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Chapter 6 – Divorce

Author: Marghie
last update publish date: 2026-09-26 11:40:10

Dwayne

Andei de um lado para o outro no meu quarto depois de entregar os papéis do divórcio à Nancy. Não conseguia perceber exatamente por que estava tão irritado; afinal, não me fazia diferença se algo acontecesse ou não entre nós os dois.

Era apenas sexo.

Tecnicamente, éramos casados, por isso este tipo de coisas era normal, certo? Mesmo que não fossemos um casal a sério.

Senti um ligeiro arrependimento por a ter chamado de "feia". A verdade é que ela não era feia — era apenas uma nerd com um gosto péssimo para se vestir —, mas, na noite anterior, eu tinha visto e sentido o quão bonita e macia era a sua pele.

Quando ouvi uma batida, tive a certeza de que era a Nancy do outro lado da porta. Talvez ela estivesse a vir pedir desculpa. Como era ela que estava preocupada com a minha mãe, decidi deixar passar.

Apenas lhe deixaria claro que a via estritamente como secretária, e nada mais. Comecei a sorrir, mas o sorriso desapareceu instantaneamente quando vi que, na verdade, era Manang Gloria, a nossa governanta, que estava lá fora.

"Senhor, a Dona Elena está a chorar; recusa-se a tomar o medicamento ou até a comer", disse, preocupada.

"Porque é que não chamas a Nancy?", respondi, e depois gritei: "Nancy! Vai ver como está a mamã!".

"Senhor, a Dona Nancy foi-se embora. Vi-a a sair apressadamente mais cedo com malas, e deixou este envelope na sala", disse Manang Gloria. Fiquei a olhar fixamente para o envelope depois de ver a assinatura da Nancy e um bilhete a informar que já tinha sido enviada uma cópia ao advogado Bernard Sandoval, o que significava que a questão estava resolvida. Corri imediatamente para o exterior, mas a Nancy e o seu carro já tinham ido embora. Tentei ligar-lhe, mas o telefone estava desligado.

"Nancy! Socorro!"

Ouvi o choro da mamã e corri de volta para o interior da mansão; a minha mãe estava a afastar os funcionários e até tinha atirado a comida do tabuleiro para o chão.

"Mãe!" Abracei-a imediatamente para acalmá-la.

— Onde está a Nancy? É com ela que quero comer! — disse a minha mãe, com lágrimas nos olhos. Como poderia dizer-lhe que também não sabia?

A mamã rapidamente pegou no envelope que eu segurava e abriu-o; já era tarde demais para a impedir de ver o conteúdo.

— P-papéis do divórcio? Separou-se da Nancy? Mas porquê? — perguntou a mamã, irritada.

— Mãe, sabes que não somos um casal a sério. Além disso, ontem à noite... acordei e percebi que algo tinha acontecido entre nós. A Nancy provavelmente só nos quer tirar dinheiro. Ela foi-se embora depois de assinar os papéis do divórcio; pegou no cheque e saiu — expliquei. — Ela tinha direito àquele cheque, pois era o valor acordado pelo casamento consigo — mas não teria sido nada mau se algo de íntimo tivesse acontecido entre vocês os dois. Disse coisas que a magoaram? Não pensou? Achava que o seu pai e eu não sabíamos que, desde que a Nancy se tornou sua secretária, era praticamente ela quem geria a empresa? Chegou a perder um único peso sequer? Não, pois não? Isto porque ela é uma boa pessoa — mas deitou tudo a perder! — disse a mamã, chorando.

Senti um profundo arrependimento; estava furioso comigo mesmo. O que deveria eu fazer agora que a Nancy tinha partido? Desde o momento em que acordava até à hora de dormir, nunca tive de me preocupar com nada, porque ela tratava de tudo.

Será que me conseguiria mesmo virar sem ela? No que raio estava eu ​​a pensar?

Memórias das nossas noites de amor apaixonado vieram ao de cima de repente. Com outras mulheres, geralmente tudo se resumia a luxúria, mas a noite passada foi diferente. Não sei explicar, mas nem com a Janella me tinha sentido daquela forma.

— Encontre a Nancy e traga-a de volta para aqui! — gritou a mamã, expulsando-me do quarto.

Fui até à casa que tinha dado à Nancy; O carro que lhe tinha oferecido estava lá, mas fiquei chocado ao encontrar a casa vazia. Um vizinho que passava disse-me que tinham levado Nancy ao aeroporto, mas não faziam ideia de para onde ia.

Corri para o aeroporto e chamei o chefe de segurança para ajudar a localizá-la, mas as imagens das câmaras de segurança mostravam que já tinha embarcado num voo para Milton. É um país distante; não fazia ideia se ela conhecia alguém ali ou se apenas queria ir para o mais longe possível. Regressei a casa de mãos vazias; ninguém a quem perguntei sabia porque é que a Nancy tinha ido para ali. Levei a mamã ao hospital para que recebesse cuidados, prometendo o tempo todo que iria encontrar a mulher.

— Aceito ficar internada, mas não diga apenas que vai procurar a Nancy — faça-o a sério! Não quero a Janella para ti, por isso nem te atrevas a trazê-la para a minha casa, ou vou mesmo deserdar-te! — disse a minha mãe, irritada, antes de ser levada na cadeira de rodas para a sala de recobro.

Voltei à antiga casa de Nancy; nunca lá tinha entrado antes, por isso não sabia o que poderia encontrar. Embora a Nancy estivesse hospedada connosco há dias, a sua casa continuava limpa e arrumada.

Queria encontrar alguma pista sobre para onde ela poderia estar a ir em Milton. Fui diretamente para o quarto dela e os meus olhos pousaram numa foto com moldura sobre a mesa de cabeceira. Era uma foto nossa, tirada na festa de Natal do ano anterior; parecia bêbado, praticamente a abraçá-la, com o braço à volta dos ombros dela.

Abri um álbum de fotografias e fiquei quase...

Fiquei paralisado quando vi ali uma foto minha e da Nancy.

O que é?

Por que razão isto está aqui?

Será que ela sente alguma coisa por mim?

Uma foto caiu; Peguei nela e li a mensagem escrita no verso. Era uma fotografia do meu 30º aniversário.

“O meu amor — ou melhor, o Sr. Dwayne,

Feliz aniversário. Sei que muitas pessoas já o felicitaram, por isso fiquei demasiado tímida para expressar os meus verdadeiros sentimentos em voz alta; por isso, escrevo isto na sua foto. Eu amo-o. Amo-te desde o primeiro momento em que te vi. O meu amor era tão profundo que, mesmo sendo um trabalho difícil — e mesmo morrendo de ciúmes sempre que estavas com as tuas namoradas —, obrigava-me a não demonstrar o quanto aquilo me afetava. Não queria estragar o vínculo que tínhamos. Eu contentar-me-ia em ser sua secretária para sempre, se isso significasse estar perto de si. Sei que nunca corresponderás ao meu amor. Aceitei essa realidade. Só espero que encontre uma mulher verdadeira, que o ame e valorize — e que respeite os seus pais e a sua fortuna também. Espero que não acabe com mulheres falsas ou dissimuladas. É só isso. Espero ter a hipótese de confessar os meus sentimentos, embora também saiba que o dia em que finalmente o fizer será o dia em que terei de partir.”

Nem tinha percebido que estava a chorar. Droga! Que sentimento é este? Será que também adoro a Nancy?

Chorei ainda mais quando regressei à mansão e vi os vestígios de sangue na cama que tínhamos partilhado na noite anterior. A Nancy era virgem, e fui eu que lhe tirei a virgindade.

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