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Dança das Sombras (Harém reverso)
Dança das Sombras (Harém reverso)
Author: Apenas Glau

capítulo 1: como tudo começou

Author: Apenas Glau
last update Petsa ng paglalathala: 2025-07-04 00:49:15

PASSADO

LILLY

O dia estava ensolarado, Mamãe tinha acabado de me buscar na escola. E estávamos indo à sorveteria para finalmente receber minha doce recompensa pelo o dez em matemática, sorvete de menta com gotas de chocolate.

Isso era o que eu merecia não só por ser uma excelente aluna, mais por ser uma filha exemplar "palavras de mamãe, não minhas eu juro! "

Assim, quando chegamos em casa, subo direto para o meu quarto tomar o meu banho e me preparar para o jantar, até penso em ir ao escritório para mostrar o meu brilhante dez em matemática para o papai.

Mais mamãe me repreende imediatamente, dizendo que não é um momento bom e que ele está trancado trabalhando em algo importante. Eu finjo que não vejo, mais mamãe anda mais triste do que o normal, papai quase nunca janta com a gente como fazia à algum tempo a atrás, mesmo quando acham que estou dormindo, eu ainda ouço as brigas. Papai vive falando que está dando um jeito para termos nosso dinheiro de volta.

Mais acho isso completamente estranho, se não temos nenhum dinheiro como mamãe comprou o sorvete de hoje? Será que tudo isso tem haver com os jogos que o papai j**a, e que ela não gosta?

Ouço o barulho de algo caindo no andar de baixo, que faz eu sair da minha bolha de pensamentos. será que mamãe quebrou algo? Abro a porta e desço as escadas devagar, é quando ouço a voz de papai alterada discutindo com um homem bem no centro da nossa sala de estar.

" Por favor, ela é apenas uma menina! "- ouço papai dizer de forma desesperada, eles estavam conversando sobre mim ?

"Deveria ter pensado nisso antes de ter dado à sua única filha como garantia de dívida." - Ouço a voz do homem fria como a noite responder ao papai, ele não era como os outros amigos do papai que tinham a aparência para ser meu avô, ele era jovem, mais não tão jovem como eu e os meninos do primário.

Os gritos de mamãe chegam em meus ouvidos enquanto ela chora, brigando com papai batendo incansavelmente em seu peito, enquanto ele tenta acalma- lá.

"Como pode, Xavier! Como você pôde dar nossa única filha a eles por uma maldita dívida?" - Ela grita aos prantos e seu corpo magro desse ao chão.

Como assim papai tinha me dado a alguém? Ele não me amava mais ou não queria mais ser meu pai ?

"Me desculpe, Querida. eu nunca achei que as coisas iriam chegar a esse ponto!"- Ele diz tentando contornar a situação, desço discretamente os degraus um por um tentando não fazer nenhum barulho, até chegar em um ponto onde eles não me vejam. Se eles estavam falando sobre mim, eu tinha total direito de ouvir. Papai e mamãe nunca brigavam onde eu poderia presenciar qualquer discussão, então entendo que a situação deve ser grave.

Inclino a cabeça um pouco para frente e avisto um pouco do homem que anda de forma impaciente pela sala de jantar, mesmo ele sendo jovem seu rosto dava medo. E pelo jeito ele fazia coisas erradas, era isso que mamãe falava a respeito dos amigos do papai. Eu nunca podia descer quando eles estavam aqui. Quando perguntei se papai também fazia coisas erradas ela apenas sorria e dizia que isso conversaremos em outra ocasião, ou quando eu fosse mais velha.

" Papai!" – Eu o chamo com a voz embargada e ele olha para mim de forma assustada, como se não acreditasse que estava ali ouvindo aquilo tudo.

" Querida, por favor, volte para seu quarto." - Ele diz olhando em minha direção e vejo seus olhos cheios de lágrimas. O homem, que estava de costas, vira rapidamente e me encara com seus olhos duros. Sinto o medo tomando conta de todos os meus sentidos.

"Como você se chama?"– ele pergunta sério. Não queria falar meu nome, mas mamãe diz que é falta de educação não responder aos outros, principalmente quando são visita em nossa casa.

"Lilly, senhor... Lilly Miller." – Minha voz sai como um sussurro e seguro minhas lágrimas que querem cair mesmo não sabendo o motivo.

Ele apenas solta um suspiro longo e vira-se para meus pais. O mesmo pede para papai o segui-lo até lá fora, o homem segue em direção à nossa porta abrindo e dando espaço para papai ir à frente. Quando ele fecha, passa apenas alguns segundos até o estrondo chegar em meus ouvidos.

Olho imediatamente para mamãe, que grita desnorteada sem saber o que fazer, quando a porta se abre novamente e o homem entra em passos lentos, ficando frente a frente com mamãe. Posso ver em seu rosto respingos de sangue. Ele olha rapidamente para mim e volta sua atenção para mamãe, que está aos prantos.

Ele tinha matado meu pai!

"Preste bem atenção, à garota agora pertence a mim.Você ficará encarregada de cuidar dela, mais só porque ela ainda é muito nova e precisa de uma mãe. Tente fugir com ela e ganhará o mesmo destino de seu marido."

Mamãe fica em silêncio enquanto as lágrimas descem involuntariamente pelo seu lindo rosto. Ela apenas concorda com a cabeça entre soluços. Ele caminha em direção à porta, mais hesita por um momento o que me deixa com medo. Será que ele mudou de ideia, e vai matar à mim e a mamãe?

"Nem pense em deixar alguém encostar no que é meu, Senhora Miller, ou teremos um grande problema."- Ele dispara olhando em minha direção.

"Até mais Lilly, nos veremos de novo daqui a alguns anos."– ele diz, olhando em meus olhos, e sai pela porta de entrada.

10 ANOS DEPOIS.....

Se eu dissesse como é minha vida atualmente, ninguém diria que fui dada como pagamento de uma dívida. Depois daquele dia, nunca mais vi o Senhor Fox, e nunca soube como ele se chamava. Mamãe nunca disse seu nome, todas as vezes que eu a inferniza sobre isso era apenas a mesma resposta. "Você descobrirá quando chegar a hora."

Hora essa que não quero que chegue nunca. Depois daquele dia tudo mudou drasticamente, fomos obrigadas a sairmos de nossa casa, nem um velório digno para o papai podemos fazer. Hoje finalmente eu sei, ele não era uma boa pessoa, devia dinheiro não só ao Senhor Fox mais a muitas pessoas, bem piores do que ele. Todo o dinheiro de nossa família foi gasto em cassinos, quando acabou papai começou a fazer grandes empréstimos com conhecidos e agiotas para sustentar nossa casa e seu vício em apostas, mais adivinhem só nenhum deles receberam nenhum centavo.

Logo após a sua morte, alguns deles ainda tentaram vir atrás de mim e mamãe, mais graças a proteção da família Fox todos esqueceram as dívidas. Agora moro em uma gaiola de ouro, tenho tudo que uma pessoa da minha idade gostaria de ter, menos a minha liberdade, estou bem ciente de que minha vida não é minha mais pertence a outra pessoa. Mesmo longe e nunca mantendo nenhum contato comigo, ele sabia exatamente tudo o que se passava em minha vida.

O Senhor Fox era quem pagava minha faculdade, roupas, aulas de balé e a casa em que Mamãe e eu vivíamos em um apartamento perto do centro da cidade, ele era perfeito ficava apenas alguns minutos da universidade em que estudo e do estúdio de balé em que eu frequentava.

Porém, tudo veio à ruína novamente na semana passada, quando mamãe me disse que eu seria obrigada a trocar de universidade, e ir para "Academic Fox" . Essa era a melhor universidade do país, e os níveis exigidos para entrar nela eram muito rígidos, mas quem ligava pra isso?

Logo no auge dos meus vinte e um anos, estarei casada a qualquer momento com alguém que nem sei quem é, e isso faz da minha vida um grande inferno.

A única pessoa que tenho é Sofia, minha única amiga, e agora até ela foi tirada de mim como sempre o Senhor Fox fazia.

Pego minha roupa perfeitamente passada em cima da cama, eu a coloco em frente ao meu corpo e a decepção chega em meus olhos azul escuro definitivamente não era minha cor.

Dou um leve suspiro e visto minha camisa branca, junto com a calça e para terminar, o blazer azul escuro e minhas sapatilhas pretas. Por mais que não esteja animada, mamãe exige que eu me arrume perfeitamente em todas as ocasiões.

Desço as escadas com a mochila no ombro e encontro mamãe terminando de arrumar a mesa para o café.

" Querida, como você está linda! Essa roupa ficou perfeita em você! " - Ela diz sorrindo mais dava para perceber o incômodo que ela sentia, a pessoa que estava ali não era a mesma que conhecia a alguns anos atrás, por de trás daquele sorriso só havia dor.

" Obrigada!" – falo sem expressar alguma reação. Pego uma torrada à minha frente e passo geleia de framboesa, em seguida enchi minha xícara de café e começo a tomar meu desejum em silêncio.

"Lilly, eu sei que toda essa situação não é o que esperávamos, mas ainda estamos juntas." Mamãe fala um pouco incomodada em seu assento, ela nunca tocava nesse assunto e sempre chama nossa vida atual de situação. "Eu estava dando uma olhada no cronograma da sua nova faculdade e eles incentivam muito, não só os esportes, como as artes também. Eles têm um programa de balé incrível, você pode se inscrever."

Eu sei que, mesmo que minha "situação" não seja a que eu esperava, eu ainda tinha que agradecer ao Senhor Fox por ter deixado eu ficar perto da mamãe. Ele bem que poderia ser algum psicopata que podia me deixar trancada em um calabouço ou ter me colocado em algum colégio interno e me tirar só no dia do nosso casamento, mas ao invés disso ele deixou nós duas juntas.

Termino meu café da manhã e me despeço da Mamãe seguindo ao elevador até a porta de entrada. Quando saio, cumprimentei o porteiro, que me para.

"Bom dia, Senhorita Miller. O seu novo motorista já está lhe esperando." - Arregalo os olhos e olho para o senhor de meia-idade à minha frente.

"Bom dia. Ah, acho que tem algum engano. Eu não tenho motorista nenhum; sempre vou caminhando." Respondo olhando de relance para fora e vejo um carro preto estacionado.

"Não tem engano nenhum, Senhorita. O Senhor Fox foi quem o mandou. Sua nova escola é do outro lado da cidade; seria impossível você ir caminhando."

"Ah, não tem problema, eu posso ir de metrô." - Digo a ele dando um leve sorriso ,que não corresponde.

" Senhorita Miller, conhece as regras! Por favor, não nos coloque em problemas; precisamos do emprego e não queremos ter problemas com o senhor Fox." - Deixo um suspiro cair pelos meus ombros e caminho em direção ao SUV preto à minha frente. O motorista abre a porta para mim e eu entro.

Fazemos o caminho em silêncio até que ouço o som de um telefone tocando. O motorista atende a ligação e, enquanto fico observando do lado de fora pela janela.

" Sim senhor, ela está aqui. Já estamos quase chegando "– ele responde de forma rígida. Todo mundo tem contato com ele, menos eu.

Passando alguns minutos, o carro estaciona em frente a uma estrutura enorme e antiga. Pelo lado de fora, dá para ver o quanto era elegante e sofisticado o lugar. Todos os alunos, com suas roupas perfeitamente alinhadas, iam em direção à entrada. Meu coração acelera e sinto minhas mãos suando. Infelizmente, não posso voltar; tomo coragem, e respiro começando a andar em direção à entrada da minha nova universidade.

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