LOGINNancy
Contive as lágrimas. Rezei para que as portas do elevador se abrissem e aquele suplício terminasse. Eu sabia que Sir Dwayne costumava dormir com muitas mulheres, mas Janella era diferente. Ele queria-a; até quase tinha casado com ela.
Quando as portas do elevador se abriram, saí primeiro e abri a porta do gabinete de Sir Dwayne. Carregou a Janella para dentro — ria-se baixinho — e fui eu quem fechou a porta atrás deles. Desabei no chão, ouvindo os sons da sua intimidade. Doía. Doía tanto. Então, é essa a sensação de uma esposa ser traída pelo marido. Mas a minha situação era ainda mais difícil porque, embora estivéssemos casados, era apenas no papel. Eu carregava o seu apelido, mas não o seu coração. Corri para a casa de banho e chorei compulsivamente. *Estou a ser tão piegas*, repreendi-me a mim mesma. Porque é que dói tanto quando nem sequer temos um relacionamento a sério? Respirei fundo algumas vezes para me recompor. Quando saí da casa de banho, já tinha recuperado a minha postura séria e profissional. Preparei-lhes café, parando para avaliar se tinham terminado o "ato" antes de bater à porta. Janella continuava sentada no colo de Dwayne; os botões da sua camisa social de manga comprida estavam abertos. Coloquei o café na mesa e estava prestes a sair quando a mulher falou de repente. — Então é verdade, Dwayne? Você e a Nancy casaram só para conseguir a herança? Mas porque não eu? — perguntou a Janella, triste. Sir Dwayne e eu trocámos olhares. Achei que ninguém devia saber. — Peço desculpa, o meu tio contou-me — disse ela novamente. — Quem é o seu tio? — perguntou Dwayne, surpreendido. — Bem, conhece-o: o advogado Bernard Sandoval. É meu tio por parte de mãe. Ele disse-me que me apresentaria a si; na verdade, ri-me, porque ele não sabia que estávamos os dois a namorar — disse Janella, rindo. Mas ela lançou-me um olhar misturando desdém e irritação. *Tsc! Então és uma farsa!* Antes, tratavas tão bem as outras pessoas.* “A sério? O advogado Sandoval é o seu tio?”, disse Dwayne. “Mas porque é que o advogado falou sobre o meu casamento com a Nancy?” *Exatamente — o seu advogado é um coscuvilheiro. Ele e a Janella são iguais; a forma como olham para mim, é como se me achassem horrível. * “Dwayne, por favor, promete-me: depois de o Tito Leo morrer, vais divorciar-te desta mulher e casar comigo”, disse Janella, assumindo novamente uma postura doce e fingida. “O meu pai não vai morrer tão cedo! Podias, por favor, não apressar a morte do meu pai?”, respondeu Sir Dwayne, irritado. *Bem feito para si! Não passa de uma interesseira! Vadia!* Janella pareceu assustada; ela abraçou imediatamente o homem e chorou. “Não, não foi isso que eu quis dizer. Claro que não quero que o teu pai morra agora; quero que ele veja os filhos que vamos ter.” *Pois, eu sei... Adorava arrancar os cabelos a esta mulher! Ela está claramente a mentir. * “Com licença, senhor”, disse eu, e depois saí. Parece que a Madame Elena tinha razão. Mãe sabe o que é melhor. Janella não é a mulher certa para Sir Dwayne. Acho que até aceitaria mais a Kylie; apesar de ser exigente e gastadora, sorri para mim e agradece sempre que lhe envio a mesada que recebe de Sir Dwayne. Voltei para a minha secretária e ocupei-me a organizar documentos; quando Janella saiu, bateu com força a porta do gabinete de Sir Dwayne. Ela encarou-me com as mãos na cintura. "Se pensas que, só porque o Dwayne se casou contigo, podes roubá-lo de mim... pensa duas vezes! Ele só se casou contigo por causa da herança! Não porque te ama! Olha para mim e depois olha para ti!" O meu sangue ferveu. *Olá! Sua bruxa! Se soubesse que a mãe do Sir Dwayne nem sequer gosta de si, provavelmente faria logo ali um escândalo. * Forcei um sorriso e assenti. "Miss Janella, do que está a falar? O Sr. Dwayne não faz o meu género. Para ser sincera? Só aceitei por causa do pagamento. A oferta era de 100 milhões de dólares, além de muitos outros benefícios. Quem sou eu para recusar? Mas não é porque tenha sentimentos por ele; não se preocupe, assinarei os papéis do divórcio imediatamente quando chegar o dia de nos separarmos. Nunca senti nada por ele porque já existe outro homem de quem gosto." Ambos levámos um susto ao ver o Sr. Dwayne parado à porta; quando olhei para ele, parecia chocado com o que eu tinha dito. Franziu o sobrolho e lançou um olhar sério a Janella. "Saia", ordenou, antes de bater com força a porta. É pena que não tenha dito "Acabou entre nós"; parece que ainda estão juntos. Que irritante. Espere, porque é que o Sr. Dwayne estava com aquela cara? Parecia mesmo furioso — provavelmente por causa da Janella. Janella saiu a pisar forte. Foi totalmente humilhada! Mas, a partir desse dia, Janella visitava o Sr. Dwayne constantemente — não apenas no escritório, mas na própria mansão. A Sra. Elena confrontou-a com isso, por isso eu sabia que aquilo tinha sido uma tremenda bofetada na cara daquela bruxa, a Janella. Certa noite, o advogado Bernard Sandoval anunciou, todo contente, que já tinha resolvido a questão da heran......a herança de Dwayne; 100% dos bens do seu pai já tinham sido transferidos para o seu nome.
— O senhor Dwayne, agora que tem toda a fortuna, pode seguir em frente e divorciar-se da sua criada — disse, num tom ofensivo. Parei de comer e baixei o olhar. Empregada, é? Afinal, ele e Janella são tio e sobrinha. Ambos menosprezam os outros. Eu sabia que o advogado Sandoval tinha apressado a transferência de bens para o Sr. Dwayne precisamente para que este se pudesse livrar do casamento com a sobrinha. — Senhor, pode mandar preparar já os papéis do divórcio — disse eu. Não queria que pensassem que eu desejava realmente ser a esposa do meu chefe. — Ainda não — disse a Sra. Elena. — Mas, Sra. Elena, o Sr. Dwayne já cumpriu as cláusulas do testamento; portanto, já se pode separar da empregada... O advogado Sandoval não conseguiu terminar a frase, pois o Sr. Dwayne interrompeu-o: — Cuidado com as palavras, advogado. Ela não é empregada; A Nancy é a minha secretária — a minha leal e competente assistente — e conto com ela. O meu coração batia forte. Era a primeira vez que o Sr. Dwayne me defendia — bem, era também a primeira vez que alguém me maltratava. Maltratava, é? Tive vontade de dar um pontapé naquele advogado careca — o tio bruxo da Janella. — De acordo com o testamento, Dwayne precisava de estar casado antes do falecimento de Leo; se ele se separar de Nancy imediatamente, a transferência de bens poderá ser contestada em tribunal — explicou a Sra. Elena. O advogado Bernard Sandoval soltou um profundo suspiro. Aquele careca levou uma bela lição! Humpf! — Mas o senhor ainda gosta da Janella? — perguntou o advogado Sandoval. — A minha sobrinha ama-o tanto. Ficou devastada — a ponto de quase morrer — quando descobriu que o senhor se tinha casado. Ah, fala sério! Que dramática! Aquela bruxa da Janella adora um drama. Ela age como se fosse uma questão de vida ou de morte! Vocês são muito exagerados! Será que ela não percebe que existem mais de cem rivais a disputar o cachorro-quente gigante, comprido, grosso e delicioso do Sr. Dwayne? E, tal como a Kylie, talvez nem consiga engolir aquilo todo. O cachorro-quente gigante do Sir Dwayne — será que ela dá conta do recado? Caramba, a minha mente está outra vez a divagar para coisas indecentes. — Doutor, nós telefonaremos ao senhor se for necessário; e, por favor, não ande por aí a contar aos outros sobre o que discutimos — disse Sir Dwayne, irritado. O advogado careca — ops, queria dizer *advogado picareta* — sentiu-se humilhado e pediu logo desculpa: «Desculpe», antes de se ir embora. Tu é que devias estar a pedir desculpa a *mim*, seu careca! — Nancy, podemos alterar o contrato? — disse a Madame Elena num tom sério. — Como assim, minha senhora? — perguntei. — Um contrato de um ano. Você e o meu filho serão um casal casado durante um ano. Mesmo que o Leo faleça antes de o ano terminar, vocês continuarão casados. Fiquei atónita. O quê? Um ano? — P-Porquê? — perguntei, chocada. — Não quero ninguém a obrigar o Dwayne a casar. Já disse que não aprovo a Janella e, a partir de agora, estou a substituir o advogado Bernard Sandoval como advogado da nossa família — respondeu a senhora. Lancei um olhar a Sir Dwayne. — Concordo — respondeu ele. Antes que pudesse responder, o telemóvel da Madame Elena tocou. Ela perdeu a consciência de repente depois de ouvir o que a pessoa do outro lado da linha disse. Sir Dwayne e eu corremos imediatamente para a socorrer. — Mãe! — Senhora! — Dwayne pegou no telemóvel quando ouviu alguém dizer «olá». — Quem está a falar? — gritou. — Senhor, aqui é do Hospital Internacional Milton... O Sr. Leo faleceu — disse o médico.NancyLancei um olhar rápido ao Sr. Lincoln; sobre o que estava a criança a falar? Porque é que ele queria que eu fosse sua mãe? Vi o homem respirar fundo antes de puxar BJ para o seu colo.— Peço desculpa; a mãe do BJ faleceu pouco depois de ele nascer, pelo que o meu filho cresceu sem mãe — disse o Sr. Lincoln com ar sério.Assenti. Portanto, esse era o motivo. Pobre BJ — ansiava pelo carinho de uma mãe, mas porque é que o pai não tinha encontrado uma nova companheira? Parecia impossível que não tivesse tido nenhuma "amante", ao contrário do seu primo.Será que Shane também tinha cem amantes? Ou até mais?Será que o "equipamento" dele também era enorme?Será que era tão longo, grande e prazeroso como o "cachorro-quente gigante" do Sir Dwayne?Heh! Como sou pervertida!— Nunca procurei uma substituta para a mãe do BJ depois daquilo; ela foi o meu primeiro amor. Nunca nos casámos porque ela faleceu muito cedo. Estava grávida de apenas seis meses quando entrou subitamente em trabalho d
NancySaí do avião com os olhos cheios de lágrimas. Eu estava agora numa terra estranha e sabia, com certeza, que Sir Dwayne e eu nunca mais nos iríamos ver. Os 100 milhões de dólares que me deu eram uma quantia enorme; podia viver uma vida de luxo até à velhice sem nunca mais ter de trabalhar.No entanto, preferi manter a mente ocupada, por isso pensei em abrir um pequeno negócio — qualquer coisa para evitar estar sempre a pensar nele.Estava a sair do aeroporto quando vi um rapazinho — que não parecia ter mais de três anos — correr de repente atrás de um cãozinho, colocando-se diretamente no caminho de um carro que se aproximava.Sem pensar duas vezes, atirei o meu corpo para a frente e abracei a criança para a salvar tanto a ela como ao filhote. Senti o veículo embater nas minhas costas, embora o impacto não tenha sido grave; felizmente, o condutor conseguiu travar a tempo.Instalou-se o caos no aeroporto e os seguranças acorreram para lá, mas fiquei ainda mais surpreendida quando
DwayneAndei de um lado para o outro no meu quarto depois de entregar os papéis do divórcio à Nancy. Não conseguia perceber exatamente por que estava tão irritado; afinal, não me fazia diferença se algo acontecesse ou não entre nós os dois.Era apenas sexo.Tecnicamente, éramos casados, por isso este tipo de coisas era normal, certo? Mesmo que não fossemos um casal a sério.Senti um ligeiro arrependimento por a ter chamado de "feia". A verdade é que ela não era feia — era apenas uma nerd com um gosto péssimo para se vestir —, mas, na noite anterior, eu tinha visto e sentido o quão bonita e macia era a sua pele.Quando ouvi uma batida, tive a certeza de que era a Nancy do outro lado da porta. Talvez ela estivesse a vir pedir desculpa. Como era ela que estava preocupada com a minha mãe, decidi deixar passar.Apenas lhe deixaria claro que a via estritamente como secretária, e nada mais. Comecei a sorrir, mas o sorriso desapareceu instantaneamente quando vi que, na verdade, era Manang Glo
NancySir Leo estava morto?Tapei a boca, chocada, mas não era altura de ceder à emoção; chamei imediatamente os funcionários da casa e o motorista para ajudarem a levar a Madame Elena até ao carro.Ajudei Sir Dwayne, que ainda estava atordoado.“Senhor...”Com lágrimas nos olhos, ajudei-o a entrar no carro e partimos apressadamente. Quando chegámos ao hospital, o rosto de Sir Leo já estava tapado.“Fizemos tudo o que podíamos, mas o corpo dele não resistiu”, disse o médico-chefe, também em lágrimas.Madame Elena abraçou o corpo do marido e soluçou, enquanto Sir Dwayne explodiu de raiva, destruindo o equipamento médico.“Vocês são todos uns inúteis!”, gritou.As lágrimas escorriam-me pelo rosto e, antes que me apercebesse, corri para junto de Sir Dwayne e abracei-o com força para impedi-lo de perder o controlo. Ele retribuiu o abraço e chorou no meu ombro.Três dias depois, Sir Leo foi sepultado. Estava-lhe profundamente grata, pois fora ele quem me contratara para ser secretária do s
NancyContive as lágrimas. Rezei para que as portas do elevador se abrissem e aquele suplício terminasse. Eu sabia que Sir Dwayne costumava dormir com muitas mulheres, mas Janella era diferente. Ele queria-a; até quase tinha casado com ela.Quando as portas do elevador se abriram, saí primeiro e abri a porta do gabinete de Sir Dwayne. Carregou a Janella para dentro — ria-se baixinho — e fui eu quem fechou a porta atrás deles.Desabei no chão, ouvindo os sons da sua intimidade. Doía. Doía tanto. Então, é essa a sensação de uma esposa ser traída pelo marido. Mas a minha situação era ainda mais difícil porque, embora estivéssemos casados, era apenas no papel.Eu carregava o seu apelido, mas não o seu coração. Corri para a casa de banho e chorei compulsivamente. *Estou a ser tão piegas*, repreendi-me a mim mesma.Porque é que dói tanto quando nem sequer temos um relacionamento a sério?Respirei fundo algumas vezes para me recompor. Quando saí da casa de banho, já tinha recuperado a minha
Nancy“Mãe? Porque é que a senhora não gosta dela? A Janella é uma atriz famosa. Ela tem muitos contratos publicitários e programas. A senhora gostaria dela. Tenho a certeza de que conseguiria convencê-la a ser minha esposa temporária; a única exigência no testamento do papá é que eu esteja casado antes de ele falecer”, disse Sir Dwayne.“Não gosto dela. Acha que não investigo a vida das mulheres com quem sai? A Janella é conhecida por encontros secretos com vários políticos e homens ricos. E tenho a certeza de que aquela mulher é uma interesseira; ela não aceitaria ser apenas uma esposa de contrato e certamente não concordaria com um acordo pré-nupcial”, respondeu Madame Elena com seriedade.Assenti involuntariamente, fazendo com que Madame Elena me olhasse de forma pensativa.“Dwayne, porque não a Nancy?”, perguntou ela.Fiquei atónita e apontei para mim mesma. “E-Eu?”“Porque não pedir à Nancy? Ela é-lhe leal. Para ela, seria apenas mais uma parte do trabalho”, disse Madame Elena,







