rainha inabalável. Um elegante traje de trabalho preto, de corte impecável, envolvia seu corpo, combinando com a aura gélida que emanava de seus olhos. Seus dedos finos tamborilavam sobre a superfície de mármore da mesa em um ritmo constante, produzindo batidas que pouco a pouco corroíam a tranquilidade de todos naquela sala.— Então — Elena começou a falar. Sua voz era clara e baixa, mas capaz de atravessar o silêncio opressivo como uma lâmina. — Em menos de vinte e quatro horas, a Phoenix Logística conseguiu tomar nosso fornecedor alternativo n
A sede da Aethel Corp em City-B estava sempre tomada por uma intensa movimentação assim que o amanhecer despontava. No entanto, naquela manhã, a atmosfera no andar executivo parecia muito mais opressiva do que de costume.Elena estava sentada atrás de sua mesa de trabalho, encarando atentamente a tela acesa do tablet. À sua frente, Aria permanecia de pé, segurando os mais recentes relatórios financeiros e jurídicos, impressos apenas meia hora antes.— Alguém comprou quarenta por cento das ações de um dos nossos fornecedores de matérias-primas herbais na região sul — informou Aria, com a voz carregada de tensão. — Eles agiram de maneira extremamente discreta, por meio de uma nova empresa de fachada chamada Phoenix Logística.Elena pousou o tablet sobre a mesa com um movimento brusco, produzindo uma batida firme sobre o tampo de mármore. Seus olhos se estreitaram, carregados de hostilidade.— Quem está por trás da Phoenix Logística? — perguntou Elena, com a voz clara e cortante, indo di
O calor que restava do tapa de Elena ainda permanecia na própria palma de sua mão, deixando uma sensação ardente que se espalhava até seu peito. Dentro do SUV que descia de volta pela colina, Elena fitava a palma da mão direita, levemente avermelhada sob a luz fraca do painel.Aria, sentada ao volante, lançava olhares ocasionais pelo retrovisor central.— Madame, está tudo bem? Seu rosto está muito tenso.Elena fechou a mão em um punho, escondendo o leve tremor que relutava em desaparecer de seus dedos. Respirou fundo, acalmando os batimentos cardíacos que haviam disparado por causa da raiva.— Estou bem — respondeu Elena, com a voz novamente impassível e fria como gelo. — Certifique-se de dobrar o número de guarda-costas na escola de Leo amanhã de manhã. Não quero correr nenhum risco depois desta noite.— Sim, Madame. Câmeras de vigilância adicionais já foram instaladas em todos os pontos externos da escola e estão conectadas diretamente ao nosso sistema central de segurança.Elena a






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